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EUA desistem de embargo a exportações de diesel após acordo com G7
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Folha Mercado1 hour agoBusiness3 min readBrazilView translation

EUA desistem de embargo a exportações de diesel após acordo com G7

Países europeus concordaram em liberar estoques estratégicos de diesel para conter a alta de preços antes das eleições americanas

Quick Look

  • Os EUA recuaram da ameaça de proibir exportações de diesel após um acordo do G7 para liberar 100 milhões de barris de petróleo e diesel de estoques estratégicos.
  • A medida visa estabilizar os preços globais e atender à demanda interna americana antes das eleições.

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Why It Matters

Os preços do diesel estão elevados globalmente devido a choques nas refinarias, guerra no Irã e conflito Rússia-Ucrânia. Em março, houve um compromisso anterior de liberar 400 milhões de barris.

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Os Estados Unidos recuaram da ameaça de interromper as exportações de combustíveis. A medida ocorreu após um acordo no qual países europeus concordaram em liberar mais diesel de seus estoques estratégicos nesta sexta-feira (2).

A decisão foi anunciada enquanto o presidente americano, Donald Trump, tenta conter a alta nos preços do diesel para a indústria e agricultores dos EUA, antes das eleições parlamentares de novembro, que definirão o controle do Congresso.

Líderes do G7 anunciaram após reunião na sexta que liberarão 100 milhões de barris de petróleo bruto e diesel, coordenados pela Agência Internacional de Energia (AIE), "diante das pressões atuais de mercado".

Em declaração conjunta, não detalharam o plano, mas afirmaram que a liberação ocorrerá ao longo de quatro meses, com início imediato, incluindo um volume substancial de reservas de diesel nos primeiros 20 dias.

A intervenção considerará compromissos já cumpridos sob um acordo pré-existente de 400 milhões de barris firmado em março —dos quais 325 milhões já foram liberados—, segundo a AIE.

Três pessoas familiarizadas com os detalhes informaram que 40 milhões de barris virão da Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA, a Europa contribuirá com cerca de 50 milhões de barris de diesel, e o restante virá da Ásia.

O acordo ocorre após Trump enfrentar pressão de legisladores republicanos do interior agrícola americano para impor uma proibição às exportações, visando aliviar a situação dos agricultores antes das eleições do próximo mês.

Negociadores europeus e a indústria petrolífera americana correram para evitar a suspensão, que faria disparar os preços globais de combustíveis.

"Não vamos aplicar o embargo às exportações", declarou Trump a jornalistas na sexta, definindo o compromisso europeu de liberar estoques de diesel como "algo ótimo".

"A Europa tem muito diesel e fará uma contribuição mundial importante, assim como nós", disse. "Teremos muito petróleo."

Dois diplomatas familiarizados com as negociações afirmaram que a Casa Branca exigira que a Europa liberasse pelo menos 100 milhões de barris, ameaçando concretizar a proibição às exportações de diesel caso os países europeus não cumprissem a exigência de Washington.

A declaração conjunta incluiu o compromisso dos signatários —incluindo os EUA— de "abster-se de restrições à exportação de energia e produtos energéticos entre países do G7, e convocar todos os produtores a evitar proibições que possam exacerbar as tensões de mercado".

Questionada se Washington descartara o embargo como parte da liberação do G7, a Casa Branca apontou para o compromisso no comunicado conjunto.

O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que os membros do G7 concordaram "em não adotar nenhuma medida para restringir o intercâmbio de petróleo e produtos energéticos entre países parceiros".

Os contratos futuros de diesel na Europa ampliaram as perdas após o anúncio: a referência recuou 8%, para US$ 1.337,75 a tonelada, o menor nível desde o início de setembro. O diesel de atacado em Nova York caiu quase 2%, para US$ 4,56 o galão.

Líderes do G7 informaram que se "reunirão no âmbito da AIE nos próximos dias para discutir a possibilidade de novas liberações de diesel, conforme necessário".

A liberação representa vitória para a indústria petrolífera dos EUA, que fez forte lobby contra o embargo e incentivou o governo a pressionar aliados para que liberassem estoques como alternativa.

"Apoiamos os esforços do governo para garantir uma liberação coordenada pelo G7 de 100 milhões de barris de petróleo bruto e refinados, além do compromisso de não impor restrições à exportação entre as partes", declarou Bethany Williams, porta-voz do Instituto Americano do Petróleo (API), grupo de lobby do setor.

Macron afirmou na sexta-feira que a liberação enviará "um sinal claro aos mercados".

Anteriormente, a França propusera um plano no qual a Europa liberaria 50 milhões de barris de diesel e países da AIE desbloqueariam outros 50 milhões de barris de petróleo bruto, segundo diplomatas.

Em março, a Europa comprometeu-se a liberar 73 milhões de barris de combustíveis refinados, como parte de uma retirada de estoques estratégicos de 400 milhões de barris coordenada pela AIE em resposta ao conflito no Oriente Médio.

Os EUA concluíram em grande parte sua parcela no programa, mas alguns países europeus ainda não cumpriram suas obrigações, segundo Fatih Birol, chefe da AIE.

Os preços do diesel negociam acima de US$ 200 o barril nos EUA, na Europa e na Ásia há várias semanas, devido a choques nas refinarias globais, incluindo a guerra no Irã, o conflito da Rússia com a Ucrânia e a decisão da China de limitar as exportações de combustíveis.

What to Watch

AI outlook — possibilities, not facts

  • Reunião da AIE nos próximos dias para discutir novas liberações.

    Very likely · Within days

Open Questions

  • Qual será o impacto real nos preços ao consumidor final?
  • Haverá novas liberações após os quatro meses?

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This article was originally published by Folha Mercado.

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