
Associações de comércio, bares e restaurantes de Ribeirão Preto criticam a aprovação acelerada do fim da escala 6x1 em Brasília, alertando para aumento de custos, pressão sobre preços, impacto nos pequenos negócios e risco de informalidade, enquanto destacam que a transição de 14 meses é insuficiente para adaptação das empresas.
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A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 foi aprovada pelo Senado, estabelecendo o modelo 5x2 com dois dias de descanso remunerado por semana sem redução de salário, com redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas.
Entidades do setor produtivo na região de Ribeirão Preto (SP) criticaram nesta quinta-feira (15) a aprovação acelerada do fim da escala 6x1 em Brasília (DF) e alertaram para os impactos econômicos da medida.
Segundo as associações, que representam comércio e serviços, a alteração traz desafios financeiros e operacionais, principalmente para as empresas de pequeno porte, além de levar a um aumento nos preços de produtos e serviços repassados aos consumidores.
"Queremos que o trabalhador tenha um descanso remunerado, que ele tenha uma melhor valorização no mercado, mas também nos preocupa o empreendedor, que é o nosso principal objetivo, o pequeno empreendedor, que vai sentir esses custos que vão vir de uma maneira muito alta", afirma Nicolás Horta, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel Alta Mogiana).
A reação ocorre após o Senado aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 e estabelece o modelo 5x2, garantindo dois dias de descanso remunerado por semana sem redução de salário.
O texto determina a diminuição gradual da jornada semanal das atuais 44 para 40 horas de trabalho.
Senado aprova fim da escala 6x1 — Foto: Reprodução
Para entrar em vigor, a alteração constitucional precisa ser promulgada pela Mesa do Congresso Nacional e ser publicada no Diário Oficial.
O início das novas regras será dividido em etapas: 60 dias após a promulgação, a jornada máxima cai para 42 horas e já passa a valer o direito às duas folgas.
A aplicação plena dependerá ainda de regulamentações e de negociações entre sindicatos e categorias para definir como os turnos e folgas serão organizados.
Impactos para comércio, bares e restaurantes
Entidades do comércio, bares e restaurantes de Ribeirão Preto e região criticam a falta de um debate aprofundado sobre os custos e os prazos de adaptação.
A queixa das associações é a capacidade dos estabelecimentos em absorver a nova carga trabalhista sem repassar o peso ao consumidor final.
Em posicionamento conjunto, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto (Sincovarp) e o Sindicato Patronal do Comércio (Sincomercio) de Sertãozinho (SP) detalharam os principais impactos do fim da escala 6x1:
Aumento de custos: a FecomercioSP estima que a redução da jornada para 40 horas semanais pode elevar em R$ 158 bilhõrs os custos com pagamentos em todo o país;
Alta no valor da hora trabalhada: a manutenção dos salários com a queda da carga horária eleva o custo da hora trabalhada em 10%;
Pressão sobre preços: o custo adicional por hora e a necessidade de novas contratações podem ser repassados aos produtos e serviços, encarecendo os custos das famílias;
Impacto nos pequenos negócios: micro e pequenas empresas possuem menos fôlego para absorver o aumento de despesas ou ampliar equipes;
Endividamento das empresas: dados da Serasa Experian apontam 9,2 milhões de empresas inadimplentes no país, o que reduz a capacidade dos negócios de assumirem novas despesas;
Risco de informalidade: estabelecimentos com margens reduzidas e de atendimento contínuo podem migrar para a informalidade, fechar em determinados dias ou reduzir o atendimento;
Prazo de transição curto: a janela de 14 meses para a transição completa é avaliada pelas entidades como insuficiente diante da realidade das empresas.
"A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1 pode desorganizar as escalas de trabalho de diversos setores e elevar os preços de produtos e serviços, encarecendo a cesta de consumo das famílias e aumentando a informalidade", comunicaram as entidades, em nota.
O representante da Abrasel ressalta que a vulnerabilidade dos pequenos estabelecimentos torna o cenário de adaptação delicado.
"Os grandes estabelecimentos não vão sentir tanto, porque vão conseguir colocar aquilo no giro. Mas os pequenos são a nossa grande preocupação, porque hoje mais de 40% do setor de bares e restaurantes está endividado", afirma Nicolás Horta.
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Nícolas Horta, presidente da Abrasil Alta Mogiana, em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Cacá Trovó/EPTV
Fim da escala 6x1
Em todo o país, estimativas do Dieese indicam que até 26,8 milhões de pessoas podem ser beneficiadas pela redução da carga horária.
A alteração ocorrerá de forma gradual em duas fases: a primeira tem início 60 dias após a promulgação, reduzindo o limite máximo para 42 horas semanais com direito a duas folgas. A segunda fase ocorre 12 meses depois, fixando o teto definitivo em 40 horas semanais.
A distribuição das duas folgas ao longo da semana ainda dependerá de regulamentação ou de negociações coletivas.
"O que precisa ser definido ainda por regulamentação é como serão concedidas as folgas. A Constituição fala em uma das folgas preferencialmente ao domingo. Mas haverá necessidade de regulamentação ou negociação coletiva para que essas folgas possam ser concedidas", explica o advogado trabalhista Marcelo Braghini.
O especialista reforça que o cronograma foi estruturado para permitir a adequação do mercado, mas exigirá ajustes em convenções e acordos coletivos.
Profissionais de recursos humanos destacam os benefícios da medida para a saúde e a qualidade de vida dos empregados.
Ter um segundo dia de folga permite resolver pendências burocráticas, ir a consultas médicas, estudar e passar mais tempo com a família, fatores apontados como essenciais para diminuir episódios de esgotamento e alta rotatividade nas empresas.
"Acredito que ter essa folga a mais para as pessoas não é só sobre dinheiro, é sobre ter uma qualidade de vida para resolver alguma coisa num dia que ela precisa", destaca a analista de RH Tayara Beraldo.
Comércio de Ribeirão Preto — Foto: Cacá Trovó/EPTV
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AI outlook — possibilities, not facts
Aumento nos preços de produtos e serviços em estabelecimentos de comércio, bares e restaurantes devido ao repasse de custos trabalhistas
Likely · Within months
Aumento da informalidade em estabelecimentos com margens reduzidas que não conseguirem absorver os novos custos
Possible · Within months

The National Congress promulgates this Friday (16) the PEC that ends the 6x1 scale, approved by the Senate with 75 votes in favor and one against. The proposal reduces the weekly working hours from 44 to 42 hours in two months and another two hours after a year, maintaining salaries. Unions celebrate; industry and commerce warn of costs and impacts on the economy.

g1 publishes a guide to events, services and opportunities in Pará for October 2026, including job openings at Suzano and Solar Coca-Cola, a free Christmas decoration workshop and an HPV vaccination campaign in Belém until October 30, 2024.

The Senate approved the PEC that ends the 6x1 work schedule across the country, establishing two days of mandatory rest and reducing the weekly working hours from 44 to 40 hours without a salary reduction. The change will be gradual, with companies taking 60 days to adapt after approval. Of the 81 senators, 75 voted in favor, only Hamilton Mourão (PL-RS) voted against and four were absent.

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CMOC Brasil has opened registrations for a mine operator training course aimed at women living in Porteirinha or Riacho dos Machados (MG). The program requires a category B driver's license (2 years ago), D or E and offers technical and practical training.

The Senate approved the end of the 6x1 scale, guaranteeing two days off per week and reducing the working day to 40 hours. In Campinas (SP), the measure generates optimism among workers and concern in the commerce and services sector due to costs and deadlines.