
Ação coordenada pela AIE visa reduzir preços elevados do combustível antes das eleições legislativas nos EUA
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A Europa tem buscado alternativas ao diesel russo e do Oriente Médio, aumentando sua dependência das importações dos EUA. O G7 já havia se comprometido em março com uma retirada coordenada de estoques estratégicos.
Os países do G7 concordaram em liberar 100 milhões de barris de diesel e petróleo bruto de suas reservas estratégicas, cedendo à crescente pressão do presidente dos EUA, Donald Trump.
A decisão ocorre enquanto Trump tenta reduzir os elevados preços do diesel para os motoristas norte-americanos antes das eleições legislativas de meio de mandato, que ocorrerão em novembro e determinarão o controle do Congresso.
Os líderes do G7 disseram nesta sexta-feira (2) que liberariam 100 milhões de barris de produtos refinados, incluindo diesel, em uma ação coordenada pela AIE (Agência Internacional de Energia) "diante das contínuas pressões de mercado nesse segmento".
"Levando em conta os compromissos que já foram cumpridos", afirmou o grupo, referindo-se a uma promessa anterior, feita em março, "implementaremos nossos compromissos por meio da liberação coordenada, via AIE, de 100 milhões de barris (MB), com início imediato e ao longo de quatro meses".
O plano incluirá uma liberação "substancial" das reservas de diesel nos primeiros 20 dias.
A Casa Branca havia pedido à Europa que liberasse pelo menos 100 milhões de barris, segundo dois diplomatas a par do assunto, e ameaçou proibir as exportações de diesel dos EUA caso os países europeus não atendessem à exigência.
Em uma publicação em sua conta na Truth Social após o comunicado do G7, Trump anunciou o acordo: "A Europa acaba de concordar em liberar uma enorme quantidade de seu óleo diesel, cujos estoques estão elevados. O processo começará imediatamente", disse em sua rede social Truth Social.
Em março, a Europa se comprometeu a liberar 73 milhões de barris de combustíveis refinados como parte de uma retirada de 400 milhões de barris dos estoques estratégicos, coordenada pela AIE em resposta ao conflito no Oriente Médio.
Os Estados Unidos praticamente concluíram sua parte no programa, mas alguns países europeus ainda não cumpriram suas obrigações, segundo Fatih Birol, diretor-executivo da AIE.
Os preços do diesel vêm sendo negociados acima de US$ 200 por barril nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia há várias semanas, devido a uma série de choques que afetaram as refinarias mundiais, entre eles a guerra com o Irã, o conflito da Rússia com a Ucrânia e a decisão da China de limitar as exportações de combustíveis.
O preço do diesel no Reino Unido ultrapassou 2 libras (R$ 13,86) por litro na sexta-feira pela primeira vez, segundo a RAC.
Na quinta-feira, veio à tona que Pequim não havia concedido às suas maiores refinarias nenhuma cota para exportar combustível em outubro, exceto para Hong Kong e Macau.
Macron conversou com Trump durante a madrugada e ressaltou a necessidade de trabalharem juntos para combater a alta dos preços dos combustíveis e garantir a disponibilidade de produtos refinados em todo o mundo.
A liberação de 100 milhões de barris equivale a aproximadamente 34% do total dos estoques de emergência de diesel e gasóleo da UE, segundo dados do Eurostat atualizados em maio de 2025. Isso representa cerca de 3% do consumo anual do combustível pelo bloco.
A Europa costumava depender principalmente das importações de diesel da Rússia e do Oriente Médio, mas, nos últimos anos, tem recorrido cada vez mais às importações dos EUA.
AI outlook — possibilities, not facts
Início imediato da liberação de 100 milhões de barris de diesel e petróleo.
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