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Pesquisas estaduais divulgadas mostram a evolução das intenções de voto para a eleição presidencial de 2026 em três estados do Sudeste brasileiro: Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.
A recuperação de Lula (PT) no Sudeste, sinalizada pela pesquisa nacional Quaest de 21 de setembro, ganha contornos mais claros nos levantamentos estaduais divulgados nesta quarta-feira (23).
Minas Gerais e São Paulo mostram oscilação positiva do presidente no segundo turno e na avaliação do governo. O Rio de Janeiro segue em outra direção, com ampliação da vantagem de Flávio Bolsonaro (PL). O Sudeste se movimenta, mas não em bloco.
Minas oferece a síntese mais importante. No início do mês, Flávio havia passado numericamente à frente no segundo turno, com 40% contra 37% de Lula. Agora, o presidente chega a 40%, enquanto o adversário mantém o mesmo percentual. Se o estado continua funcionando como termômetro brasileiro, a temperatura é de uma eleição aberta e numericamente empatada.
No primeiro turno mineiro, os dois candidatos avançam. Lula passa de 31% para 35%; Flávio, de 27% para 30%. A soma dos dois cresce de 58% para 65%, enquanto Augusto Cury (Avante) recua de 8% para 5% e Romeu Zema (Novo), ex-governador do estado, de 6% para 2%. Os indecisos caem de 15% para 13%.
O movimento sugere concentração das preferências nos dois principais competidores, embora a pesquisa não permita afirmar que foram exatamente os eleitores desses candidatos que migraram.
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A avaliação do governo reforça o sinal de recuperação em Minas Gerais. Na comparação com agosto, a aprovação sobe de 41% para 44%, e a desaprovação recua de 52% para 49%. O saldo continua negativo, mas a distância entre os dois indicadores cai de 11 para 5 pontos.
Em São Paulo, a melhora de Lula aparece com mais clareza na simulação de segundo turno. O presidente passa de 33% para 36%, enquanto Flávio oscila de 41% para 42%. A vantagem do senador diminui de oito para seis pontos. Flávio continua à frente no maior colégio eleitoral do país, mas Lula reduz sua desvantagem.
Essa melhora não se reproduz da mesma forma no primeiro turno paulista. Flávio avança de 31% para 34%; Lula, de 30% para 31%. Cury tem 7%, Caiado (PSD), 4%, Renan Santos (Missão), 3%, e Zema, 1%.
Na avaliação do governo, em relação a agosto, a aprovação de Lula passa de 37% para 40%, e a desaprovação cai de 58% para 55%. Há alívio para o presidente, mas ainda dentro de um ambiente majoritariamente desfavorável.
Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) — Foto: Ricardo Stuckert e Vittor Sales
O Rio impõe um limite à leitura de recuperação regional. No primeiro turno, Flávio passa de 34% para 37%, enquanto Lula oscila de 32% para 30%. No segundo, o senador vai de 43% para 44%, e o presidente, de 37% para 36%. A distância aumenta de seis para oito pontos. A avaliação do governo também piora numericamente: ante agosto, a aprovação recua de 40% para 37%, e a desaprovação sobe de 51% para 56%.
As variações precisam ser lidas à luz das margens de erro: dois pontos em São Paulo e três em Minas e no Rio. O conjunto dos indicadores permite identificar sinais e diferenças regionais, sem transformar cada oscilação em uma mudança consolidada.
Há, porém, um movimento comum aos três estados: as escolhas estão se tornando mais firmes. Entre os eleitores que indicam um candidato, a proporção dos que consideram o voto definitivo passa de 71% para 81% em Minas, de 74% para 80% em São Paulo e de 77% para 82% no Rio.
A eleição entra na fase em que convencer alguém a mudar se torna mais difícil, e mobilizar quem já escolheu ganha importância.
É nesse cenário que três fatores podem fazer diferença:
O primeiro é o engajamento: transformar preferência em comparecimento. A campanha vitoriosa provavelmente vai ser, como tenho dito desde o começo desta eleição, a que tirar o eleitor de casa.
O segundo é o voto útil de quem hoje escolhe Cury, Caiado, Renan ou Zema. Esses quatro candidatos ainda somam 13% em Minas e 15% em São Paulo. Parte desse eleitorado poderá fazer um cálculo estratégico na reta final, aumentando a polarização. Mas não há transferência automática nem destino único para esses votos.
O terceiro é o debate da Globo, na próxima semana, em horário nobre. Num momento de maior atenção e de escolhas ainda em consolidação, o confronto pode reforçar convicções, mobilizar apoiadores e influenciar quem ainda considera mudar.
A recuperação de Lula em Minas e São Paulo preserva a competitividade da disputa. A vantagem de Flávio no Rio mostra os limites dessa reação. E Minas, com 40% para cada lado no segundo turno, deixa o recado: a eleição permanece aberta. O que acontecer na reta final pode definir de que lado esse equilíbrio será rompido.
AI outlook — possibilities, not facts
O debate da Globo na próxima semana influenciará as intenções de voto, especialmente entre eleitores ainda em consolidação de escolha.
Likely · Within days
Parte do eleitorado dos candidatos menores (Cury, Caiado, Renan, Zema) fará voto útil na reta final, aumentando a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Possible · Within weeks

The first round of municipal elections will be on October 4th and the second on the 25th of the same month. The campaign agenda of candidates Alexandre Kalil, Cleitinho Azevedo, Flávio Roscoe, Gabriel Azevedo, Henrique Areas, Mateus Simões, Patrus Ananias, Túlio Lopes and Rafael Duda was released in alphabetical order, detailing activities in several cities in Minas Gerais this Wednesday (23).

Candidate highlights the need for income for milk producers in Patos de Minas, proposes bringing Emater assistance and Epamig research closer to the properties and suggests using the railway to reduce transportation costs for agricultural production.

Alan Rick (Republicans) gave an interview to CBN Amazônia Rio Branco and participated in a meeting with a candidate for state deputy, visited the Frei Paolino Baldassari bridge and went hiking and motorcycling in Sena Madureira. Mailza Assis (PP) met with fishermen in the Cadeia Velha neighborhood, participated in an event with supporters at Mocinha Magalhães and recorded an electoral program, stating that she intends to strengthen actions for fishermen and families who make a living from the activity in the state.

The Workers' Party (PT) presented a petition to the Superior Electoral Court (TSE) requesting that the investigation into campaign financing include situations of possible foreign influence in Flávio Bolsonaro's candidacy for President, citing Rockbridge Network, paid advertising abroad on X and content from Brasil Paralelo and Estúdio Quinto Elemento passed on to Academia da Direita.

Live on social media, senator Flávio Bolsonaro presented the SOS Brasil program, which foresees alliances with the private sector to generate revenue and pay public debts, including leaving the sharing of oil for concession, sale of Union debts and management of federal properties. He estimated the fund at R$3 trillion and stated that part of it will be used to reduce government debt and lower the Selic rate. He criticized Lula's speech at the UN and promised that Brazil will join the Shield of the Americas, a coalition led by the USA, if elected in October.
Candidate Hana participated in a walk at the Ver-o-Peso complex, in Belém, where she presented proposals for the tourism sector, including the integration of the Port of Outeiro into the Amazon route, expansion of international flights and modernization of the tourist police, with the aim of generating employment and income for the population of Pará.