MP denuncia cinco pessoas por manter plantação de 290 mil pés de maconha no Ceará
Grupo é acusado de tráfico, cultivo e associação para o tráfico; operação em junho de 2026 apreendeu uma das maiores quantidades da droga no Ceará.
Quick Look
- O Ministério Público do Ceará denunciou cinco homens por envolvimento em uma plantação de 290 mil pés de maconha em Acopiara, descoberta em junho de 2026.
- O grupo operava em núcleos de campo e suprimento, utilizando maquinário importado e sistemas de irrigação.
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Why It Matters
A plantação de 290 mil pés de maconha foi descoberta em junho de 2026 em Acopiara, Ceará. A operação de destruição utilizou técnicas de incineração e enterro dos resíduos.
Cinco pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Ceará (MPCE), nesta terça-feira (20), por envolvimento no caso de uma plantação com 290 mil pés de maconha descoberta em junho, em Acopiara, no interior do Ceará.
O g1 teve acesso à denúncia. Os denunciados são:
João Holanda Neto: proprietário de fato e possuidor indireto do imóvel;
Cristiano Rodrigues de Lima: arrendatário formal e gestor direto da lavoura;
Francisco Augusto Alves da Silva: comprador e transportador dos insumos;
Manoel Clenio Mendonça Leal Filho: responsável pelas encomendas, pagamentos e retirada dos insumos;
Geraldo Dário Soares: especificador, orientador e financiador dos insumos.
Segundo a denúncia, os cinco são acusados de tráfico de drogas, cultivo de maconha e associação para o tráfico. João Holanda Neto e Cristiano Rodrigues de Lima também devem responder por permitir o uso de um imóvel para atividades relacionadas ao tráfico.
O g1 procurou a defesa de João Holanda Neto, que informou que não vai se pronunciar sobre o caso. As defesas dos demais denunciados não foram localizadas.
O Ministério Público também pediu à Justiça a manutenção das prisões preventivas de quatro dos cinco denunciados: Cristiano Rodrigues de Lima, Francisco Augusto Alves da Silva, Manoel Clênio Mendonça Leal Filho e Geraldo Dário Soares.
A propriedade contava com sistema de irrigação por gotejamento, barracas de apoio e até maquinário importado da Espanha para o processamento do entorpecente.
De acordo com a denúncia, o grupo era organizado em dois eixos de atuação:
Núcleo do Campo: composto por João Holanda Neto, apontado como proprietário de fato da fazenda, e Cristiano Rodrigues de Lima, arrendatário formal que geria o cotidiano da lavoura e os trabalhadores locais.
Núcleo de Suprimento: formado pelo advogado pernambucano Geraldo Dário Soares, Francisco Augusto Alves da Silva e Manoel Clenio Mendonça Leal Filho, responsáveis pela especificação, compra, retirada e transporte dos insumos de irrigação, fertilização e defesa da lavoura.
As análises da Perícia Forense e as imagens de satélite confirmaram o desmatamento de cerca de 28 mil m² de vegetação nativa no final de 2025 para dar lugar à plantação, estimada em 23 mil pés remanescentes durante a operação.
Entenda o caso
A Polícia Civil encontrou uma plantação com cerca de 290 mil pés de maconha em Acopiara, no interior do Ceará. A descoberta foi feita durante uma operação das forças de segurança no município em 25 de junho de 2026.
A apreensão foi descrita como uma das maiores já realizadas no estado do Ceará. A Polícia Civil chegou a divulgar um vídeo da plantação de maconha sendo derrubada por tratores e incinerada no próprio local.
De acordo com a polícia, os agentes identificaram aproximadamente 160 mil pés de maconha plantados e outros 130 mil já colhidos, somando cerca de 290 mil pés.
Na época, a família de João Holanda Neto, proprietário do terreno, negou o envolvimento no esquema criminoso. Conforme Fabrício Holanda, sobrinho do denunciado, João Holanda arrendou o terreno para outra pessoa após o diagnóstico de câncer e estava afastado das atividades.
A Polícia Civil informou em 3 de julho de 2026 que concluiu a destruição e incineração dos pés de maconha. Segundo a corporação, a operação foi finalizada no dia anterior e utilizou uma técnica do Corpo de Bombeiros que consiste em cavar valas, queimar as plantas com gasolina e óleo diesel e depois cobrir o material com terra para evitar que o fogo se espalhe.
A operação gerou polêmica depois que o deputado federal André Fernandes publicou um vídeo mostrando restos de plantas enterrados na propriedade e questionou se a droga havia sido realmente incinerada. A Polícia Civil afirmou que o material encontrado pelo parlamentar era composto por restos da plantação e de outras plantas destruídas. O governo estadual também informou que apuraria possíveis irregularidades na condução e na guarda do material apreendido.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
Julgamento dos cinco denunciados pelo MPCE.
Likely · Within months
Open Questions
- Qual será a decisão judicial sobre as prisões preventivas?
- Houve irregularidades na incineração conforme questionado pelo deputado?






