
Decisão suspende pleito legislativo e presidencial, alegando falta de condições de segurança e logísticas
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Os palestinos não realizam eleições gerais há cerca de duas décadas. A divisão entre Fatah e Hamas consolidou-se em 2007 após confrontos internos.
A votação para o Conselho Legislativo estava programada para o próximo mês, enquanto a eleição presidencial era esperada para o início de 2027. Entretanto, o novo decreto atribui o adiamento a obstáculos impostos por medidas israelenses e à falta de condições políticas, de segurança e logísticas para garantir eleições livres, justas e inclusivas.
O documento também menciona restrições à liberdade de movimento e a retenção de receitas palestinas por Israel, fatores que, segundo o texto, dificultam a preparação e a realização das eleições.
A Reuters informou, com base em fontes palestinas, que lideranças do Fatah e do Hamas concordaram com o adiamento.
Segundo a Wafa, as condições de segurança e a crise humanitária na Faixa de Gaza também dificultam a organização das eleições. A falta de avanços na reconstrução do território e a ausência de forças internacionais de estabilização foram apontadas entre os fatores que pesaram na decisão.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, criticou a decisão. Segundo a Al Jazeera, ele acusou a Autoridade Palestina de enganar a comunidade internacional ao preparar o cancelamento do processo eleitoral.
Menos de um mês antes do adiamento, Abbas havia reafirmado o calendário de novembro em um discurso à Assembleia Geral da ONU e assumido compromissos por escrito com os governos da França e da Arábia Saudita.
Os palestinos não realizam eleições gerais há cerca de duas décadas. A última eleição presidencial ocorreu em 2005, quando Abbas foi eleito. A votação legislativa mais recente foi realizada em 2006 e terminou com a vitória do Hamas.
O resultado aprofundou a disputa entre o Hamas e o Fatah, movimento liderado por Abbas. Em 2007, após confrontos entre os grupos, o Hamas assumiu o controle da Faixa de Gaza, enquanto a Autoridade Palestina, dominada pelo Fatah, manteve sua administração em partes da Cisjordânia.
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Manutenção da divisão administrativa entre Gaza e Cisjordânia.
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