Breaking
TRConflict between two intelligence units in Ukraine: 3 injuredITRoad accident in Bogliasco: two dead and several injuredRUAn explosion occurred in SumyFRShooting between intelligence services in kyiv: confusion and contradictory versionsFRMiddle East war: Kuwait reports Iranian attacks on US basesRUInvestigators seized evidence at the scene of an attempt on the life of an Aerospace Forces officer in the Saratov regionINGloria Steinem, Pioneering Feminist and Journalist, Dies at 92PLTragic accident on the A1 motorway: four fatalitiesUSFederal Judge to Hear Arguments on USPS Mail Balloting SystemESMoscow denies and justifies alleged acts of sabotage in GermanyTRConflict between two intelligence units in Ukraine: 3 injuredITRoad accident in Bogliasco: two dead and several injuredRUAn explosion occurred in SumyFRShooting between intelligence services in kyiv: confusion and contradictory versionsFRMiddle East war: Kuwait reports Iranian attacks on US basesRUInvestigators seized evidence at the scene of an attempt on the life of an Aerospace Forces officer in the Saratov regionINGloria Steinem, Pioneering Feminist and Journalist, Dies at 92PLTragic accident on the A1 motorway: four fatalitiesUSFederal Judge to Hear Arguments on USPS Mail Balloting SystemESMoscow denies and justifies alleged acts of sabotage in Germany
NewsgatherNewsgather
All StoriesWorldSportsFinanceTechScience
Sign In
All StoriesWorldSportsFinanceTechScienceHealthCultureClimatePoliticsSpace
NewsgatherNewsgather

Real-time global news intelligence. Curated by humans, powered by data.

Sections

All StoriesWorldSportsFinanceTechScience

More

HealthCultureClimatePoliticsSpace

Company

AboutEditorial StandardsAdvertisingCareersPressContact

©️ 2026 Newsgather. A product by All Software 24. All rights reserved.

Privacy PolicyCookie PolicyImprintTerms of UseContent and Editorial PolicyRemoval RequestAdvertising PolicyContact
Back|Subtenente da reserva da Polícia Militar relata transição de gênero aos 49 anos em Uberlândia
Subtenente da reserva da Polícia Militar relata transição de gênero aos 49 anos em Uberlândia
World
G1·2 hours ago·World·5 min read·🇧🇷Brazil

Subtenente da reserva da Polícia Militar relata transição de gênero aos 49 anos em Uberlândia

Após 31 anos de carreira na Polícia Militar em Uberlândia, Juliana Vittoria Gonçalves da Silva iniciou a transição de gênero aos 49 anos e passou a viver publicamente como mulher.

Quick Look

Aos 49 anos, a subtenente da reserva da Polícia Militar Juliana Vittoria Gonçalves da Silva iniciou sua transição de gênero em Uberlândia, após 31 anos de carreira na corporação, superando décadas de sofrimento e repressão.

AI-generated summary

Why It Matters

Juliana Vittoria Gonçalves da Silva construiu uma carreira de 31 anos na Polícia Militar em Uberlândia e iniciou sua transição de gênero aos 49 anos.

Font size

Antes de vestir a farda da Polícia Militar (PM) e construir uma carreira de 31 anos em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, a subtenente Juliana Vittoria Gonçalves da Silva precisou enfrentar uma batalha mais intensa do que qualquer treinamento militar: entender quem era.

Aos 4 anos, ela percebeu que o corpo que tinha não correspondia à forma como se percebia. Perguntou-se por que era diferente. A resposta que recebeu atravessaria sua vida.

“Me disseram que eu era menino”, lembrou.

A partir dali, segundo Juliana, começou um sofrimento que duraria décadas. Aos 49 anos, iniciou a transição de gênero e, pela primeira vez, passou a viver publicamente como a mulher que sempre sentiu ser.

Hoje, aos 52 anos e já na reserva da Polícia Militar, ela consegue olhar para a própria história com outra perspectiva.

“Quando você é mais velha, está mais madura, você também entende que é possível, você tem ainda motivo para continuar a lutar, a viver. Muitos acham que está velho talvez, mas não”, afirmou.

Juliana conta que desde criança percebeu que não era um menino — Foto: Reprodução/TV Integração

‘Eu sempre identifiquei como figura feminina’

Juliana conta que, desde pequena, percebia diferenças entre meninos e meninas, embora ainda não tivesse compreensão sobre identidade de gênero.

A percepção de que era diferente ainda na infância foi, aos poucos, se transformando em um sentimento que, na época, Juliana ainda não tinha palavras para explicar.

Ao crescer, a jovem tampouco tinha referências que pudessem ajudá-la a compreender a própria identidade.

“Essa trajetória foi longa. Com isso a gente desenvolve depressão, ansiedade. Porque a sensação, eu falo que é uma das piores torturas: você está num corpo que você não se identifica. A mente é de um jeito e o corpo vem de outro.”

