Juiz determina retomada de atendimentos a servidores e dependentes após paralisação de clínicas, hospitais e laboratórios
AI-generated summary
Prestadores privados de saúde anunciaram paralisação de consultas, exames e cirurgias eletivas pelo Servir e pelo SUS, alegando atrasos nos repasses estaduais. O Estado acumulou uma dívida de cerca de R$ 274 milhões ao longo de cinco meses, envolvendo cerca de 60 empresas prestadoras que atendem tanto o Servir quanto a rede complementar do SUS.
A Justiça determinou, nesta quinta-feira (5), o bloqueio de até R$ 65,7 milhões das contas do Estado do Tocantins para garantir o pagamento de dívidas com a rede credenciada do plano de saúde dos servidores estaduais (Servir). Na mesma decisão, o juiz determinou que hospitais, clínicas e laboratórios conveniados retomem e mantenham todos os atendimentos aos beneficiários.
A medida foi tomada pelo juiz Valdemir Braga de Aquino Mendonça, da 2ª Vara da Fazenda e Registros Públicos de Palmas, em resposta a um pedido da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), em uma ação de cumprimento de sentença.
A decisão judicial ocorre após prestadores privados de saúde anunciarem nesta quarta-feira (4) a paralisação de consultas, exames e cirurgias eletivas pelo Servir e pelo Sistema Único de Saúde (SUS), alegando atrasos nos repasses estaduais.
O valor de R$ 65,7 milhões corresponde à média mensal de custeio do plano de assistência aos servidores. Segundo a decisão, o juiz determinou que o bloqueio seja realizado pelo sistema Sisbajud e que os recursos sejam transferidos para uma conta judicial vinculada ao processo.
A decisão não determina a retomada dos atendimentos pelo SUS. O g1 solicitou posicionamento sobre o bloqueio para o governo do Tocantins, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.
O Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado do Tocantins (SINDESSTO) informou que não vai se posicionar pois não tem ciência da decisão.
Os recursos serão destinados ao pagamento dos prestadores de serviços credenciados ao Servir. Para viabilizar a liberação dos valores por meio de alvarás e ordens de pagamento, o governo estadual terá o prazo improrrogável de 72 horas para comprovar o cumprimento do cronograma financeiro pactuado com as entidades de saúde.
Além disso, o governo deverá apresentar um demonstrativo detalhado e individualizado das faturas vencidas e auditadas de cada clínica, hospital e laboratório, com informações sobre os valores faturados, auditados e os saldos líquidos a receber.
Segundo a decisão, a liberação dos recursos aos prestadores ficará condicionada à comprovação de que eles estão oferecendo atendimento integral aos beneficiários.
A Justiça também determinou a intimação, em caráter de urgência, do Sindicato dos Hospitais e de toda a rede privada credenciada. Pela ordem judicial, os estabelecimentos deverão manter ou restabelecer integralmente os atendimentos aos usuários do Servir, sem suspender, restringir ou recusar serviços sob a justificativa de atraso nos pagamentos pelo Estado.
A determinação abrange:
Consultas médicas; Exames diagnósticos e laboratoriais; Internações; Cirurgias eletivas e de urgência.
Em caso de descumprimento, os responsáveis poderão sofrer medidas sancionatórias e responder civil e administrativamente.
Na decisão, o juiz destacou que o plano atende mais de 80 mil servidores públicos e dependentes, que contribuem mensalmente com descontos em folha de pagamento. Para o magistrado, esses beneficiários não podem ter o direito à saúde prejudicado em razão de impasses financeiros entre o Estado e as empresas credenciadas.
A Defensoria Pública havia solicitado a aplicação imediata de uma multa diária de R$ 100 mil contra o Estado, limitada a R$ 3 milhões. O juiz, entretanto, indeferiu a execução da penalidade neste momento, sob o argumento de que o bloqueio de recursos públicos é uma medida mais direta e eficaz para garantir o pagamento dos prestadores e a continuidade dos atendimentos.
Representantes do Sindesto, do Sindicato dos Médicos do Estado do Tocantins (Simed-TO) e da Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas (Coopanest) anunciaram a suspensão por tempo indeterminado de novos atendimentos eletivos a partir desta quinta (5).
As entidades afirmaram que o Estado acumulou uma dívida de cerca de R$ 274 milhões ao longo de cinco meses, envolvendo cerca de 60 empresas prestadoras que atendem tanto o Servir quanto a rede complementar do SUS. Segundo apuração da TV Anhanguera, os estabelecimentos realizam, juntos, cerca de 45 mil atendimentos mensais.
Antes da decisão judicial, as Secretarias de Estado da Saúde (SES-TO) e da Administração (Secad) informaram em nota que não haviam sido comunicadas oficialmente sobre a suspensão e que trabalhavam na regularização dos repasses acordados com a rede credenciada.
A gestão estadual também ressaltou que os contratos do Servir exigem comunicação prévia de 15 dias antes de eventuais interrupções no serviço.
AI outlook — possibilities, not facts
O governo do Tocantins deverá comprovar o cumprimento do cronograma financeiro pactuado com as entidades de saúde dentro do prazo improrrogável de 72 horas.
Very likely · Within days
Hospitais, clínicas e laboratórios credenciados retomarão e manterão os atendimentos aos beneficiários do Servir.
Likely · Within days

The president of the STF, Edson Fachin, maintained the arrest of Fabiano Zettel, brother-in-law of Daniel Vorcaro, and asked the PGR to comment on requests for freedom from several people investigated in the Master case, including the former banker, his father and his cousin. Fachin also ordered the Nelson Hungary Penitentiary Complex to report within three days on Henrique Vorcaro's health status.

The São Paulo Court of Justice ordered Meta to delete advertisements that improperly use the image of singer Zezé within 48 hours of the subpoena, in addition to providing access records to identify those responsible for the posts, which would be scams and not bets.

The Federal Court suspended oil and gas exploration contracts in 11 municipalities in Amazonas and one in Pará. The measure requires prior consultation with indigenous peoples and traditional communities, affecting companies such as Atem and Eneva in the Amazon Basin.

Minister Dino of the STF analyzes requests from the Union of Catholic Jurists of São Paulo, the Brazilian Institute of Law and Religion and the CNBB to annul the votes of Barroso and Rosa Weber on the decriminalization of abortion in the first 12 weeks of pregnancy, questioning the regularity of the extraordinary virtual session on October 17, 2025.

The Court of Justice of Minas Gerais opened an investigation against judge Roberto Apolinário de Castro after he published photos holding a Taurus .40 carbine on Instagram on October 27. The case remains confidential, but the magistrate was not removed and continues to act normally.

The TRF-1 unanimously maintained the decision that rejected administrative improbity action against former federal judge Raphael Casella de Almeida Carvalho, target of five CNJ cases in 2022. The MPF pointed out an unproven increase of R$236,700 in the judge's assets in 2014.