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Prédio que desabou no Brás recebeu ao menos quatro grandes cargas de tecidos em 15 dias, segundo BO
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G124 minutes agoCrime3 min readBrazilView translation

Prédio que desabou no Brás recebeu ao menos quatro grandes cargas de tecidos em 15 dias, segundo BO

Imóvel funcionava como depósito de tecidos e não possuía Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB)

Quick Look

  • Prédio de quatro andares desabou no bairro do Brás, em São Paulo, na noite de sexta-feira (6).
  • O local funcionava como depósito de tecidos e recebia cargas pesadas.
  • Não houve mortes confirmadas e as causas do colapso estrutural serão investigadas pela perícia.

AI-generated summary

Why It Matters

O prédio de quatro andares desabou na noite de sexta-feira no Brás. O imóvel funcionava como depósito de tecidos e não possuía o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).

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Trabalhadores que estavam no prédio de quatro andares que desabou na Rua Maria Joaquina no Brás, no Centro de São Paulo, na noite de sexta-feira (6), relataram à Polícia Civil que o imóvel vinha recebendo cargas intensas de tecidos nos dias que antecederam o acidente.

O desabamento ocorreu na área do mezanino do prédio que funcionava como comércio e local de armazenagem de tecidos. No momento do acidente, 35 funcionários estavam no interior do estabelecimento, fazendo o descarregamento da carga.

Segundo o responsável pela contratação dos trabalhadores, a loja recebeu cerca de quatro cargas nos 15 dias anteriores ao desabamento. Cada uma delas teria entre 1,2 mil e 1,5 mil bobinas de tecidos.

Ele afirmou à polícia que cada rolo pesava entre cinco e oito quilos. Considerando essas estimativas, cada carga poderia representar de 6 a 12 toneladas de tecidos.

Já um homem que atuava como auxiliar na operação relatou à polícia que, no dia do desabamento, havia entre 1,6 mil e 1,8 mil bobinas no local, com peso estimado entre 10 e 15 quilos cada. Ele também contou que cada trabalhador costumava carregar de dois a três rolos por vez.

O prédio não tinha o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). O documento atesta que uma edificação atende às condições de segurança contra incêndio e pânico exigidas por lei.

Além dos 35 trabalhadores, duas mulheres, mãe e filha, responsáveis pela loja, também estavam no estabelecimento no momento do desabamento. Funcionários relataram ainda a presença de um homem que teria entrado no comércio para usar o banheiro.

Do total, 27 pessoas foram retiradas pelas equipes de resgate, e as demais conseguiram sair antes da chegada dos bombeiros.

Quatro pessoas foram socorridas e levadas para a UPA da Mooca em estado estável, mas com escoriações e lesões nos braços e nas pernas. As vítimas permaneciam internadas na manhã deste sábado (7).

Os relatos registrados no BO indicam que todas as pessoas que estavam no local teriam saído com vida, mas cães farejadores indicaram a possível presença de pessoas sob os escombros na noite de sexta.

Segundo a Capitã Karoline Burunsizian, porta-voz do Corpo de Bombeiros, não há outros indícios de que há vítimas sob os escombros.

Os trabalhos de resgate foram retomados na manhã deste sábado, com o apoio de uma retroescavadeira. Segundo os bombeiros, a instabilidade do terreno e o risco iminente de colapso estrutural impedem a continuidade dos trabalhos manuais com segurança.

As causas do desabamento ainda não foram informadas. A capitã afirmou que a perícia será responsável por determinar o que provocou o colapso estrutural.

Questionada se o peso dos tecidos poderia ter contribuído para o acidente, ela disse que essa análise não fazia parte do trabalho dos bombeiros naquele momento.

"A perícia fará todo o trabalho minucioso do porquê colapsou, quais são os motivos, se estava ou não [com] peso excedido. Isso não é uma preocupação do Corpo de Bombeiros neste momento, e sim buscar por vidas", afirmou.

Um engenheiro passou a analisar o local para verificar se havia risco para estruturas vizinhas.

De acordo com Karoline, os prédios próximos poderiam ser interditados caso fosse identificado risco de colapso. Até aquele momento, porém, os imóveis estavam isolados por segurança durante o atendimento da ocorrência, mas não havia informação de que estivessem impedidos de ser frequentados.

What to Watch

AI outlook — possibilities, not facts

  • Realização de perícia técnica para determinar causas do colapso.

    Very likely · Within weeks

Open Questions

  • Quais foram as causas técnicas do colapso?
  • Havia excesso de carga no momento do desabamento?
  • Existem outras vítimas sob os escombros?

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This article was originally published by G1.

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