
Ação da Coinfarp, Prefeitura e CPFL Paulista combate riscos de acidentes e poluição visual na cidade
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A Coinfarp coordena a fiscalização de postes em Ribeirão Preto, envolvendo Prefeitura, CPFL Paulista e operadoras de telefonia e internet. A responsabilidade pelos postes é compartilhada: a CPFL é proprietária e gerencia aluguéis e normas de segurança; as operadoras são donas dos cabos e devem mantê-los identificados e retirados quando desativados; a Prefeitura coordena o cronograma de limpeza e encaminha denúncias de moradores.
Equipes de fiscalização recolheram 21,5 toneladas de cabos de telecomunicações irregulares, clandestinos e abandonados dos postes de iluminação pública em Ribeirão Preto (SP) entre janeiro e novembro de 2026.
A ação faz parte de uma força-tarefa da Comissão de Infraestrutura Aérea de Ribeirão Preto (Coinfarp), composta pela Prefeitura, pela concessionária CPFL Paulista e por empresas de telefonia e internet. O objetivo é eliminar riscos de acidentes com pedestres e motociclistas, além de combater a poluição visual urbana.
Na última quinta-feira (5), os trabalhos de limpeza e readequação concentraram-se na Avenida Presidente Vargas, uma das principais vias da zona Sul da cidade. Somente em 2026, vistorias técnicas mapearam 381 postes com ocupação clandestina e outros 904 pontos com cabos sem a identificação obrigatória das operadoras.
Em nota, a CPFL Paulista informou que cumpre as normas de compartilhamento fixadas pelos órgãos reguladores e que notifica as operadoras para a regularização dos fios. A Conexis Brasil Digital, entidade que representa as maiores operadoras de telecomunicações, afirma que as empresas credenciadas investem continuamente na manutenção e limpeza das redes alugadas.
Operário retira fiação solta de poste em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Serginho Oliveira/EPTV
A consultora de relacionamento da CPFL Paulista, Elidiane Bernardi, destaca que a prioridade das operações é a segurança da população nas vias públicas.
"O real trabalho aqui é focado na questão da segurança. Não é só uma questão de estética. Primeiramente é a segurança, para que os cabos estejam de acordo com o que regem as normas e a regulamentação da Anatel e da Aneel. Depois que estão de forma segura, entra a questão estética e o que for possível reduzir de cabo a gente faz", afirma a consultora.
O que são cabos clandestinos, irregulares e mortos?
A fiscalização divide os problemas encontrados nos postes nas seguintes categorias:
🔍 Ocupação à revelia ou clandestina: instalação de cabos feita por empresas sem contrato assinado com a concessionária detentora dos postes.
🔍 Fiação irregular: ocorre quando a operadora tem contrato de uso com a distribuidora, mas instalou cabos em pontos não autorizados ou fora das normas técnicas.
🔍 Cabo morto ou abandonado: fiação desativada e sem uso que deixou de ser retirada pela operadora, gerando sobrepeso na estrutura e risco de queda.
De quem é a responsabilidade?
A responsabilidade sobre a estrutura dos postes é compartilhada entre diferentes agentes públicos e privados, de acordo com regras federais e municipais:
CPFL Paulista: é a proprietária dos postes. Cabe à concessionária gerenciar o aluguel dos espaços, fiscalizar o cumprimento das normas de segurança e notificar as operadoras em caso de irregularidades.
Empresas de telefonia e internet: são as donas dos cabos. Elas pagam aluguel à CPFL para utilizar a infraestrutura e têm a obrigação de manter os fios alinhados, identificados com placa contendo nome e telefone, além de retirar cabos desativados.
Prefeitura de Ribeirão Preto: atua na coordenação do cronograma de limpeza por meio da Coinfarp, fiscaliza o cumprimento da legislação municipal e encaminha as denúncias feitas pelos moradores para a concessionária.
As vistorias são feitas periodicamente por técnicos da CPFL Paulista. Quando uma fiação irregular é detectada, a concessionária emite uma notificação formal estipulando prazo para que a operadora ajuste a fiação.
Se o problema não for corrigido dentro do prazo, a operadora fica sujeita a sanções contratuais, multas e à remoção forçada dos cabos.
Em situações emergenciais, como fios caídos na pista, cabos energizados ou fiações clandestinas sem contrato, a distribuidora tem autorização legal para realizar o corte imediato sem aviso prévio, a fim de evitar tragédias.
Um dos desafios das operações de limpeza é a fiação clandestina emaranhada às redes regulares.
Em outubro de 2026, a retirada emergencial de fiação irregular no bairro City Ribeirão provocou a interrupção acidental da internet em escritórios e espaços de coworking, paralisando serviços ao longo do dia.
O diretor de tecnologia da provedora Alcans, Cláudio Placa, explica que a presença de empresas clandestinas nos postes dificulta a identificação visual no momento da limpeza.
"Quando os provedores não regularizados ocupam o poste, eles embolam os fios. Na hora da limpeza, a equipe puxa e acaba rompendo cabos regulares junto. Nossas equipes trabalham 24 horas e, quando há rompimento acidental durante o serviço da distribuidora, fazemos o suporte para restabelecer o sinal no menor tempo possível", afirma o diretor.
O empresário Robinson Cardoso, que teve a rotina administrativa paralisada durante o incidente no bairro City Ribeirão, cobra mais transparência nas operações.
"Nossa operação depende 100% da internet. Falta uma comunicação clara entre Prefeitura, CPFL e operadoras para que os empresários e clientes sejam avisados com antecedência quando houver manutenção, evitando prejuízos", ressalta o empresário.
Como os moradores podem denunciar fios soltos ou caídos?
Caso o morador identifique cabos pendurados, caídos na calçada ou com altura abaixo do permitido sobre a rua (mínimo de 5 metros de altura), o registro pode ser feito diretamente pelos canais oficiais:
Prefeitura de Ribeirão Preto: pelo telefone 156 ou pelo aplicativo SAM (Serviço de Atendimento ao Munícipe). A demanda é registrada e repassada à comissão de fiscalização.
CPFL Paulista: pelo telefone 0800 010 1010 (central gratuita de atendimento).
As autoridades alertam que a população nunca deve tentar puxar, cortar ou encostar em cabos pendurados nos postes, pois há risco de a fiação de telefonia ter entrado em contato com a rede de alta tensão elétrica.
Emaranhado de fiações polui paisagem urbana e causa transtornos a moradores de Ribeirão Preto (SP). — Foto: Serginho Oliveira/EPTV

Rains and strong winds caused roofing, falling trees, flooding and power outages in Campos, São Francisco de Itabapoana, São João da Barra and São Fidélis. There were no injuries, but families had to leave their homes in Barcelos.

A Robinson R66 helicopter crashed on a farm in Passos, Minas Gerais, during a wedding, leaving five people injured. The pilot was doing reconnaissance for landing when the aircraft destabilized around 20 meters above the ground. The injured were taken to Santa Casa de Passos and Cenipa will investigate the case.

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