
Especialistas apontam que, apesar de indicadores macroeconômicos favoráveis, governo não reverteu dados em capital político, permitindo avanço de Flávio Bolsonaro.
A percepção negativa sobre a economia e o endividamento das famílias limitam o crescimento de Lula nas pesquisas, enquanto Flávio Bolsonaro ganha tração ao explorar o custo de vida e a narrativa de oposição na reta final do primeiro turno.
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A economia apresenta indicadores positivos de emprego e renda, mas o endividamento das famílias atinge níveis recordes. O governo enfrenta dificuldades em comunicar esses resultados para o eleitorado.
A percepção sobre a economia ajuda a explicar o teto rebaixado das intenções de voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na reta final do primeiro turno e o aumento das chances de seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo especialistas, embora a economia atravesse um momento macroeconômico favorável, o governo tem falhado em converter esses indicadores em capital político, abrindo caminho para a reação da oposição.
Na avaliação de Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados e colunista da Folha, a economia vive um bom momento em termos de atividade, emprego e geração de renda, oferecendo dados concretos que poderiam sustentar uma percepção positiva do eleitorado.
Esse diagnóstico vai ao encontro da análise do cientista político Antônio Lavareda, para quem o principal erro do governo foi não ter disputado a narrativa econômica.
Ao deixar que notícias sobre endividamento, inadimplência e preços elevados dominassem o debate, o Palácio do Planalto permitiu que a percepção sobre a economia ficasse significativamente pior do que a avaliação que os brasileiros fazem de suas próprias vidas e, principalmente, do otimismo com o futuro.
"O governo nunca enfrentou a narrativa da oposição de que a economia está no rumo errado. Esse tipo de propaganda não existiu", diz Lavareda.
A oposição, por outro lado, teria sido eficiente em explorar a percepção de que a comida continua cara, com Flávio Bolsonaro aparecendo em supermercados e usando spots na internet e na televisão.
Para Vale, essa estratégia, somada à disseminação de fake news nas redes sociais, dificulta que a população perceba a melhora dos indicadores.
Ele afirma ainda que há um certo "cansaço" em relação a Lula, que acabou prejudicado também com a recente crise envolvendo o STF. Vale compara esse ambiente a um "mini 2013" institucional, referência aos protestos no país naquele ano. "Neste cenário, a economia de Lula pode muito, mas não pode tudo", diz.
Para José Márcio Camargo, economista-chefe da Genial Investimentos, apesar dos bons indicadores de emprego e renda, o endividamento das famílias tem pesado fortemente na percepção econômica do eleitor.
"Houve uma disseminação do crédito com a maior bancarização, que vem desde o governo Jair Bolsonaro. Essa conta chegou", diz. "Há também um cansaço em relação ao discurso de Lula, até mais na forma do que no conteúdo."
Dados da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) mostram que 82% das famílias tinham dívidas a vencer em agosto, o maior nível da série histórica iniciada em 2010. O índice era de 79% no mesmo mês de 2022. A parcela de famílias inadimplentes chegou a 29,9%.
Em termos de percepção econômica, embora 43% dos brasileiros avaliem como ótima ou boa a própria situação financeira, quase metade a considera regular, e uma parcela semelhante afirma que o dinheiro disponível não é suficiente para manter o orçamento.
Segundo pesquisa Datafolha, 45% classificam a situação financeira pessoal e familiar como regular, enquanto 12% dizem que ela é ruim ou péssima.
Quando a pergunta trata especificamente da renda, 34% afirmam que o dinheiro que ganham, somado ao da família, não é suficiente e às vezes falta. Outros 15% dizem que a renda é muito baixa e traz muitas dificuldades. Ao todo, portanto, 49% relatam algum grau de insuficiência financeira.
O quadro é particularmente desfavorável entre os segmentos que concentram a maior parte do eleitorado. Apenas 36% dos entrevistados com ensino fundamental consideram sua situação financeira ótima ou boa. O percentual cai para 33% entre aqueles com renda familiar de até dois salários mínimos e para 32% nas classes D e E.
Há, porém, um paradoxo importante: mesmo entre os grupos que pior avaliam a própria situação atual, predomina a expectativa de melhora: 65% dos integrantes das classes D e E acreditam que sua situação financeira vai melhorar nos próximos 12 meses, assim como 62% dos entrevistados com ensino fundamental. No conjunto da população, 71% esperam alguma melhora.
Em relação aos preços dos alimentos, fator que pesa entre eleitores mais pobres, segundo levantamento do economista Bruno Imaizumi, da 4intelligence, o poder de compra do salário mínimo em relação à cesta básica melhorou desde 2022.
Em agosto de 2026, o salário mínimo de R$ 1.621 comprava o equivalente a 1,8 cesta básica em São Paulo, contra 1,62 em agosto de 2022.
O mesmo ocorre com a renda do trabalho. O rendimento médio brasileiro chegou a R$ 3.777 no trimestre encerrado em agosto. O valor comprava 4,07 cestas básicas, acima das 3,54 de agosto de 2022.
Na última pesquisa Datafolha antes da votação, Lula aparece com 47% dos votos totais no segundo turno, contra 46% de Flávio, em empate dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. No levantamento anterior, o petista tinha 48%, e o adversário, 45%.
A curva de Flávio, porém, é ascendente. Em cerca de dez dias, o candidato avançou de forma consistente em praticamente todos os grupos considerados mais sensíveis pelo bolsonarismo, entre eles classe média, Sudeste, homens e evangélicos.
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Manutenção da disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno.
Likely · Within weeks

