
O artigo apresenta dez pontos para um ajuste fiscal efetivo e justo no próximo mandato no Brasil, focando na redução de despesas, revisão de benefícios tributários, desaceleração do crescimento de gastos, reforma da previdência e programas sociais, limitação de supersalários e emendas parlamentares, manutenção do arcabouço fiscal, e reforma da partilha de royalties e fundos de desenvolvimento regional.
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O Brasil enfrenta desafios fiscais com alta carga tributária, crescimento acelerado de despesas previdenciárias e sociais, e benefícios tributários que concentram renda e induzem má alocação de capital. Nos últimos 15 anos, o custo dos programas sociais aumentou de 1,3% para 2,7% do PIB, perdendo qualidade.
Está aberto o debate sobre como fazer ajuste fiscal no próximo mandato. Listo dez pontos para um que seja efetivo e justo.
1 – O ajuste deve ser feito pelo lado da despesa. A carga tributária já é alta. Aumentos de receita estimulam mais despesas, minando o ajuste. Receitas adicionais tendem a vir de tributos de baixa qualidade, como os sobre exportações, operações financeiras ou importações, prejudicando o crescimento.
2 – Os benefícios tributários são um problema que vai além da perda de receita. Eles implicam alta tributação sobre quem não os recebe, concentram renda e induzem má alocação de capital. Uma regra em que parte da redução desses benefícios fosse devolvida à sociedade de forma horizontal, via menor alíquota da CBS, ajudaria no ajuste, melhoraria a qualidade do sistema tributário e criaria força contrária ao lobby dos atuais beneficiários.
3 – Não é possível fazer grandes cortes imediatos de gastos, devido à obrigatoriedade, indexação e vinculação de despesa à receita. O que se pode fazer é desacelerar o crescimento do gasto, revendo a superindexação de algumas despesas ao salário mínimo e a vinculação de despesas à receita.
4 – O ajuste possível terá que ser gradual e crescente no tempo. Por exemplo, desindexar benefícios previdenciários e assistenciais do salário mínimo representa economia de apenas 0,1% do PIB no primeiro ano, mas chega a 1% do PIB no décimo ano. Como precisamos gerar impacto grande já nos primeiros anos, será necessário um pacote amplo, que inclua supersalários, emendas parlamentares, royalties de petróleo etc.
5 – As despesas previdenciárias e de programas sociais representam quase 60% da despesa total e crescem de forma acelerada. Não haverá ajuste estrutural sem reforma nessas duas áreas. Dado que nos últimos 15 anos o custo dos programas sociais cresceu de 1,3% para 2,7% do PIB e perdeu qualidade, há espaço para uma reforma que melhore a situação dos mais pobres ao mesmo tempo em que controle o crescimento do gasto.
6 – Em uma sociedade desigual, um ajuste fiscal concentrado em previdência e assistência carece de legitimidade política. É preciso limitar supersalários, emendas parlamentares e subsídios, criando um senso de justiça.
7 – Será um erro priorizar ajuste ou substituição do arcabouço fiscal. O Brasil já mostrou que não tem maturidade para obedecer regras fiscais. Não se deve gastar o escasso tempo da agenda legislativa discutindo nova regra para, em seguida, criar brechas e desobedecê-la. Deixe-se o arcabouço como está, anuncie-se que o ajuste vai superar as metas da regra fiscal e concentre-se a ação em reformas que diminuirão o ritmo de crescimento da despesa obrigatória.
8 – Privatização e vendas de ativo, sozinhos, não solucionam o desequilíbrio fiscal crônico. Ajudam a abater dívida, mas não resolvem o problema do crescimento insustentável da despesa. Demoram a acontecer devido às dificuldades inerentes à precificação, modelagem e venda. São retardadas por judicialização.
9 – Os critérios de partilha dos fundos de participação dos estados e municípios e dos royalties de petróleo, assim como os fundos de desenvolvimento regional, precisam ser reformados. Eles desperdiçam recursos, transformam as finanças subnacionais em procíclicas e, portanto, são vulneráveis a crises fiscais durante as recessões.

The PSTU presidential candidate, Hertz Dias, stated that Brazil is experiencing decadence and proposed to reindustrialize the country through the re-nationalization of strategic sectors, investment in the modernization of the industrial park and a reduction in working hours without reducing wages to absorb unemployed and underemployed workers.

Candidate Renan Santos, from the Missão party, arrived in Recife at 3:30 pm to campaign in Pernambuco, where he defended investment in battery systems and work fronts to insert beneficiaries of social programs into the job market, especially young people without children who receive aid.

President Lula and governor Elmano de Freitas took part in a march in Juazeiro do Norte, Ceará, calling for a married vote for the petist party and allies, stating that there will be no room for bolsonarism in the state in the October 4 elections.

Candidates for the government of Goiás, Daniel Vilela (MDB), Luciana Amorim (UP), Luis César Bueno (PT), Marconi Perillo (PSDB) and Wilder Morais (PL) participated in hearings, walks, leafleting and religious events in Goiânia and cities in the interior this Friday (4), defending proposals for infrastructure, sanitation, credit for family farming and support for social projects.

On the 20th day of the campaign, candidates for mayor of Macapá fulfilled agendas with activities such as walks, meetings and content recordings. The first round of elections is scheduled for October 4th and the second, if necessary, for October 25th.

The president of the STF, Luiz Edson Fachin, informed President Lula that he intends to proceed with the accusations between ministers and take the cases of the crisis involving Alexandre de Moraes and André Mendonça to the court's plenary, after a meeting at Palácio do Planalto with authorities from the Judiciary and Executive.