Lula afirma que cargo de ministro do STF é um "sacerdócio" e nega proteção ao filho
Presidente comentou sobre conduta de magistrados e investigações envolvendo seu filho durante campanha em Curitiba
Quick Look
- Em campanha em Curitiba, o presidente Lula declarou que o cargo de ministro do STF exige conduta exemplar e não deve ser usado para enriquecimento.
- O presidente também afirmou que não protegerá seu filho, Fábio Luís, caso este tenha cometido erros.
AI-generated summary
Why It Matters
Fábio Luís Lula da Silva é investigado por suspeitas de corrupção e tráfico de influência. Ministros do STF enfrentam escrutínio público devido a revelações sobre trocas de mensagens e contratos advocatícios.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, afirmou neste sábado (12) que ninguém pode ser ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) para ficar rico. Para ele, o cargo equivale a um "sacerdócio", ou seja, com dignidade - exercida pelos ministros sagrados de um culto religioso.
Durante campanha em Curitiba (PR), o Lula repetiu que seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, investigado em inquérito que apura suspeitas de corrupção e tráfico de influência em uma tentativa de obter um contrato com o Ministério da Saúde para fornecer medicamentos à base de canabidiol ao SUS, não será protegido.
"Ele [Lulinha] nasceu para fazer as coisas certas e eu acredito na inocência dele. Mas se ele cometeu um erro, ele terá de pagar pelo erro que cometeu. Isso vale pra mim, isso vale pro meu filho, isso vale para qualquer ministro da suprema corte. Ninguém pode ser ministro da suprema corte para ficar rico, aquilo é um sacerdócio. As pessoas têm que se dedicar. Porque é a corte suprema, quando ela toma uma decisão, ninguém pode mudar. As pessoas têm de ter um padrão de comportamento acima da média da sociedade", disse Lula.
No início deste mês, foi revelado que trocas de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro indicam, entre outros pontos, que ambos discutiam a possibilidade de a Polícia Federal (PF) deflagrar uma operação que teria o ex-banqueiro como alvo.
Registros digitais e metadados de arquivos obtidos em investigações também apontam que Moraes atuou na edição de um contrato de prestação de serviços advocatícios no valor de cerca de R$ 130 milhões celebrado entre o escritório de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, e o empresário Daniel Vorcaro, do Master.
Já o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, responsável pela investigação do caso Master, informou no começo deste mês que decidiu deixar a sociedade do Instituto Iter, instituição criada em 2024 e voltada para atividades educacionais e acadêmicas. Ele afirmou que cederá a totalidade de suas cotas e também as da esposa, "sem qualquer contrapartida financeira". Mendonça declarou que nunca obteve lucro com a entidade.
Open Questions
- Quais serão os desdobramentos das investigações sobre o caso Master?
- Haverá novas provas sobre a conduta do ministro Alexandre de Moraes?






