
Porta-voz do Exército iraniano alerta que um novo conflito seria prolongado, enquanto tensões regionais aumentam após declarações de líderes americanos e israelenses.
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O Irã e os EUA assinaram um protocolo de entendimento em 12 de junho para encerrar o conflito iniciado em fevereiro, mas as hostilidades foram retomadas recentemente.
O Irã respondeu neste domingo (1º) às ameaças feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em declarações feitas neste sábado (31), ele não descartou novos ataques ao país para neutralizar alvos militares, como a montanha Kolang, suspeita de abrigar um complexo nuclear subterrâneo.
“Uma nova guerra pode durar mais do que a anterior”, afirmou o porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, após Trump dizer que resolveria a questão em "dez minutos".
Segundo Teerã, o presidente americano “não estaria em condições de ditar nem o momento nem as condições” para o fim do conflito.
Situada perto da instalação de enriquecimento de urânio de Natanz, a cerca de 250 quilômetros ao sul da capital iraniana, a montanha Pickaxe, chamada pelos iranianos de Kooh Kolang, é suspeita de abrigar um complexo nuclear subterrâneo, segundo os serviços de inteligência dos Estados Unidos. Trump já havia ameaçado bombardeá-la no fim de julho.
O governo iraniano rejeita as acusações e também nega buscar o desenvolvimento de armas nucleares, defendendo seu direito ao uso civil da energia atômica. Na semana passada, Trump mencionou uma “nova pequena Fúria Épica”, em referência à ofensiva militar lançada por Washington em 28 de fevereiro contra a República Islâmica.
O ataque matou diversos dirigentes iranianos, entre eles o líder supremo Ali Khamenei, e deixou milhares de civis mortos durante quase 40 dias de bombardeios conduzidos por Israel e pelos Estados Unidos. Em abril, Irã e Estados Unidos chegaram a um acordo de cessar-fogo que pôs fim aos combates. Em 12 de junho, os dois países assinaram um protocolo de entendimento para encerrar o conflito.
Os ataques, entretanto, foram retomados, e o Irã voltou a atingir aliados de Washington na região, do Golfo à Jordânia. Desde o início de setembro, a situação na região está estável, mas a possibilidade de uma campanha militar curta e intensa após as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para terça-feira, não está descartada.
Israel volta a ameaçar o Irã Após as eleições legislativas realizadas nesta semana em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também falou em uma “oportunidade histórica única” para “eliminar definitivamente a ameaça existencial” representada pelo Irã, considerado o principal inimigo do país.
Diante dessas ameaças, o líder supremo Mojtaba Khamenei, que sucedeu o pai em março, afirmou no sábado que poderá haver “uma resposta imediata, poderosa e sem limites geográficos”.
O aiatolá, que não aparece em público desde sua nomeação, ordenou ainda às autoridades militares que atualizassem a lista de alvos para incluir “todos os tipos de ativos materiais e imateriais pertencentes ao inimigo americano-sionista”.
O Irã já ameaçou atacar centros de dados, sistemas de inteligência artificial e cabos submarinos no estratégico estreito de Ormuz, um dos principais focos das tensões.
As negociações mediadas pelo Catar continuam, e o Irã elogiou a “mudança de tom” demonstrada em uma carta enviada pelo vice-presidente americano, JD Vance. Os Emirados Árabes Unidos disseram esperar uma solução diplomática.
“Não é do interesse da região viver um novo ciclo de confrontação. Mas, como já mostramos no passado, também estamos preparados para enfrentar o pior”, afirmou Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados, durante uma conferência em Manama, capital do Bahrein.
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Possível campanha militar após as eleições legislativas dos EUA.
Possible · Within days

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