
Investigado utilizava acesso ao sistema da operadora para realizar SIM swap; irmã também foi detida na Operação Chave Mestra.
AI-generated summary
A investigação começou em dezembro após a invasão da conta bancária de um funcionário público no Rio Grande do Sul. O esquema utilizava SIM swap para interceptar códigos de autenticação.
Um funcionário de uma operadora de celular foi preso nesta quarta-feira (4), no Rio de Janeiro. Ele é suspeito de repassar dados de clientes para uma quadrilha de golpistas.
A prisão ocorreu na Operação Chave Mestra, da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Ao todo, 5 pessoas foram presas.
O investigado seria responsável por realizar o chamado SIM swap. O procedimento transfere um número de telefone para outro chip e comprometeu 120 linhas.
A investigação começou em dezembro após invasão a uma conta bancária corporativa. Com o controle dos números, golpistas podiam redefinir senhas e acessar contas.
A irmã do funcionário também foi presa no Rio de Janeiro. Ambos devem responder por invasão de dispositivo informático, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Um funcionário da TIM foi preso nesta quarta-feira (4), em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, suspeito de usar o acesso aos sistemas da operadora para derrubar linhas telefônicas de clientes e repassar informações a uma quadrilha de golpistas do Rio Grande do Sul.
Os criminosos foram alvos da Operação Chave Mestra, conduzida pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Ao todo, cinco pessoas haviam sido presas até a publicação desta reportagem. A operação ocorre também em Goiás, Paraná e Distrito Federal.
Segundo a Polícia Civil, Wilian Aliano seria responsável pelo chamado SIM swap, procedimento que transfere um número de telefone para outro chip.
As investigações começaram em dezembro do ano passado, quando policiais descobriram uma invasão à conta corporativa de um funcionário de um banco público de fomento no Rio Grande do Sul:
"A partir daí, conseguiu redefinir a senha do email funcional dele. o segundo fato de autenticação era o telefone celular. Ele entrou no acesso ao banco, ali conseguiu invadir acessos mais privilegiados e tentaram efetuar saques de valores, mas foram impedidos", explicou a delegada Isadora Galian, responsável pela investigação.
A investigação aponta que cerca de 120 linhas foram comprometidas por William, e que as informações eram repassadas a criminosos de outros estados.
Com o controle do número, os golpistas podiam receber códigos de autenticação enviados por SMS, acessar contas vinculadas ao celular e redefinir senhas.
A irmã de Wilian, Yasmin Aliano, também foi presa no Rio. Os dois foram levados para a sede da Polícia Civil, no Centro.
Manipulação de mandados
A polícia também investiga a suspeita de que a quadrilha oferecia um serviço clandestino para dificultar a localização de mandados de prisão no Banco Nacional de Mandados de Prisão.
Segundo os investigadores, os mandados não eram apagados. Os criminosos alterariam critérios de pesquisa, como o nome da pessoa procurada, para impedir que o registro aparecesse nas buscas. Um novo inquérito foi aberto para apurar como o esquema funcionava.
Wilian e Yasmin devem responder, segundo a polícia, por invasão de dispositivo informático, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem ultrapassar 20 anos de prisão.
A TIM, em nota, afirmou que repudia qualquer prática ilícita e reforçou que adota padrões rigorosos de ética, integridade e segurança nas operações. A empresa ainda disse que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
AI outlook — possibilities, not facts
Abertura de inquérito sobre a manipulação do Banco Nacional de Mandados de Prisão.
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