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Eleições 2022: O que os candidatos ao governo de Minas Gerais propoem para a saúde
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Eleições 2022: O que os candidatos ao governo de Minas Gerais propoem para a saúde

Fila de espera por exames e consultas é um dos principais desafios da saúde pública no estado. g1 reuniu as propostas dos candidatos.

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Candidatos ao governo de Minas Gerais apresentam propostas para enfrentar os desafios da saúde pública no estado, como a falta de dados sobre as filas de espera, a desigualdade de acesso regional e o atendimento em hospitais.

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A fila de espera por exames, consultas e cirurgias é um desafio na saúde pública de Minas Gerais, com o estado sem dados exatos sobre o total de pacientes.

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A fila de espera por exames, consultas especializadas e cirurgias é um dos principais desafios da saúde pública em Minas Gerais.

O tamanho desse problema, no entanto, é desconhecido – o próprio estado não dispõe de informações de quantos pacientes estão na fila por procedimentos eletivos atualmente.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), a organização da espera é responsabilidade dos municípios, e cabe à pasta atuar "no apoio técnico, na coordenação e no planejamento das políticas públicas de saúde".

Quem assumir o governo em 2027 ainda terá de enfrentar outra questão: a desigualdade de acesso a serviços de saúde entre diferentes regiões de MG. Em muitos casos, pacientes do interior precisam encarar longos deslocamentos para fazer tratamento na capital mineira.

Os candidatos ao Palácio Tiradentes propõem abordagens distintas para reduzir a fila da saúde e enfrentar o chamado "turismo de ambulância". O g1 apurou o que cada um deles propõe nos planos apresentados à Justiça Eleitoral.

Nas próximas semanas, o g1 também publica, sempre aos sábados, reportagens sobre as propostas dos candidatos para temas relacionados a meio ambiente e mobilidade. A primeira reportagem da série tratou sobre combate a feminicídios e facções criminosas. A segunda, sobre dívida pública e isenções fiscais.

Veja abaixo o plano de cada candidato, por ordem alfabética:

Alexandre Kalil (PDT)

O plano de governo de Alexandre Kalil (PDT) defende planejamento regional e ampliação da capacidade de atendimento para enfrentar as filas na saúde. Entre as propostas, estão a reorganização dos Centros Estaduais de Atenção Especializada (CEAE) e parcerias com hospitais filantrópicos e universitários.

O documento propõe a estruturação de "linhas regionalizadas" para consultas, exames e procedimentos de maior demanda, com indicadores de fila, tempo de espera e capacidade instalada. A telessaúde também será usada para facilitar o acesso a especialistas.

Para reduzir os gargalos ao acesso à saúde no interior, Kalil propõe uma organização regional da saúde. A ideia é que cada macrorregião possua planejamento integrado, com "definição clara" dos serviços que precisam estar disponíveis. A localização das bases de ambulâncias deve ser permanentemente avaliada.

O candidato reconhece que regionalizar os serviços não eliminará a necessidade de deslocamento de pacientes e, por isso, propõe o fortalecimento da política estadual de Tratamento Fora de Domicílio (TFD), considerando transporte, necessidade de acompanhante e outras situações.

Ben Mendes (Missão)

Ben Mendes (Missão) defende que os pacientes sejam necessariamente acompanhados pela atenção primária para terem acesso a serviços especializados.

O candidato propõe o uso de telemedicina para casos de urgência e também para consultas com especialistas. Ele sugere que todos as solicitações de internação sejam analisadas por esses profissionais, para evitar a formação de "longas filas".

Ben Mendes defende a criação de polos de especialidades. A ideia é que cada regional do estado seja incentivada, por meio de hospitais públicos ou particulares conveniados, a resolver situações de média e alta complexidades localmente, evitando, assim, longos deslocamentos.

O candidato ainda apresenta como metas a otimização da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) e a construção de hospitais regionais no Norte do estado e no Jequitinhonha.

Cleitinho Azevedo (Republicanos)

Cleitinho Azevedo (Republicanos) propõe uma "tabela mineira de procedimentos estratégicos" com o objetivo de complementar o financiamento federal para a realização de exames, consultas especializadas e cirurgias eletivas e, assim, reduzir o tempo de espera dos pacientes.

O candidato também defende o fortalecimento da atenção primária à saúde, por meio de apoio aos municípios para a construção, ampliação e modernização de Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

Para evitar o deslocamento de pacientes, o plano de governo fala em implementação de protocolos clínicos atualizados e exames rápidos, além de expansão da telessaúde.

Flávio Roscoe (PL)

O plano de governo de Flávio Roscoe (PL) diz que o primeiro passo para combater a desigualdade de acesso à saúde é a publicação, por macrorregião, do tempo médio de espera por cirurgias eletivas e exames.

