
Projeto premiado internacionalmente utiliza fibra de bananeira e extrato de açaí para detectar pH da água de forma acessível.
Estudantes do Pará conquistaram o 1º lugar na ExpoCiencias Nacional Chile 2026 com um 'papel inteligente' feito de fibra de bananeira e açaí, capaz de medir o pH da água para comunidades isoladas e ribeirinhas.
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O projeto utiliza biomassa amazônica para criar um sensor de pH de baixo custo, visando atender populações isoladas.
A conquista mais recente do grupo foi o 1º lugar geral na categoria Ensino Médio Internacional na ExpoCiencias Nacional Chile 2026. No evento, a equipe paraense disputou com projetos do Equador, México, Paraguai, Colômbia e outras seis equipes brasileiras.
Antes da vitória no Chile, o trabalho já havia conquistado a medalha de ouro na mostra científica realizada no Paraguai, entre os dias 6 e 8 de outubro, e premiação de destaque na Milset Brasil, em Fortaleza (CE). Diante dos resultados, a trajetória dos jovens cientistas incluirá apresentações e eventos em Santarém, Belém, Brasília e Nova York, nos Estados Unidos.
O "papel inteligente" foi idealizado para atender prioritariamente comunidades ribeirinhas, quilombolas e populações isoladas que necessitam verificar a qualidade da água consumida de forma prática e acessível. A tecnologia consiste na produção de uma fibra a partir do tronco da bananeira impregnada com extrato de açaí, que altera sua coloração em contato com a água, indicando visualmente o nível de pH.
Além do aspecto social e sanitário, a pesquisa ambiental buscou solução para um dos principais gargalos da produção de papel artesanal tradicional: o consumo elevado de água. A utilização da biomassa amazônica combinada às técnicas do projeto permitiu reduzir o gasto hídrico durante o processo produtivo, possibilitando ainda o reuso da água utilizada na fabricação.
O projeto é de autoria dos alunos Giulia Cabral Guerreiro, Marcos Vinícius Santos de Oliveira e Matheus Willian Jordão Rodrigues, sob a orientação da professora Andreza Maria Santos de Oliveira e coorientação de Silvana Maria Cabral Guerreiro.

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