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A investigação começou após uma empresa de aplicativo de transporte identificar indícios de fraude e procurar a Polícia Civil do DF. O grupo criava cadastros falsos para permitir que motoristas sem CNH, com CNH vencida ou sem EAR trabalhassem na plataforma.
Polícia do DF prende grupo suspeito de fraudar cadastros em aplicativo de transporte — Foto: Reprodução/PCDF
A investigação que levou à prisão de quatro pessoas suspeitas de fraudar cadastros de motoristas de aplicativo no Distrito Federal começou após uma empresa identificar indícios de fraude e procurar a Polícia Civil do DF.
A polícia não informou qual aplicativo fez a denúncia. O prejuízo estimado é de R$ 200 mil.
➡️ Como mostraram o g1 e a TV Globo, os suspeitos criavam cadastros falsos para permitir que fossem incluídos na plataforma motoristas:
sem carteira de habilitação;
com CNH vencida;
sem a observação de "exerce atividade remunerada (EAR)";
bloqueados ou banidos da plataforma;
com restrições relacionadas a antecedentes criminais.
Segundo a investigação, mais de 600 cadastros fraudulentos de motoristas foram feitos. Os suspeitos anunciavam o "serviço" em redes sociais e grupos de aplicativos de mensagens.
Em uma das propagandas, o grupo prometia cadastrar motoristas “sem CNH”, com “CNH vencida” e “sem EAR” (veja a imagem no ínicio da reportagem).
O anúncio também oferecia cadastro de “moto atrasada ou carro antigo” e prometia que os interessados poderiam começar a ganhar dinheiro dirigindo “sem burocracia”.
Para entrar no esquema, o interessado pagava cerca de R$ 200 pelo cadastro fraudulento. Se a conta permanecesse ativa, havia ainda uma cobrança adicional, com valor combinado entre as partes.
Segundo a Polícia Civil, os verdadeiros condutores eram vinculados a cadastros feitos com informações de outras pessoas.
Ou seja: se o passageiro fosse vítima de algum crime no carro, não conseguiria nem fazer uma denúncia, já que não teria os dados reais do motorista.
Segundo o delegado Pedro Sardá, da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), a fraude ultrapassa o prejuízo financeiro causado à empresa.
"Fraudar essa identificação coloca em risco não só a segurança viária, mas também a própria vida dos usuários", disse.
Operação prende quatro
A operação foi deflagrada nesta quinta-feira (3). Quatro investigados foram presos: três em Sobradinho, no Distrito Federal, e um em Rio Verde (GO).
O homem preso em Goiás é apontado como principal articulador do grupo.
Segundo os investigadores, ele recebia valores maiores porque era responsável por reativar contas que haviam sido bloqueadas. Com ele, foram encontrados 12 dispositivos eletrônicos.
Outros três investigados colaboraram com a apuração e, segundo a polícia, forneceram informações sobre o funcionamento do esquema. As prisões são temporárias e têm duração inicial de cinco dias. A polícia avalia pedir a prorrogação da prisão e pode solicitar a conversão em preventiva.
Outros dois suspeitos estão foragidos. Durante a operação, foram apreendidos computadores, tablets, celulares, pen drives, chips, documentos, cartões bancários e veículos. Segundo a polícia, os equipamentos eram utilizados para a prática dos crimes.
Um dos carros apreendidos teria sido usado para cadastrar mais de 100 contas falsas.
O grupo é investigado pelos crimes de furto qualificado mediante fraude, associação criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro. Somadas, as pena podem chegar a 32 anos de reclusão.
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AI outlook — possibilities, not facts
A Polícia Civil do DF pedirá a prorrogação da prisão temporária dos quatro investigados presos.
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