
Aliados do presidente do STF, Luiz Edson Fachin, defendem que ele apresente ao plenário uma proposta para atender aos dois ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes na 'crise Master', incluindo possível advertência a Mendonça por invasão de prerrogativas e esclarecimento de Moraes sobre ligação com Daniel Vorcaro, após Fachin ter retirado o pedido de Moraes contra Mendonça do inquérito das fake news e determinado explicações em cinco dias.
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A crise conhecida como 'crise Master' envolve conflitos entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal, com acusações de invasão de prerrogativas e questionamentos sobre ligações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Aliados do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, defendem que ele leve ao plenário uma proposta que dê respostas aos dois protagonistas da "crise Master" na Corte. E não descartam nem mesmo a discussão de uma punição aos dois colegas. Tanto para André Mendonça como para Alexandre de Moraes.
Mendonça deve ser advertido pelo que foi considerado uma invasão de prerrogativas da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República quando o magistrado avançou sobre dados envolvendo o colega.
Moraes porque precisa explicar sua ligação com Daniel Vorcaro e esclarecer se tomou alguma medida para beneficiar o ex-banqueiro.
Segundo esses interlocutores de Edson Fachin, a crise atingiu um ponto nunca antes visto dentro do tribunal, com uma guerra aberta entre dois ministros, e que isso demanda algum tipo de decisão para mostrar que o Supremo não fica defendendo seus ministros e atuando de forma corporativista.
"Não será possível varrer tudo isso para debaixo do tapete, tal como aconteceu no caso de Toffoli. É preciso mostrar para a sociedade que o tribunal não poupa seus pares", disse reservadamente um aliado de Edson Fachin.
O presidente do STF já adotou nesta sexta-feira (4) uma medida importante, retirando o pedido de Alexandre de Moraes contra André Mendonça do âmbito do inquérito das fake news e levando o pleito para o seu gabinete.
Fachin juntou o pedido de Moraes ao de André Mendonça e determinou que todos os envolvidos na "crise Master" enviem, num prazo de cinco dias, explicações para que o presidente do STF tome a decisão do que será discutido no plenário.
Segundo a equipe de Fachin, o caso será submetido ao plenário físico. A expectativa é que a temperatura, que nesta quinta-feira (3) atingiu um ponto explosivo, baixe nos próximos dias com o fim de semana e o feriado de Sete de Setembro.
Depois, o presidente do STF vai aguardar as respostas de todos os lados para definir o que deve propor ao plenário do tribunal.
Nos bastidores, ministros das duas alas avaliam que teria faltado pulso a Fachin na condução da crise, o que ampliou o embate entre Moraes e Mendonça.
Integrantes da Corte ouvidos pelo blog sob a condição de reserva apontam que o presidente do STF deveria ter sido mais enfático nas conversas na tentativa de costurar algum entendimento ou até mesmo estabelecer um protocolo entre os colegas para evitar os ataques públicos, o que é visto como uma forma até mesmo de deslegitimar o Supremo e reforçar ataques externos.
Interlocutores de Fachin, no entanto, afirmam que o presidente tem atuado de forma firme e intensa para preservar a Corte diante da escalada da crise e ainda para evitar a guerra pública entre os dois colegas.
Esses auxiliares citam que o presidente tem feito intensas reuniões não só com Moraes e Mendonça, mas também com interlocutores deles e conversado individualmente com todos os ministros para construir uma solução conjunta.
Edson Fachin, presidente do STF — Foto: Gustavo Moreno/STF
AI outlook — possibilities, not facts
Fachin apresentará uma proposta ao plenário do STF para mediar o conflito entre Mendonça e Moraes após o prazo de cinco dias para explicações.
Likely · Within days
A temperatura da crise diminuirá nos próximos dias devido ao fim de semana e feriado de Sete de Setembro.
Possible · Within days

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