
AI-generated summary
O caso envolve as mortes de Bruno e Yan Barros, tio e sobrinho, após serem flagrados por seguranças do supermercado Atakarejo por suposto furto de carne. Eles foram levados a uma sala de segurança, questionados e, segundo testemunhas, os seguranças acionaram traficantes do Nordeste de Amaralina, onde teriam sido torturados e executados. Os corpos foram encontrados na localidade da Polêmica.
O candidato está há quatro anos na militância do Partido da Causa Operária (PCO). Foi candidato a vice-prefeito de salvador nas eleições de 2020, e é a primeira vez que concorre ao cargo de governador da Bahia.
Para a Secretaria de Segurança Pública, há um padrão de ação dos seguranças e do grupo que torturou e matou tio e sobrinho, pois uma agressão semelhante ocorreu com uma adolescente de 15 anos, em outubro do ano passado. A jovem sofreu violência física após cometer furto dentro do mesmo supermercado.
O secretário ressaltou ainda que, mesmo que o crime tenha sido praticado por pessoas ligadas a uma empresa terceirizada, o Atakarejo tinha que orientá-los sobre a forma de trabalhar e de coibir abusos. "Qualquer empresa tem a obrigação de saber quem está contratando e de conduzir essa prestação de serviço. Observe que essa é a segunda ocorrência, que está sendo investigada só agora porque a gente não tinha a informação do fato ocorrido ano passado. A vitima não denunciou, ficou com medo. Mas já é a segunda vez".
Para o secretário Ricardo César, o supermercado foi, no mínimo, leniente com o crime. "A gente não tem a informação de que alguém do supermercado tenha participado, tenha dado ordem, tenha assentido com as mortes, isso a gente não pode confirmar. Mas não tenho dúvidas de que existe uma responsabilização civil. Falo como cidadão, não como secretário, mas como uma pessoa que tem formação em Direito. Muito provável que eles [o Atakarejo] serão responsabilizado civilmente. Se eu estivesse no lugar da família, entraria com ação indenizatória".
O secretário de segurança pública da Bahia, Ricardo César Mandarino, afirmou que em nenhum momento as polícias Civil ou Militar foram acionadas para atender à ocorrência do furto das carnes. Apenas foi aberta uma ocorrência administrativa pela empresa. "Mas eles não têm poder de polícia para punir ninguém, muito menos mandar matar. Eles tinham a obrigação de acionar a polícia".
Conforme Andréa Ribeiro, tio e sobrinho foram levados para uma sala de segurança dentro do supermercado. Eles foram questionados sobre a questão do furto e em seguida os seguranças acionaram os traficantes. "Depois disso eles são levados para o Nordeste de Amaralina, onde teriam sido torturados, executados e depois os corpos foram levados para a localidade da Polêmica, no porta malas de um veículo". Além disso, ela confirmou que os seguranças teriam cobrado R$ 700 para soltar Bruno e Yan.
Ainda de acordo com a delegada Andréa Ribeiro, os seguranças negam ter acionado traficantes, porém, isso já está comprovado. "Queremos entender qual a participação do próprio estabelecimento comercial e desses seguranças, ao escolherem acionar envolvidos com atividades criminosas em vez da força do estado, preparada para solucionar esse conflito."
A delegada titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, Andréa Ribeiro, disse que as prisões que ocorreram nesta segunda-feira são frutos de uma primeira fase de investigações. Ela destacou que é importante ver qual a responsabilidade de cada envolvido no crime, inclusive o supermercado Atakarejo.
Entenda o caso: Na noite do dia 26 de abril, dois homens foram achados mortos na localidade da Polêmica, em Salvador. De acordo com a Polícia Civil, eles foram torturados e atingidos por disparos de arma de fogo. À época, a polícia informou que a motivação do crime estava relacionada ao tráfico de drogas. Um dia depois, no dia 27, eles foram identificados como Bruno Barros e Yan Barros. Já no dia 29 de abril, a mãe de Yan, Elaine Costa Silva, revelou que ele foi morto após ter sido flagrado pelos seguranças do supermercado Atakarejo por furtar carne no estabelecimento. Segundo ela, o tio de Yan, Bruno, que também foi morto, enviou áudios a uma amiga contando o que tinha acontecido e pedindo ajuda para não ser entregue aos traficantes do Nordeste de Amaralina.
Em nota divulgada nesta segunda-feira, o Atakarejo informou que não comenta decisões judiciais e que vai continuar colaborando com as autoridades para que o crime seja esclarecido o mais rapidamente. Disse ainda que reitera a solidariedade aos familiares das vítimas e afirmou que a empresa não tolera qualquer tipo de violência.
Outras quatros pessoas também foram presas por suspeita de envolvimento no caso. Segundo a polícia, esse quarteto é suspeito de tráfico de drogas. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão no supermercado e em casas no complexo de bairros que formam o Nordeste de Amaralina e em outras localidades da capital baiana. Um dos presos foi encontrado no município de Conceição do Jacuípe, que fica na região de Feira de Santana. Nesta segunda, a Secretaria de Segurança Pública apresentou mais detalhes sobre a operação e as investigações, em uma entrevista coletiva.
AI outlook — possibilities, not facts
O Atakarejo será responsabilizado civilmente pelas mortes de Bruno e Yan Barros.
Likely · Within months
Novas prisões ocorrerão nas próximas semanas relacionadas ao caso.
Very likely · Within weeks

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