
Central de operações funciona 24 horas com 152 câmeras, drones e radares para identificar foragidos e prevenir invasões no festival.
AI-generated summary
O Rock in Rio implementa um sistema de segurança integrado com tecnologia de ponta para gerenciar o fluxo de público e prevenir incidentes no Parque Olímpico.
Quem entra na Cidade do Rock pode nem perceber, mas está sendo acompanhado por uma espécie de BBB do Rock in Rio.
Nos bastidores do festival, uma central de operações funciona 24 horas por dia e recebe imagens de 152 câmeras espalhadas pelo evento, além de 3 drones, câmeras térmicas, radares meteorológicos e sistemas de reconhecimento facial.
A estrutura é usada para acompanhar a movimentação do público, identificar pessoas procuradas pela Justiça, detectar drones não autorizados e até monitorar possíveis tentativas de invasão pelo entorno da Lagoa de Jacarepaguá.
Desde o início do festival, 3 pessoas foram identificadas pelo reconhecimento facial e levadas à delegacia montada na Cidade do Rock. Uma delas permaneceu detida após a polícia constatar uma pendência com a Justiça.
Ao todo, cerca de 2,4 mil profissionais participam da operação de segurança durante o evento, entre vigilantes privados, equipes de tecnologia e agentes das forças de segurança.
O g1 entrou na central de monitoramento para mostrar como funciona a operação que acompanha, em tempo real, o que acontece dentro e no entorno da Cidade do Rock.
“A segurança do festival começa muito antes da abertura dos portões. Nós iniciamos o planejamento cerca de 3 meses antes com a instalação de toda a infraestrutura de monitoramento. Existe todo um estudo para definir onde cada câmera será instalada e como vamos acompanhar a movimentação do público”, explica Paulo Armário, gerente de operações do Rock in Rio.
Ao todo, o Rock in Rio conta com 50 câmeras com reconhecimento facial, principalmente nas áreas de acesso ao evento.
Segundo Armário, o número de equipamentos acabou superando o previsto inicialmente.
“Tínhamos cerca de 120 câmeras planejadas, mas conseguimos ampliar essa estrutura e hoje trabalhamos com 152 câmeras monitorando a Cidade do Rock”, afirma.
De acordo com Armário, as imagens são analisadas em parceria com as forças de segurança.
“Assim que a pessoa entra na Cidade do Rock, ela já passa pelo sistema de reconhecimento facial operado por nós, em parceria com as polícias. Isso permite identificar eventuais ocorrências ou pendências judiciais”, diz.
Desde o início do festival, 3 pessoas foram identificadas pelo sistema facial e conduzidas para a delegacia instalada dentro da Cidade do Rock. Após a verificação, uma delas permaneceu detida por possuir pendência com a Justiça.
Radares e câmeras térmicas contra invasões pela lagoa
A vigilância não termina nos portões da Cidade do Rock. Radares perimetrais, câmeras térmicas e drones também são usados para monitorar pontos considerados vulneráveis a invasões, incluindo o entorno da Lagoa de Jacarepaguá.
“Hoje as tentativas [de invasão pela água] são bem menores do que em outras edições, mas elas ainda acontecem. Muitas vezes conseguimos identificar a movimentação antes mesmo que a pessoa se aproxime do perímetro”, afirma Armário.
Sistema antidrones detecta voos não autorizados
No 1º dia de festival, 2 drones não autorizados foram apreendidos nas proximidades da Cidade do Rock. Um estava fora do complexo e outro chegou a sobrevoar o interior do evento. No 2º caso, o responsável perdeu a credencial de acesso e foi retirado do local.
Para reforçar a fiscalização, o Rock in Rio passou a utilizar um sistema antidrones capaz de detectar automaticamente a presença de equipamentos não autorizados. Quando um drone invade a área protegida, o alerta é disparado sem a necessidade de acionamento manual por operadores.
Central funciona 24 horas por dia
Cerca de 12 profissionais trabalham simultaneamente na central, em esquema de turnos. O espaço reúne equipes de segurança e tecnologia, além de profissionais responsáveis pelo monitoramento meteorológico, bombeiros, profissionais de saúde e equipes de inteligência digital.
“Hoje temos um centro integrado que monitora não só a segurança, mas toda a operação da Cidade do Rock. Nosso objetivo é garantir que o público tenha uma experiência segura, confortável e tranquila durante o festival”, diz Paulo Armário.
Segundo os organizadores, o sistema também acompanha condições climáticas em tempo real e monitora possíveis ameaças identificadas em ambientes digitais antes mesmo que cheguem ao evento.
“É um trabalho muito preventivo. A ideia é antecipar problemas para que eles sequer aconteçam”, conclui o gerente.

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