Twenty One Pilots evolui de curiosidade no Lollapalooza 2016 a headliner do Rock in Rio 2023
Quick Look
A dupla Twenty One Pilots, que começou como uma curiosidade no Lollapalooza 2016 com formação enxuta e bases pré-gravadas, evoluiu para headliners do Rock in Rio 2023, mostrando amadurecimento musical, expansão de banda e performances consolidadas em festivais brasileiros.
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Why It Matters
A Twenty One Pilots iniciou sua trajetória em 2016 no Lollapalooza como uma dupla com formação enxuta, usando bases pré-gravadas e misturando rap com indie, sendo vista inicialmente como uma curiosidade pelo público.
Quando pisaram pela primeira vez no palco do Lollapalooza, em 2016, eles eram vistos por parte do público como uma curiosidade: uma dupla com pose de youtubers mascarados, mistura afiada de rap com indie e uma energia que compensava a escassez de instrumentos com o uso de bases pré-gravadas e acrobacias.
Naquela estreia, faixas como "Stressed Out" e "Car Radio" já mostravam o apelo direto com a fatia mais jovem da plateia. Era um som moldado por dilemas existenciais, letras com tom positivo e uma salada de influências que ia do hip hop ao poperô. Em entrevista ao g1 na época, Josh Dun justificava a formação enxuta e a mistura estilística: "A gente notou que tocava melhor assim. Mas ao mesmo tempo, nos sentimos vulneráveis com só dois no palco". A vulnerabilidade virou combustível.
Três anos depois, no Lollapalooza 2019, o cenário era outro. A dupla desembarcou no Autódromo de Interlagos carregando a era "Trench", que pintou a plateia de preto e amarelo com fitas, lenços e cabelos tingidos. Maior, o duo foi eleito o melhor show daquela edição, entregando um caos sonoro e performático que reforçava a tese de "gênero fluido" defendida por Josh Dun antes de subir ao palco: "Não sei se o que tocamos é rock, e isso não importa".
A escalada do grupo não se restringiu às edições do festival paulistano. Em novembro de 2022, o Twenty One Pilots dividiu o protagonismo do GPWeek com o The Killers, tocando para 50 mil pessoas em São Paulo. No estádio do Palmeiras, Tyler e Josh provaram que já sabiam conduzir multidões. Ali começou a ficar evidente o amadurecimento musical, com arranjos mais dançantes (como o groove de "The Outside") e o apoio de uma banda no fundo, sem abrir mão do habitual show de luzes de celulares e da clássica escalada nas estruturas de iluminação.
A consagração em Interlagos veio em 2023, quando foram escalados de última hora para substituir o Blink-182. A dupla não estava sozinha em cena: baixista, tecladista, guitarrista e trompetista encorparam o som com R&B e disco music. O setlist ganhou até tributos brasileiros, como os versos de bossa nova e funk puxados pelos metais. Tyler manteve o ritual de escalar a estrutura de iluminação durante "Car Radio", mas o brilho veio nos arranjos que provaram o salto de patamar.
A caminhada iniciada lá em 2016 ganha um novo capítulo no dia 13 de setembro. Escalados para fechar o Rock in Rio, Tyler Joseph e Josh Dun chegam à Cidade do Rock não mais como uma aposta barulhenta ou uma aposta adolescente, mas como headliners consolidados. A dupla que começou se sentindo vulnerável com apenas dois integrantes no palco prova que a falta de fronteiras nos gêneros musicais foi o caminho mais direto para o topo do rock atual.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
A Twenty One Pilots deve anunciar novas datas de turnê após o Rock in Rio 2023.
Likely
Open Questions
- Como a banda pretende evoluir seu som após o Rock in Rio 2023?
- Quais são os planos de turnê internacional da Twenty One Pilots para 2024?






