Saiba quem é Marcus Amim, ex-secretário da Polícia Civil e ex-presidente do Detran-RJ, preso pela PF
Investigação apura conexões de agentes públicos com grupos criminosos e lavagem de dinheiro no Rio de Janeiro
Quick Look
O delegado Marcus Amim foi alvo de prisão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, em investigação sobre conexões de agentes públicos com grupos criminosos e lavagem de dinheiro em postos de combustíveis no Rio de Janeiro.
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Why It Matters
Investigação sobre conexões de agentes públicos com grupos criminosos e lavagem de dinheiro no RJ.
A prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na investigação sobre conexões de agentes públicos com grupos criminosos que atuam no RJ.
Os investigadores descobriram uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio que movimentou R$ 7,6 bilhões em um suposto esquema de lavagem de dinheiro, com anuência de políticos.
Formado em Direito pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Amim ingressou na Polícia Civil em 2002. Como delegado, comandou unidades estratégicas da corporação, entre elas a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), a Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) e a 27ª DP (Vicente de Carvalho).
Em outubro daquele ano, foi nomeado secretário de Polícia Civil após uma manobra da Assembleia Legislativa do Rio que modificou o artigo 16 da Lei Complementar 204, a Lei Orgânica da Polícia Civil.
A mudança, proposta pelo Governo do Estado e aprovada na véspera da nomeação, flexibilizou os critérios para o comando da Polícia Civil ao permitir que delegados com menos de 15 anos de carreira na função assumissem a Secretaria de Polícia Civil. Com a alteração, Marcus Amim, que à época acumulava 12 anos como delegado, pôde para chefiar a corporação.
Amim permaneceu no cargo por cerca de dez meses, até ser substituído. Depois, assumiu a coordenação do Departamento de Segurança da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Antes de comandar a Polícia Civil e o Detran-RJ, ele ficou conhecido por participações em programas de TV e pela atuação nas redes sociais.
Amim já havia sido alvo da 6ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal em 7 de julho deste ano. Na ocasião, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão contra ele.
Desde então, o delegado passou a ser alvo de apurações conduzidas pela Corregedoria da Polícia Civil. Ainda não houve uma decisão.
Em 2018, o deputado Márcio Canella, também preso nesta fase da operação, propôs a concessão da Medalha Tiradentes, principal honraria da Assembleia, ao delegado Amim. No mesmo ano o policial foi agraciado pela homenagem.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
Decisão da Corregedoria da Polícia Civil sobre o caso
Likely · Within weeks
Open Questions
- Quais serão os desdobramentos da investigação da Corregedoria?
- Qual foi a participação específica de Amim no esquema?






