João Pedro Rocha se torna primeiro DJ com síndrome de Down a se apresentar no Rock in Rio
Quick Look
- João Pedro Rocha, conhecido como DJ JP, de 23 anos, tornou-se o primeiro DJ com síndrome de Down a se apresentar no Rock in Rio 2026, no Artist Village.
- Sua trajetória começou em casa, com formação na AIMEC sob orientação do DJ Rafael Nazareh, e já inclui apresentações em Recife, Festival Harmonia, turnê 'Oitentação' com Geraldo Azevedo e eventos no Rio de Janeiro, como a Árvore de Natal da Lagoa e o projeto Música no Deck.
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Why It Matters
João Pedro Rocha, conhecido como DJ JP, tem 23 anos e é o primeiro DJ com síndrome de Down a se apresentar no Rock in Rio. Sua trajetória na música começou em casa, com influência familiar, e foi profissionalizada a partir de 2024 com formação na AIMEC sob orientação do DJ Rafael Nazareh.
João Pedro Rocha é o primeiro DJ com síndrome de Down a se apresentar no Rock in Rio — Foto: Reprodução
Aos 23 anos, João Pedro Rocha, conhecido como DJ JP, fez história nesta sexta-feira (11) no Rock in Rio 2026. Ele se tornou o primeiro DJ com síndrome de Down a se apresentar no festival, em uma apresentação no Artist Village, espaço reservado a artistas, convidados e profissionais do evento.
A chegada ao Rock in Rio é mais um capítulo de uma trajetória que começou dentro de casa, em uma família ligada à música, e que, em pouco mais de dois anos, transformou uma paixão em profissão.
"Eu nunca poderia imaginar que um dia eu chegaria ao Rock In Rio, convidado para um trabalho como este, que vai mostrar meu trabalho para tanta gente. E também de como ser uma pessoa com Síndrome de Down não me impede de fazer o que eu quiser”, comentou JP.
JP cresceu frequentando festas, shows, rodas de samba e blocos de rua. O contato desde cedo com diferentes ritmos e artistas ajudou a formar o repertório musical que hoje aparece nos sets do DJ, que misturam samba, MPB, pop e funk.
A profissionalização começou a ganhar forma em 2024, quando JP conheceu o DJ e produtor Rafael Nazareh, responsável pela formação de DJs na AIMEC, onde o artista estudou.
Com orientação de Nazareh e o apoio da família, ele passou a desenvolver as técnicas necessárias para trabalhar profissionalmente e comandar pistas.
“João vem de uma família muito musical, isso criou um interesse em trabalhar nessa área. Ele faz aulas há algum tempo e tem sido uma trajetória impressionante, ao mesmo tempo divertida e lúdica. Nós encontramos a melhor forma para ele aprender e seguir na profissão. Hoje, ele está apto para conduzir a pista para muitas pessoas, com todas as ferramentas e possibilidades”, afirma Rafael Nazareh.
A estreia profissional aconteceu em 2025, no CasaBloco, no Jockey Club, no Rio de Janeiro. No início de 2026, JP se apresentou em Recife, onde abriu shows de artistas como Elba Ramalho e participou da programação do Galo da Madrugada. Em duas apresentações na Praça do Arsenal, tocou para um público superior a 20 mil pessoas.
A agenda continuou crescendo ao longo do ano. JP participou dos dois dias do Festival Harmonia, na Lagoa, e, entre abril e julho, integrou a turnê “Oitentação”, de Geraldo Azevedo.
A convite do cantor, que completou 80 anos, o DJ fez a abertura das oito apresentações da turnê, realizadas em diferentes capitais brasileiras. Os shows tiveram públicos superiores a 5 mil pessoas, incluindo apresentações no Teatro Unimed, em São Paulo, e na Concha Acústica do TCA, em Salvador.
No Rio, JP também participou da abertura da tradicional Árvore de Natal da Lagoa, ao lado da Orquestra Sinfônica Petrobras. A apresentação foi transmitida em telões instalados no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas e no Parque da Catacumba.
No verão, ele esteve ainda no projeto Música no Deck, em São Conrado, onde abriu apresentações de Rodrigo Lorio, Oriente, Gabi Melin e Lagum.
João Pedro Rocha em apresentações anteriores — Foto: Reprodução
Um DJ com identidade própria
JP vem construindo uma identidade musical própria. Seus sets são preparados de acordo com cada ocasião e combinam ritmos brasileiros e contemporâneos.
“Sempre gostei muito de música”, conta o DJ, que cita nomes como Lala K, Cris Pantoja, Doni, Pepe Jordão, Tropicals e MAM entre suas referências.
Para ele, uma das partes mais importantes do trabalho é perceber a reação de quem está ouvindo: "ver o público animado e curtindo o som".
“Eu nunca poderia imaginar que um dia eu chegaria ao Rock In Rio”, disse JP antes da apresentação.
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What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
João Pedro Rocha será convidado para se apresentar em outros festivais musicais nacionais e internacionais em 2027.
Likely · Within months
A história de João Pedro Rocha inspirará iniciativas de inclusão para pessoas com síndrome de Down na indústria musical.
Possible · Within months
Open Questions
- Quais são os planos futuros de João Pedro Rocha após o Rock in Rio?
- Ele pretende continuar se apresentando em outros festivais internacionais?
- Há iniciativas para apoiar outros artistas com síndrome de Down na indústria musical?






