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Presidente de autarquia é investigado por assédio e perseguição
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G16/13/2026Crime3 min readBrazil

Presidente de autarquia é investigado por assédio e perseguição

Quick Look

  • Servidora denuncia ex-presidente de autarquia por assédio sexual e perseguição.
  • Ele é investigado pela Polícia Civil e é acusado de elogios, convites insistentes, fotos indevidas e contato físico.
  • O caso afetou a saúde mental da vítima.

AI-generated summary

Why It Matters

Uma servidora denunciou o ex-presidente de uma autarquia por assédio sexual e perseguição, alegando episódios que afetaram sua saúde mental e a levaram a se automedicar.

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Segundo a servidora, que trabalha há cerca de um ano na autarquia, os episódios começaram no fim de 2025 com elogios sobre sua aparência, roupas, perfume, cabelo e unhas. Com o passar do tempo, porém, as abordagens teriam se tornado mais frequentes e constrangedoras.

Em entrevista à TV Verdes Mares, a mulher relatou que passou a receber convites insistentes para sair e viajar com o então presidente da autarquia. Ela afirma que ele chegou a se oferecer para pagar hospedagens para passarem fins de semana juntos.

"Ele chegou ao ponto de andar com o meu crachá funcional dentro da carteira dele e comentou por diversas vezes que, quando ele ia dormir, ele deixava a minha foto na cabeceira dele para que ele tivesse uma noite melhor", relatou.

A servidora também afirmou que era chamada à sala do gestor sob diferentes pretextos e que, ao chegar ao local, era fotografada por ele. Segundo o relato, em algumas ocasiões o então presidente pedia que a própria secretária também tirasse fotos dela. A mulher contou ainda que sofreu contato físico indesejado durante uma reunião.

"Uma das vezes que eu estava sentada na sala de reunião, fazendo as anotações, ele passou por trás de mim na cadeira e pegou no meu pescoço com toda força, me levou para trás da cadeira e eu reagi imediatamente, porque eu senti que eu estava sendo enforcada", disse.

De acordo com a servidora, o episódio foi tratado pelo gestor como uma brincadeira. Ela afirmou que os episódios afetaram sua saúde mental e a levaram a se afastar do trabalho em duas ocasiões. "Em determinadas situações, eu me vi em tanto pânico e pavor que eu comecei a me automedicar com calmantes", relatou.

Perseguição após recusa

Ex-presidente da Autarquia de Trânsito do Eusébio é investigado por denúncias de assédio e perseguição no trabalho — Foto: TV Verdes Mares/Reprodução

A denunciante afirma que, após perceber que ela não corresponderia às investidas, o então presidente passou a desqualificá-la profissionalmente. Segundo ela, outras mulheres também teriam sido vítimas de comportamentos semelhantes.

A servidora decidiu formalizar a denúncia à polícia após, segundo ela, passar a ser perseguida fora do ambiente de trabalho. Ela relatou que percebeu um carro parado próximo ao local onde estava e que, ao sair, viu o ex-presidente filmando-a.

"Eu entrei em desespero e pânico. Minha irmã conseguiu tirar uma foto ainda muito tremida dele, da placa. Eu tenho essa foto registrada", afirmou. A mulher disse que fugiu do local acompanhada do filho e que acreditou estar sendo seguida.

Além disso, ela afirma que, mesmo sem ter sido oficialmente exonerada, foi substituída no cargo após apresentar um atestado médico. Segundo o relato, também foi cobrada a devolver equipamentos e materiais de trabalho, como notebook, celular, crachá, chave da sala e fardamento.

Investigações

A Polícia Civil informou que o caso é investigado pela Delegacia do Eusébio e que estão sendo realizadas oitivas para dar andamento às apurações.

Além da investigação criminal em curso, existe um histórico de denúncias relacionadas ao ambiente de trabalho da autarquia. Em 2021, o Ministério Público do Trabalho (MPT) firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o órgão para prevenir casos de assédio moral e discriminação no ambiente laboral.

Segundo o MPT, o acordo previa ações educativas e, após acompanhamento, as medidas foram consideradas cumpridas, levando ao arquivamento do procedimento.

O órgão informou ainda que, em 2024, recebeu uma nova denúncia relacionada ao ambiente de trabalho na autarquia, mas o caso foi arquivado por falta de informações complementares da denunciante. O ministério acrescentou que novas denúncias com elementos suficientes podem resultar na abertura de investigações e adoção de medidas legais.

O que diz a Prefeitura

Em nota, a Prefeitura do Eusébio informou que tomou conhecimento das denúncias e que, antes da adoção de qualquer medida administrativa, o então titular da autarquia apresentou pedido de desligamento do cargo para dedicar-se integralmente à sua defesa na esfera judicial.

A administração municipal afirmou ainda que não compactua com qualquer forma de discriminação, violência ou desrespeito e que os fatos serão apurados pelas instâncias competentes, com garantia do direito à ampla defesa e ao contraditório.

Open Questions

  • Quais outras mulheres foram vítimas?
  • Qual a punição para o ex-presidente?
  • Haverá medidas administrativas contra a autarquia?

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This article was originally published by G1.

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