‘A gente apanhava para virar homem’

A infância de Juliana aconteceu em uma época em que as expectativas sobre meninos e meninas eram definidas e rígidas.

“Naquela época a gente apanhava para virar homem. Desde criança, o meu pai, meio machista, já falava: ‘Quando você crescer, você vai pegar as meninas, vai fazer isso, fazer aquilo’. Eu ficava em silêncio, não respondia”, relembrou.

Juliana tentou se adaptar. Jogava futebol, brincava com meninos e meninas. Mas havia momentos em que precisava esconder aquilo que lhe fazia feliz.

“Quando eu ia brincar de boneca eu brincava escondida porque eu não podia ser vista. No Natal era uma tortura porque minha irmã ganhava boneca e eu ganhava carrinho.”

Aos cerca de 7 anos, ela tentou convencer a si mesma de que aquilo era apenas uma fase e que, com a chegada da adolescência, tudo mudaria. Mas os 15 anos chegaram e nada mudou.

“Só piorou mais ainda porque as características masculinas foram aparecendo, as cobranças do meio social também aumentando, então ficou uma pressão muito grande.”

O pedido para mudar de corpo

Sem entender completamente o que estava acontecendo, Juliana buscou na fé a esperança de um milagre e até recorreu a superstições.

“Eu lembro que falava que passar embaixo do arco-íris a gente mudava de sexo. Então quando eu via arco-íris eu ficava louca atrás de um arco-íris só passando para ver se era possível esse milagre acontecer.”

Anos mais tarde, Juliana olha para trás e consegue enxergar o processo pelo qual passou com outros olhos.

“Eu acho que eu tive que passar por toda essa situação para me tornar a pessoa que eu me tornei. Deus ouviu as minhas orações agora, depois de 50 anos”, completou.

A farda como armadura

Aos 21 anos, Juliana entrou para a Polícia Militar. De família pobre, viu na corporação a oportunidade de construir uma vida diferente daquela que conhecia.

Antes disso, trabalhava capinando quintais, lavando carros e descarregando caminhões de tijolos.

O ambiente militar, predominantemente masculino, trouxe novos desafios. Juliana conta que precisou aprender a sobreviver em uma instituição na qual ainda não conseguia se apresentar integralmente como era.

“Eu tive que me organizar, eu tive que me adequar à realidade da instituição. E eu sempre busquei ter postura e compostura. Então, a partir do momento que eu colocava a farda, é como se eu incorporasse aquele personagem masculino.”

Na condição de militar e, depois, de comandante, ela precisava transmitir segurança aos subordinados. Juliana se esforçou e precisou provar para si mesma que era capaz.

“Eu tive que me desdobrar mais. Eu tive que apresentar mais desempenho. Eu tive que mostrar para a Polícia Militar que eu era capaz tanto quanto os outros. Só que nesse provar para a instituição a minha estrutura emocional foi se comprometendo cada vez mais.”

‘Cheguei muito perto da loucura’

Em um dos episódios que mais a marcaram, ainda durante o curso de formação, Juliana caminhava entre militares quando ouviu uma frase que não esqueceu.

“Um militar me falou assim: ‘Nossa, isso é um lixo na Polícia Militar’.”

Ela decidiu permanecer, apesar da pressão. Por volta de 2010, enquanto fazia faculdade e conciliava os estudos com o trabalho, Juliana chegou ao limite.

“Eu acho que eu cheguei muito perto da loucura.”

A saúde mental ficou profundamente comprometida. Ela procurou psicólogo e psiquiatra e precisou de medicamentos.

“Cheguei a um ponto que eu chegava em casa, só deitava, levantava no outro dia, não ligava a televisão, não abria a janela. Era sempre no escuro. Mas eu nunca deixei transparecer. Eu chegava no quartel plena de uma forma que ninguém percebesse.”

Aos 49, Juliana decidiu existir por inteiro

Juliana iniciou a transição aos 49 anos — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Durante décadas, o medo de ser excluída da corporação fez com que Juliana adiasse a transição.

Ela esperou completar sua trajetória profissional e garantir seus direitos antes de se apresentar ao mundo como mulher.

“Meu maior medo era de ser excluída. Então o que eu fiz? Eu tive que me organizar, me programar para que isso acontecesse. Para que eu me apresentasse ao mundo.”

Quando entendeu que sua carreira estava consolidada, tomou a decisão. Aos 49 anos, Juliana iniciou a transição.

O primeiro dia de trabalho como mulher foi cercado de medo, mas encontrou acolhimento.

“Por incrível que pareça, eu tive uma recepção maravilhosa. As pessoas, militares na seção na qual eu trabalhava, são pessoas extremamente humanizadas, foram muito prestativas, me acolheram com muito amor.”

‘Eu nunca vivi de máscara’

A transição não foi, para Juliana, o começo de uma nova pessoa. Foi a possibilidade de finalmente deixar aparecer aquela que sempre esteve ali.

