
Banco Central iniciou procedimento para proteger depositantes; Ministério Público pediu prisão de oito pessoas ligadas à instituição
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O banco Ueno, maior emissora de cartões de crédito do Paraguai com cerca de 3 milhões de clientes, enfrenta problemas financeiros e investigações. Após ajustes em balanços, seu índice de solvência caiu para menos da metade do mínimo exigido. O presidente Santiago Peña, ex-acionista do grupo controlador, renunciou, mas o Congresso suspendeu a sessão. O Banco Central iniciou procedimento para proteger depositantes e o Ministério Público pediu prisão de oito pessoas ligadas ao banco.
Paraguaios que vivem em Pedro Juan Caballero, cidade na fronteira do Paraguai com o Brasil, tiveram prejuízos após a crise envolvendo o banco digital Ueno, que possui cerca de 3 milhões de clientes no país. A instituição financeira, maior emissora de cartões de crédito do Paraguai, enfrenta problemas financeiros e é alvo de investigações.
Após ajustes em seus balanços, o índice de solvência do banco, que mede sua capacidade de honrar compromissos financeiros, caiu para menos da metade do mínimo exigido pelas autoridades.
A crise também provocou consequências políticas. Nesta quinta-feira (5), o presidente do Paraguai, Santiago Peña, pediu renúncia ao cargo em meio à crise política desencadeada pelo fechamento de unidades do banco, que deixou milhares de clientes sem acesso ao próprio dinheiro.
No entanto, o Congresso paraguaio suspendeu a sessão que decidiria sobre o pedido de renúncia. A votação foi interrompida depois que deputados do Partido Colorado, legenda de Peña, deixaram o plenário, provocando a perda do quórum necessário para a continuidade dos trabalhos.
Peña foi acionista do grupo controlador do banco Ueno. A oposição acusa o Banco Central do Paraguai de encobrir irregularidades.
Clientes relatam perdas e falta de informações
A estudante universitária Yeniffer Mendoza tinha um investimento de 1 milhão de guaranis, equivalente à cerca de R$ 900, mas o saldo desapareceu do aplicativo do banco.
"Eu tenho 1 milhão. Tinha, né? Meu pai trabalha no banco, aí ele avisou para mim e para minha mãe. Quando eu acordei, eu olhei o celular e o aplicativo não funcionava e o saldo que a gente tinha desapareceu", contou ao g1.
Segundo Yeniffer, a mãe também perdeu o dinheiro investido e tinha um valor superior ao dela.
"A gente espera poder recuperar o dinheiro. A gente que tem pouca quantidade, vai recuperar. Mas quem tem mais de 500 milhões vai perder uns 50%, como falaram", ressaltou.
O auxiliar administrativo Elias Ruiz mantém investimentos no banco há dois anos. Ele trabalha em uma universidade localizada em frente a uma agência da instituição, e acompanhou a movimentação de clientes nos dias que antecederam o fechamento.
Na segunda-feira (2), ele observou a presença de muitas pessoas na agência. Na terça-feira (3), presenciou o fechamento da unidade, por volta das 7h.
Em entrevista ao g1, Elias afirmou que não esperava que a situação chegasse a esse ponto. Ele disse que teve prejuízos com o fechamento e que não recebeu orientações do banco sobre como proceder. Segundo ele, foi informado sobre um prazo de 15 dias para tentar recuperar parte do valor investido.
O trabalhador de almoxarifado Marco Antônio Vilhalba, que não possui conta no Ueno, também acompanhou os desdobramentos da crise. Ele disse que a população paraguaia foi surpreendida pela situação, principalmente porque, uma semana antes, o presidente havia afirmado que estava tudo bem e que os clientes poderiam confiar na instituição.
Investigações e medidas para proteger os depositantes
Diante da situação, o Banco Central do Paraguai iniciou um procedimento para proteger os depositantes e limitar possíveis impactos sobre o sistema financeiro. O Ministério Público também solicitou a abertura de uma investigação criminal e determinou a prisão de oito pessoas ligadas ao Ueno.
Nos últimos meses, o banco já estava sob maior fiscalização. Órgãos reguladores investigavam se a instituição havia financiado indiretamente a venda de uma carteira de ativos de uma empresa ligada ao Grupo Vázquez, controlador do banco. A instituição negava a operação.
O caso também provocou desgaste para o governo de Peña e levantou questionamentos sobre a reputação do Paraguai como destino de investimentos estrangeiros na América do Sul, especialmente de recursos provenientes do Brasil.
Nesse contexto, o então presidente paraguaio pediu a renúncia de Carvallo. O chefe do Banco Central comandou o próprio Ueno até agosto de 2023. Tanto ele quanto a autoridade monetária vinham sendo criticados por parlamentares em relação à fiscalização da instituição.
Peña também manteve vínculo com o grupo controlador do Ueno, do qual foi sócio até março de 2025.
O banco administra aproximadamente US$ 850 milhões em recursos públicos no Paraguai. Na terça-feira (3), clientes procuraram agências da instituição, mas encontraram as portas fechadas.
Em resposta à crise, Peña anunciou um acordo com líderes do Congresso para acelerar a votação de um projeto que autoriza o uso do Fundo de Garantia do país para realizar pagamentos aos depositantes.
Ele afirmou ainda que a medida deverá assegurar a devolução de recursos públicos, incluindo valores mantidos pelo Instituto de Previdência Social (IPS) e por outros fundos públicos de previdência.
AI outlook — possibilities, not facts
O Congresso paraguaio retomará a votação sobre a renúncia de Santiago Peña após acordo com líderes partidários.
Likely · Within days
O Ministério Público avançará na investigação criminal contra pessoas ligadas ao Ueno.
Likely · Within weeks
The National Council for the Industrialization of Critical and Strategic Minerals approved a list of 27 priority minerals, with investments of up to R$7 billion to create a national processing and transformation industry, reducing the export of raw materials.

The World Bank reported that the external debt of low- and middle-income countries rose 5.5% to a record $9.4 trillion in 2025, the biggest annual increase since 2021. Poorer countries pay 8.2% interest on new commitments to private creditors, the highest rate since 1989, while principal and interest payments reached $1.4 trillion, the fifth consecutive annual increase.

The president of Paraguay, Santiago Peña, resigned from his position after the crisis at the digital bank Ueno, the country's largest credit card issuer, which closed units and left thousands of customers without access to money. The bank's solvency index fell to less than half the minimum required, the Central Bank initiated proceedings to protect depositors and the Public Prosecutor's Office ordered the arrest of eight people linked to the institution.
The dollar closed up 0.67%, at R$5.4876, and the Ibovespa fell 0.82%, to 166,191.45 points, in a session marked by risk aversion in international markets, with losses in artificial intelligence shares on Wall Street. In Brazil, the Central Bank maintained the Selic rate at 13.75% per year and the Lula government discussed the economic agenda.
The federal government published MP 1,399/2026, which establishes the rates of the Selective Tax, known as the 'Sin Tax'. The charge begins in February 2027 on products such as cigarettes, alcoholic beverages, soft drinks, vehicles and betting, with temporary percentages until December 2027. The government projects to collect R$41.9 billion in 2027.