With more than half of the voting time exceeded, queues and waits of more than 40 minutes are reported in several cities due to the six votes to be cast. Candidates such as Décio Lima (PT), Carol De Toni (PL), Afrânio Boppré (PSOL), Gelson Merisio (PSB), João Rodrigues (PSD) and Jorginho Mello (PL) voted in their respective cities, accompanied by family members and advisors, and spoke to the press after voting. Information on how to check voter ID, zone and section was also provided.

Candidate Professor Witer Naves (PSOL) voted in Palmas this Sunday, made a gesture of support for President Lula and stated that his candidacy is purposeful and differentiated.

Candidates for the government of Sergipe, including Dr. Helton, Taty Cristina de Jesus, Valmir de Francisquinho and Fábio Mitidieri, voted in the morning. Emanuel Cacho and Ricardo Marques left the dispute.

On Sunday (4), voters in Acre went to the polls for the first round of the 2026 elections, with candidates such as Jorge Viana (PT), Márcio Bittar (PL), Thor Dantas (PSB), Gladson Camelí (PP), Tião Bocalom (PSDB) and Eduardo Velloso (Solidariedade) voting in several cities in the state. Jorge Vianou voted with his family, taking his youngest son to the booth. Márcio Bittar criticized the federal government, saying that Brazil is on the verge of collapse. Energisa reported power outages in the Rui Lino and Tucumâ neighborhoods, but stated that no polling places were affected until 9:30 am. The Federal Police issued four detailed reports of occurrence (TCOs) in Rio Branco for electoral propaganda on election day and exit polls, with one case of seizure of valuables, in addition to a TCO in Sena Madureira. Voters arrived early at the polling stations, and g1 followed the opening of schools. In total, 614,375 voters are eligible to vote in Acre for president, governor, senators and federal and state deputies, with voting from 6 am to 3 pm.

Councilor João Pintor was approached by the Municipal Civil Guard after being seen irregularly distributing electoral propaganda material on Rua Armando Lehnaioli, São José neighborhood. The material was seized and released due to the low offensive potential of the act, as reported by TV TEM.

The candidate for the Senate for Amazonas, Eduardo Braga (MDB), voted in Manaus on Sunday (4) at 10:25 am, accompanied by his family. After voting, he thanked God and the people of Amazonas for their support during the campaign and spoke about his expectations for the election results.