“Eu sempre busquei ser senhora do meu próprio destino. Eu nunca deixei ninguém escrever minha história. Eu sempre busquei ser eu de fato.”

Aos 52 anos, olha para trás sem esconder as cicatrizes, mas também sem permitir que elas definam o futuro.

“Eu nunca vivi de máscara. Por mais que as pessoas me atacavam, eu ia para cima e não recuava.”

Juliana sabe que começar uma transição aos 49 anos significa enfrentar mudanças que poderiam ter sido diferentes se tivessem acontecido mais cedo. Mas, para ela, a possibilidade de viver de acordo com quem é valeu a espera.

“Tudo na vida é luta", finalizou.

Open Questions

  • ?Como foi o processo de aposentadoria de Juliana na corporação?

Related Topics

People
Organizations
Places
Topics
This article was originally published by G1.

Quick Look

Aos 49 anos, a subtenente da reserva da Polícia Militar Juliana Vittoria Gonçalves da Silva iniciou sua transição de gênero em Uberlândia, após 31 anos de carreira na corporação, superando décadas de sofrimento e repressão.

AI-generated summary

Story signals

News tone
Positive
Emotional intensity
High
News value
Moderate
Global impact
National
Follow-up likelihood
Unlikely
Relevance window
Days

Source & Reliability

Source
G1
Story type
Feature
Source quality
Full
Published
2 hours ago
Last updated
2 hours ago

Related Stories

More on this topic
Terremoto de magnitude 5.0 atinge a região do Tibete, na China
BREAKING·1 hour ago

Terremoto de magnitude 5.0 atinge a região do Tibete, na China

Um terremoto de magnitude 5.0 atingiu a região de Xizang, no Tibete, nesta quinta-feira (3). O tremor, registrado a 10 km de profundidade na cordilheira do Himalaia, ocorre dias após enchentes devastadoras na fronteira entre o Tibete e o Nepal.

G1
2 min read
Rússia prepara sabotagem contra a Dinamarca e sua indústria de defesa, diz contraespionagem
Developing·1 hour ago

Rússia prepara sabotagem contra a Dinamarca e sua indústria de defesa, diz contraespionagem

O chefe do contraespionagem dinamarquês, Emil Graesholm, afirmou que a Rússia prepara ativamente ações de sabotagem contra a Dinamarca, visando especialmente a indústria de defesa do país através do recrutamento de cidadãos comuns.

G1
1 min read
Porta-aviões americano USS Abraham Lincoln atraca na Tailândia após 250 dias no mar
World·2 hours ago

Porta-aviões americano USS Abraham Lincoln atraca na Tailândia após 250 dias no mar

Após 250 dias no mar sem paradas, o porta-aviões nuclear USS Abraham Lincoln atracou em Pattaya, na Tailândia, oferecendo descanso a cerca de 5 mil fuzileiros navais dos EUA em meio a restrições locais rigorosas.

G1
5 min read
Irã e EUA entram em confronto armado com ataques mútuos no Oriente Médio
BREAKING·21 hours ago

Irã e EUA entram em confronto armado com ataques mútuos no Oriente Médio

Irã e Estados Unidos trocaram ataques militares nesta quarta-feira (2), com forças americanas atingindo a costa sul do Irã e o Irã respondendo contra bases dos EUA no Barein, Jordânia, Kuwait e Iraque, após os EUA alegarem ter atacado defesas aéreas iranianas; o Irã acusou Washington de matar cinco pessoas em uma festa de casamento em Sirik, incluindo uma criança de quatro anos, enquanto as bolsas globais caíram e os preços do petróleo subiram devido ao risco de interrupção no abastecimento de energia.

Agência Brasil Internacional
2 min read
Número de mortos em enchentes no Nepal passa de 1.100; turistas desaparecidos conseguem contato
Developing·yesterday

Número de mortos em enchentes no Nepal passa de 1.100; turistas desaparecidos conseguem contato

O número de mortos pelas enchentes no Nepal ultrapassou 1.100, com milhares de desaparecidos. Autoridades confirmaram que alguns turistas estrangeiros, incluindo cinco australianos, foram localizados em segurança. Esforços de resgate prosseguem no Nepal e na China.

G1
3 min read
Negociador iraniano chama EUA de 'Satã' após ataque em casamento
Urgent·yesterday

Negociador iraniano chama EUA de 'Satã' após ataque em casamento

Mohammad Bagher Ghalibaf, negociador iraniano, classificou os EUA como 'Satã' após um ataque com mísseis atingir um casamento em Kuhestak. O Crescente Vermelho confirmou cinco mortes, incluindo uma criança, e cerca de 50 feridos no incidente ocorrido no sul do país.

G1
1 min read
More on this topic
transição de gênero
polícia militar
uberlândia
transição de gênero
Juliana Vittoria Gonçalves da Silva
Polícia Militar
TV Integração
Uberlândia
polícia militar
uberlândia
direitos lgbtqia+
transição de gênero
transição de gênero