Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, inicia viagem pela América Latina
Roteiro inclui Colômbia, Peru e Equador, focando em alianças regionais e reforço da influência norte-americana
Quick Look
- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, iniciou uma viagem pela América Latina visitando Colômbia, Peru e Equador.
- A missão visa fortalecer alianças sob a Doutrina Monroe, excluindo o Brasil devido a uma crise diplomática com o governo Trump.
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Why It Matters
O governo Trump busca reafirmar a Doutrina Monroe para exercer influência na América Latina. O Brasil está excluído da viagem devido a uma crise diplomática vigente.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, embarcou nesta terça-feira (8) para a Colômbia, o que iniciou sua viagem pela América Latina, que integra o projeto do governo de Donald Trump de ampliar seu "domínio das Américas".
Rubio embarcou em um avião oficial do governo dos EUA por volta das 13h no horário de Brasília e deve chegar ainda nesta terça à Colômbia. Ele também visitará o Peru e o Equador, todos países que atualmente têm governos alinhados a Trump, segundo o Departamento de Estado norte-americano.
O Brasil, com o qual o governo Trump passa por uma crise diplomática, não está incluído no roteiro.
Durante sua viagem, prevista para durar até a quinta-feira (10), Rubio buscará "fortalecer alianças importantes dos Estados Unidos na região", afirmou o órgão.
Rubio se reunirá com o presidente equatoriano, Daniel Noboa, e com membros dos novos governos da Colômbia, liderado por Abelardo de la Espriella, e do Peru, da nova presidente Keiko Fujimori, ainda segundo o Departamento de Estado.
"(A viagem ocorrerá) para discutir o apoio dos EUA à resposta da Colômbia ao terremoto, o reforço da cooperação no combate conjunto ao narcoterrorismo — que ameaça o nosso hemisfério — e os benefícios de relações comerciais mais estreitas entre os nossos países", afirmou o porta-voz do departamento, Tommy Piggott, no comunicado.
O anúncio vem após o Departamento de Estado dos Estados Unidos reivindicar o "domínio" dos EUA sobre as Américas e tentar resgatar a chamada Doutrina Monroe, a estratégia utilizada por governos norte-americanos durante cerca de 200 anos para exercer poder e influência na América Latina.
Em um vídeo divulgado no início de agosto, o departamento afirma que o domínio do país em toda a América "nunca mais será questionado".
O Departamento de Estado citou ainda, no vídeo, a operação que capturou o ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, em 3 de janeiro deste ano, como o exemplo mais recente da aplicação da doutrina norte-americana no continente.
E disse que o episódio enviou um "forte sinal a todo o hemisfério".
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
Reuniões bilaterais com líderes da Colômbia, Peru e Equador.
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Open Questions
- Quais são os detalhes específicos da crise diplomática com o Brasil?
- Como será a resposta prática ao narcoterrorismo na região?






