Nubank nega negociação de aquisição com Monzo após reportagens da imprensa
Quick Look
- O Nubank negou estar em negociações para adquirir a fintech britânica Monzo, após reportagens do Financial Times e Sky News sugerirem uma possível aquisição avaliada entre 8 e 10 bilhões de libras.
- O banco afirmou estar focado em suas prioridades estratégicas no Brasil, México, Colômbia e EUA, e disse que avalia regularmente oportunidades de crescimento, incluindo parcerias e aquisições, com base em retorno esperado e criação de valor a longo prazo.
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Why It Matters
O Nubank é o maior banco digital da América Latina e tem expandido suas operações internacionalmente. A Monzo é uma fintech britânica que já havia sido alvo de rumores de aquisição anteriormente. O setor de fintechs tem visto aumento de atividades de M&A, com grandes players buscando escala através de aquisições.
São Paulo | Reuters O Nubank afirmou nesta quarta-feira (30) que não está buscando uma transação com a fintech britânica Monzo. A declaração ocorre dias após reportagens na imprensa afirmarem que o maior banco digital da América Latina estava negociando uma potencial aquisição da empresa do Reino Unido.
"Apesar de termos um grande respeito pela Monzo, a companhia não está buscando uma transação com a Monzo", afirmou o Nubank em comunicado ao mercado.
No último sábado (26), uma reportagem do Financial Times afirmou que a Monzo foi abordada sobre uma possível combinação de negócios com o Nubank, em operação que poderia avaliar o banco britânico entre 8 bilhões de libras e 10 bilhões de libras.
A empresa do Reino Unido teria contratado banqueiros de investimento do Morgan Stanley e da Qatalyst para assessorá-la, segundo a Sky News.
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"A Nu está altamente confiante e focada em suas prioridades estratégicas: aprofundar seu posicionamento no Brasil, escalar os negócios no México e Colômbia e construir sua presença nos Estados Unidos e ao redor do mundo por meio da Nu Global", acrescentou o Nubank no comunicado.
A notícia levantou preocupações entre analistas sobre os riscos da operação e a possibilidade de que ela desvie a atenção do Nubank de sua estratégia lucrativa, o que levou a uma queda na Bolsa esta semana.
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Na segunda-feira (28), as ações fecharam em queda de 10%, a US$ 12,23, na Bolsa de Nova York. Para analistas, a reação negativa repercutiu uma possível mudança de estratégia, saindo de um modelo baseado em crescimento orgânico para uma abordagem mais dependente de aquisições.
Durante a derrocada de segunda, a empresa havia afirmado que não comenta rumores, nem especulações, e citou ter "compromisso em manter uma comunicação transparente, clara e ágil sobre qualquer assunto relevante para os nossos negócios".
O novo comunicado do banco nesta quarta acalmou os ânimos do mercado. Após a negativa do banco brasileiro, os papéis chegaram a avançar 7% após o fechamento do mercado.
No texto desta quarta, o banco também afirmou que avalia oportunidades regularmente que sejam capazes de apoiar seu crescimento e objetivos de longo prazo, incluindo parcerias, investimentos e aquisições.
Acrescentou ainda que a base de sua alocação de capital está mantida e que as decisões de investimento são baseadas em "enquadramento estratégico, retornos esperados relativos ao custo de capital e criação de valor no longo prazo".
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O Nubank continuará a avaliar oportunidades de parcerias e aquisições alinhadas com sua estratégia de longo prazo
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Open Questions
- Quais são as prioridades específicas de investimento do Nubank para os próximos 12 meses?
- O Nubank pretende fazer outras aquisições além da negociação negada com a Monzo?
- Quais são os critérios exatos que o Nubank usa para avaliar oportunidades de investimento?


