Ato final de campanha de Lula na Avenida Paulista tem tensão com Polícia Militar
Discussão sobre obstrução de vias marca início de caminhada do presidente e aliados em São Paulo
Quick Look
- O ato final da campanha de Lula em São Paulo foi marcado por tensão entre organizadores e a Polícia Militar devido ao bloqueio da Avenida Paulista.
- A PM exigiu a desobstrução da via, em conformidade com decisão judicial do TRE-SP que proíbe o bloqueio de ruas.
AI-generated summary
Why It Matters
O TRE-SP concedeu liminar permitindo a caminhada de Lula e Haddad, desde que não houvesse bloqueio de vias públicas. A prefeitura de São Paulo tentou impedir o evento alegando necessidade de fluidez no trânsito.
O ato final da campanha de reeleição do presidente Lula (PT) teve tensão com a polícia ainda antes de seu início por causa da obstrução da Avenida Paulista, em São Paulo.
A concentração da passeata ocorreu na esquina da Paulista com a rua Augusta, onde Lula realizou ato semelhante em 2022.
Por volta das 10h30, homens da Polícia Militar se aproximaram dos trios elétricos para cobrar a desobstrução da Paulista.
Houve uma discussão entre o comandante da operação e o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha de Lula em São Paulo.
Os trios elétricos foram movidos por cerca de cem metros na Augusta, aumentando o espaço para apoiadores na rua. Organizadores do ato relatam à reportagem que ainda há pressão para que a passeata desça logo a rua.
Tudo se deu antes do início oficial do ato com Lula, que chegou por volta das 11h20. Ao lado do presidente, estão o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB); o candidato petista ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, e seu vice, Márcio França; as candidatas ao Senado da chapa, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede); e a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja.
Após a discussão com a PM, manifestantes passaram a bloquear o trio, recusando-se a sair da frente do veículo. A corporação foi vaiada, e apoiadores do presidente Lula fizeram coro contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A Folha perguntou à Secretaria de Segurança Pública o que aconteceu, mas a pasta disse ainda estar apurando.
Em nota, a PM afirmou que acompanha o ato para "garantir a segurança de manifestantes, pedestres e motoristas e preservar a fluidez do trânsito".
Na quinta (2), o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) concedeu liminar que garantia a caminhada de Lula e Haddad na região da avenida Paulista neste sábado, mas afirmou que nenhuma via poderia ser bloqueada.
A ação havia sido protocolada pela Coligação Desperta São Paulo (PDT, PSB, PT, PCdoB, PV, PSOL e Rede) contra a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que tentou barrar a caminhada sob a justificativa de que o TRE-SP havia solicitado que avenida Paulista, assim como outras ruas e avenidas da capital, fiquem desimpedidas no sábado e domingo.
Na decisão, a juíza Maria Claudia Bedotti diz que a concentração, o deslocamento e a dispersão deveriam ocorrer sem ocupar o leito carroçável da Paulista e da rua Augusta, mantendo-se um corredor livre para servidores, equipamentos e urnas eletrônicas.
Segundo a decisão, estruturas, fixas ou móveis, estariam vedadas na pista, e a organização deveria seguir as orientações da PM e da CET. Em caso de descumprimento, as autoridades têm poder de desobstruir as vias de imediato.
Open Questions
- Haverá sanções contra a coligação pelo descumprimento da liminar?







