
Presidente do STF analisa casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça sob pressão de calendário eleitoral
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O STF enfrenta tensões internas devido a suspeitas envolvendo ministros e o impacto político das manifestações de 7 de setembro.
Esses dados podem impactar a definição das próximas medidas a serem tomadas por Fachin e serão entregues às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial.
Uma ala do Supremo vem defendendo que a discussão sobre a abertura, ou não, de investigação contra os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça deve ficar para depois das eleições. Essa posição é apoiada por ministros mais alinhados ao ministro Alexandre de Moraes.
Nos bastidores, esses integrantes da Corte, ouvidos sob reserva, apontam que as manifestações de 7 de setembro, com críticas a Moraes e defesa de Mendonça, reforçam o tom eleitoral que o caso ganhou.
Esses ministros do Supremo dizem que os casos também devem andar de forma conjunta. Auxiliares de Fachin afirmam que o presidente não decidiu ainda o que vai fazer, mas que considera os fatos envolvendo Moraes, vice-presidente da Corte, graves e que demandam uma resposta.
Portanto, para o entorno de Fachin, não daria para a Corte continuar ignorando as suspeitas lançadas.
O presidente do STF vem dizendo que vai adotar medidas necessárias no tempo certo. Moraes ainda não se manifestou publicamente.
Podem se manifestar até o dia 14 de setembro: Mendonça, Moraes, o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, e o diretor afastado da PF, Andrei Rodrigues.
Fachin questionou, por exemplo, se foram observadas as regras para apuração envolvendo pessoa com foro privilegiado na Corte. E, ainda, se houve algum acesso indevido ao relatório sigiloso da PF sobre Moraes, indicando que pode ter ocorrido vazamento de informações.
Moraes apontou que o material indica que houve improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a determinados grupos políticos no exercício da relatoria dos casos Master e INSS por Mendonça.
A PGR terá que se manifestar, entre outros pontos sobre a legalidade do material. Após a Procuradoria, Mendonça terá até o dia 21 de setembro pra prestar as informações, se quiser.
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Manifestações de Mendonça, Moraes, PGR e Andrei Rodrigues até 14 de setembro.
Very likely · Within days

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