
Nepal e China monitoram lago formado por detritos de enchente que ameaça transbordar
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Uma enchente repentina causada pelo colapso de uma geleira atingiu áreas fronteiriças entre o Nepal e o Tibete. O evento gerou detritos que formaram um lago barreira, criando risco de novos desastres.
O Nepal e a China já haviam alertado anteriormente para novos riscos de inundações no Himalaia, visto que um lago que se formou na fronteira entre os dois países devido aos detritos da enchente repentina ameaçava transbordar.
"Podemos ver que o nível da água no rio está subindo", disse ele, acrescentando que não está claro qual é a altura atual do nível da água.
As operações de resgate com helicópteros no distrito alagado foram interrompidas e moradores foram vistos correndo para o alto da colina, de acordo com uma testemunha da Reuters.
A formação de um lago barreira foi capturada em imagens aéreas por uma equipe de resgate chinesa na quinta-feira, mostrando grandes quantidades de água marrom se acumulando em uma bacia sem saída visível.
A água já havia submerso arbustos e árvores e parecia estar empurrando uma barreira de detritos e pedras naquele momento.
Equipes de resgate e moradores das margens mais baixas do lago, no Nepal, já haviam recebido ordens para se deslocarem para terrenos mais altos, e todo o pessoal e veículos chineses também haviam se retirado para áreas mais seguras, à medida que aumentavam os riscos de rompimento do lago e de possíveis desastres secundários, como desmoronamentos de montanhas e avalanches.
O número de mortos confirmados no Nepal após a enchente repentina que atingiu suas áreas fronteiriças e o Tibete na quarta-feira subiu para 469 pessoas, com quase 1.000 desaparecidos.
O colapso da geleira provocou uma enorme torrente de rochas, gelo, lama e detritos que desceu em cascata pelos sistemas fluviais das montanhas do Himalaia.
O Nepal está monitorando dois lagos próximos à área de inundação, um dos quais começou a transbordar nesta sexta-feira (28), após uma enchente catastrófica no Himalaia que deixou centenas de mortos e quase 1,5 mil desaparecidos, incluindo 800 estrangeiros. As autoridades usam imagens de satélite e planejam instalar câmeras e sensores a jusante, enquanto cientistas atribuem o aumento do risco às mudanças climáticas, que desestabilizam rochas e gelo em altas montanhas.

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