Síria inicia destruição de armas químicas da era Assad, primeira em uma década
Quick Look
- A Síria começou a destruir remanescentes do programa clandestino de armas químicas de Bashar Al-Assad, localizado em maio, incluindo munições e matérias-primas.
- A Opaq confirmou a destruição irreversível de 42 bombas aéreas, marcando a primeira ação desse tipo desde 2014.
- O embaixador sírio na ONU acusou Israel de prejudicar os esforços com ataques aéreos.
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Why It Matters
O programa de armas químicas sírio foi acusado de atacar civis durante a guerra civil, causando mais de 500 mil mortes. Em maio, a nova liderança síria localizou remanescentes do programa, incluindo matérias-primas e munições semelhantes às usadas em ataques com gás.
A Síria começou a destruir o que sobrou de um programa clandestino de armas químicas da era do ex-ditador Bashar Al-Assad encontrado em maio. Um enviado sírio e uma representante da ONU disseram nesta quinta-feira (3) que se trata da primeira destruição desse tipo em uma década.
Em maio, a agência Reuters informou que a nova liderança síria havia localizado remanescentes do programa de armas químicas de Assad, incluindo matérias-primas e munições semelhantes às usadas em ataques mortais com gás durante a guerra civil do país, que provocou mais de 500 mil mortes.
Izumi Nakamitsu, alta representante da ONU para Assuntos de Desarmamento, disse em uma reunião do Conselho de Segurança nesta quinta-feira que, pela primeira vez desde 2014, a Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) confirmou a destruição de munições químicas na Síria.
"Após a descoberta, Damasco encontrou mais uma instalação de produção de armas químicas, um produto químico recém-identificado usado na produção de agentes neurotóxicos e munições químicas vazias. O país também declarou duas instalações de armazenamento de armas químicas onde os materiais recém-descobertos estavam sendo guardados", disse Nakamitsu.
No mês passado, a Opaq enviou uma equipe ao país para verificar a destruição de armas da categoria três, que inclui munições não preenchidas e equipamentos para dispersar os agentes químicos. Segundo ela, a equipe verificou "a destruição irreversível de 42 bombas aéreas" como parte dessa missão.
O embaixador da Síria na ONU, Ibrahim Olabi, disse ao conselho que o país estava "protegendo o mundo e a região por meio desse trabalho".
Durante a declaração, criticou duramente Israel ao afirmar que os repetidos ataques de Tel Aviv prejudicam operações de busca e destruição, expondo riscos às equipes envolvidas no trabalho.
"Não podemos garantir a segurança da região se a nossa própria segurança está sujeita a ataques perpetrados por Tel Aviv, que desrespeita a segurança de toda a região e viola as convenções e os tratados de que falamos", disse Olabi. As autoridades de Israel não responderam de imediato a um pedido de comentário.
O embaixador afirmou que seu país estava se preparando para realizar a primeira audiência judicial de pessoas suspeitas de envolvimento no programa de armas químicas. No início deste ano, as autoridades prenderam 18 suspeitos de envolvimento no programa químico de Assad, entre eles autoridades militares e políticas de alto escalão.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
A Síria realizará a primeira audiência judicial de suspeitos envolvidos no programa de armas químicas de Assad.
Likely · Within weeks
Open Questions
- Quais são os próximos passos após a destruição das 42 bombas aéreas?
- Como a Síria garantirá a segurança das equipes da Opaq diante dos ataques israelenses?
- Quando ocorrerá a primeira audiência judicial dos 18 suspeitos presos?







