Presidente do STF, Edson Fachin, suspende pedido de investigação de Alexandre de Moraes contra André Mendonça no inquérito das fake news
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O ministro Edson Fachin, presidente do STF, retirou o pedido de investigação feito por Alexandre de Moraes contra André Mendonça no inquérito das fake news, determinando que a PGR se manifeste em cinco dias sobre a regularidade do procedimento de Moraes e abrindo prazo para que Mendonça se defenda após o parecer da procuradoria.
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Why It Matters
O inquérito das fake news foi aberto em 2019 durante a gestão de Dias Toffoli no STF, com Alexandre de Moraes designado como relator sem sorteio, investigando ataques e ameaças à corte. A apuração prolongada tem gerado questionamentos sobre sua condução.
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, retirou nesta sexta-feira (4) o pedido de abertura de investigação feito pelo ministro Alexandre de Moraes contra André Mendonça do inquérito das fake news.
De acordo com ele, a medida é tomada diante da necessidade de verificação da regularidade do ato de Moraes. E, em seguida, para eventuais avaliação das acusações feitas pelo relator ao colega que conduz os casos do Master e do INSS (Institutos Nacional do Seguro Social).
Fachin incluiu a decisão do colega da noite de quinta (3) no mesmo processo aberto por ele sobre o relatório da Polícia Federal a respeito das mensagens que teriam sido enviadas pelo ex-dono do Master Daniel Vorcaro a Moraes.
No mesmo despacho, o presidente determinou que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste sobre o pedido de Moraes em cinco dias.
O embate conflagrado entre os ministros abriu uma crise de proporções inéditas no Supremo e Fachin foi acionado por ambos, como chefe do Judiciário e presidente do Supremo.
"Considerando a necessidade de adequada instrução do feito para a apreciação da admissibilidade e da regularidade do procedimento adotado pelo Ministro Alexandre de Moraes, bem como, se for o caso, das imputações nele deduzidas, determino a complementação da instrução, nos termos a seguir", disse Fachin.
Em seguida, definiu o prazo de cinco dias úteis para a PGR apresentar um parecer sobre a admissibilidade e a regularidade do procedimento do minitro e, se o órgão entender pertinente, se manifestar também sobre as imputações feitas por Moraes contra Mendonça.
O presidente do Supremo também abriu prazo de cinco dias para que Mendonça se manifeste formalmente sobre o caso, se assim desejar, depois da resposta da PGR.
"As providências ora determinadas destinam-se exclusivamente à instrução do feito, sem antecipação de juízo quanto à admissibilidade, à regularidade do procedimento ou ao mérito das imputações", diz Fachin, no despacho.
Na noite de quinta, Fachin determinou que Mendonca, Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem informações em até cinco dias sobre o relatório da PF que envolveu Moraes.
O presidente pede informações sobre as circunstâncias nas quais Mendonça determinou a identificação das pessoas com as quais Vorcaro conversava e as medidas tomadas para que as regras de investigação sobre autoridades fossem cumpridas.
Ainda na quinta (3), Moraes pediu a abertura de investigação sobre Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade pela condução dos casos dois casos mais rumorosos do país atualmente.
O despacho foi assinado no âmbito do inquérito das fake news e encaminhado ao presidente do STF para providências. Moraes afirma que Mendonça agiu para direcionar as investigações, "com quebra da imparcialidade judicial e favorecimento a determinados grupos políticos".
De acordo com Moraes, o colega conduziu irregularmente tratativas de delações premiadas e direcionou determinados alvos para a investigação "por motivos pessoais e políticos, inclusive com a indicação prévia de medidas cautelares" a serem apresentadas pela PF.
Esses alvos seriam o próprio Moraes e o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
A medida foi a resposta de Moraes dois dias após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF que aponta o colega como o interlocutor de Vorcaro. Na decisão, Mendonça sinalizou que levará ao plenário a possibilidade de investigar Moraes.
O inquérito das fake news foi aberto na gestão de Dias Toffoli, em 2019, quando designou Moraes, sem sorteio, para a relatoria da investigação sobre ataques e ameaças à corte. A abertura prolongada da apuração tem gerado questionamentos internos e externos.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
A PGR emitirá um parecer sobre a admissibilidade e regularidade do procedimento de Alexandre de Moraes dentro do prazo de cinco dias úteis determinado por Edson Fachin.
Very likely · Within days
André Mendonça se manifestará formalmente sobre o caso após receber a resposta da PGR, caso deseje exercer seu direito de defesa.
Likely · Within days
O conflito entre os ministros do STF gerará novas declarações públicas ou pedidos de vista no âmbito do inquérito das fake news.
Possible · Within weeks
Open Questions
- Qual será o parecer da PGR sobre o pedido de Alexandre de Moraes?
- André Mendonça decidirá se manifestar formalmente após o prazo de cinco dias?
- O STF chegará a uma decisão definitiva sobre a regularidade do procedimento de Moraes?
- Haverá novas manifestações de outros ministros sobre esse conflito?







