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Tráfego de navios de carga no Estreito de Hormuz atinge menor nível desde maio
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Folha Mercado1 hour agoWorld2 min readBrazilView translation

Tráfego de navios de carga no Estreito de Hormuz atinge menor nível desde maio

Ataques recíprocos entre forças dos EUA e do Irã contra petroleiros elevam risco marítimo na região

Quick Look

O tráfego no Estreito de Hormuz caiu para uma média de dez navios por dia, o nível mais baixo desde maio, após uma escalada de ataques militares entre os Estados Unidos e o Irã contra petroleiros comerciais na região.

AI-generated summary

Why It Matters

O Estreito de Hormuz é uma rota crítica para o transporte global de petróleo. Ataques recentes têm visado navios comerciais como forma de pressão econômica.

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Uma média de dez navios de carga por dia transitou pelo estreito de Hormuz nos últimos dez dias, o menor nível desde maio, segundo dados de navegação divulgados nesta segunda-feira (7), após ataques dos Estados Unidos e do Irã contra petroleiros.

A média móvel de dez dias ficou em dez no domingo (6), abaixo dos mais de 15 registrados na sexta-feira (4) e dos quase 13 no sábado (5), segundo a empresa de análise Kpler.

Apenas duas embarcações atravessaram o estreito no sábado, enquanto seis fizeram a travessia no domingo, a maioria pela rota iraniana.

Forças dos EUA atacaram três petroleiros iranianos no sábado, informou o Comando Central dos Estados Unidos. Um deles estava próximo à Ilha Kharg, principal polo de exportação de petróleo do Irã. Os ataques ocorreram após ações do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã contra navios de guerra americanos na região.

Em retaliação, a Marinha da Guarda Revolucionária afirmou no sábado ter atacado três petroleiros que navegavam por rotas não autorizadas no estreito, além de outras três embarcações americanas em diferentes áreas.

Os três petroleiros iranianos eram Downy, Stark I e Kylo, também conhecido como Noxen, informou a empresa de inteligência marítima Marisks em nota.

Os ataques de sábado representaram uma "grande escalada do conflito marítimo", afirmou a Marisks.

"Petroleiros comerciais estão agora sendo deliberadamente usados como instrumentos de pressão econômica recíproca, enfraquecendo substancialmente a distinção anterior entre confronto militar e navegação comercial", acrescentou.

"Por isso, o risco é avaliado como extremo para embarcações iranianas ou ligadas ao Irã e consideravelmente elevado para navios ligados aos EUA ou escoltados pelo país em todo o estreito de Hormuz e no Golfo de Omã."

Desde 6 de julho, foram registrados 27 incidentes envolvendo impactos de projéteis que causaram danos a embarcações que operavam no estreito de Hormuz e em seus arredores, informou a UK Maritime Trade Operations (UKMTO) em seu relatório semanal.

No domingo, um superpetroleiro e três graneleiros transportando metais, grãos ou oleaginosas entraram no estreito, segundo dados da Kpler.

Um petroleiro que transportava produtos refinados carregados em um porto saudita tentou deixar a região, mas foi obrigado a retornar, mostraram dados da LSEG. Nenhum superpetroleiro deixou o estreito desde quarta-feira, segundo dados da Kpler.

Open Questions

  • Haverá novas sanções econômicas contra o Irã?
  • Qual será a resposta diplomática internacional?

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This article was originally published by Folha Mercado.

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