O documento fala também em ampliar a cobertura da atenção primária à saúde no Norte de Minas, no Jequitinhonha e no Vale do Mucuri.

Além disso, o candidato propõe criar um painel público, acessível por aplicativo, para a consulta à fila de cirurgia eletiva por hospital em tempo real.

Gabriel (MDB)

O candidato Gabriel (MDB) propõe a realização de forças-tarefa regionais, com critérios clínicos e territoriais, para a redução de filas de espera por procedimentos especializados e de média complexidade. Ele defende mais transparência sobre as informações.

O plano de governo fala em investir em atenção primária e também em telemedicina como instrumento de acesso, não de "substituição indiscriminada" do atendimento presencial.

O documento prevê priorizar a organização regional do atendimento antes de criar novas estruturas físicas. A ideia é fortalecer a regionalização e os consórcios de saúde, com coordenação estadual dos fluxos e do acesso.

Henrique Áreas (PCO)

Henrique Áreas (PCO) propõe mais verbas para a saúde pública, sem limite de gastos, e a implantação de um plano de emergência para a construção de hospitais e postos de saúde.

O candidato também defende o programa Mais Médicos e a validação imediata dos diplomas de todos os médicos estrangeiros residentes no país, além da abertura de cursos de medicina sem vestibular nas universidades públicas para suprir a falta de profissionais.

Indira Xavier (UP)

A candidata Indira Xavier (UP) defende investimentos no Sistema Único de Saúde (SUS) e o fortalecimento da atenção primária a partir de apoio técnico e aportes financeiros por parte do estado.

Ela fala também em garantir o funcionamento da saúde pública em todo o estado, de forma que o atendimento inclua povos indígenas e comunidades quilombolas, em zonas rurais e áreas urbanas.

Mateus Simões (PSD)

Atual governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD) reconhece no plano de governo que o estado ainda enfrenta desigualdade regional no acesso à atenção especializada, dificuldade de fixação de profissionais no interior e demanda represada por procedimentos eletivos.

Ele fala em acelerar e expandir a redução do tempo de espera por cirurgias e exames, mas não detalha como pretende alcançar esse resultado.

O documento defende o fortalecimento da atenção primária como principal instrumento de promoção da saúde e prevenção de doenças, em articulação com os municípios.

Propõe, ainda, recursos como telessaúde e diagnóstico remoto para ampliação ao acesso da população a serviços de saúde.

Patrus Ananias (PT)

O plano de governo de Patrus Ananias (PT) propõe fortalecer a atenção primária como eixo estruturante do SUS, por meio, por exemplo, da ampliação da cobertura da estratégia de Saúde da Família e da integração da atenção básica com saúde mental, assistência farmacêutica e redes especializadas.

O documento defende ampliar a capacidade regional de atendimento especializado, por meio de investimentos nos hospitais regionais e nos consórcios intermunicipais de saúde, para a redução do tempo de espera por consultas, exames e cirurgias.

Patrus propõe a reestruturação da Fhemig e a ampliação da atuação da entidade no interior, além do aprimoramento da Central de Operações para Regulação Estadual (Core). Ele defende que a regulação seja regionalizada, integrada e transparente, com participação dos municípios e serviços de saúde, critérios públicos de prioridade e informações atualizadas sobre filas e disponibilidade de leitos.

O candidato ainda fala em recuperar a capacidade de decisão das regiões de saúde, de forma a fortalecer a gestão regional do SUS e evitar a concentração da regulação de consultas, exames e internações em Belo Horizonte.

Rafael Duda (PSTU)

O candidato Rafael Duda (PSTU) propõe melhorias na estrutura da Fhemig, incluindo a contratação de profissionais por meio de concurso público, e a ampliação das unidades de urgência e emergência.

Ele defende a expansão das políticas de combate às doenças crônicas e de saúde para idosos, além da implementação de conselhos populares, para que trabalhadores e usuários controlem a prestação dos serviços de saúde do estado.

O plano de governo de Rafael Duda ainda fala em ampliação da rede física do SUS em Minas Gerais.

Túlio Lopes (PCB)

Túlio Lopes (PCB) defende a ampliação da atenção básica, por meio da abertura de postos, do fortalecimento da Saúde da Família e da formação de agentes comunitários.

Ele propõe a reorganização das regionais de saúde com base no "fluxo real" da população e transporte intermunicipal gratuito para a realização de procedimentos e tratamentos.

Open Questions

  • Como os candidatos pretendem financiar todas as propostas apresentadas?
  • Qual será o prazo real para zerar as filas de espera na saúde?

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This article was originally published by G1.

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