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Margarida dança com vassoura durante coleta de lixo em cemitério de Rio Branco e vídeo viraliza
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G12 days agoHuman_interest3 min readBrazilView translation

Margarida dança com vassoura durante coleta de lixo em cemitério de Rio Branco e vídeo viraliza

Quick Look

  • Lucileide de Oliveira, de 50 anos, trabalhadora de limpeza urbana em Rio Branco, foi filmada dançando com uma vassoura enquanto trabalhava no Cemitério São João Batista.
  • O vídeo viralizou nas redes sociais, mostrando como ela usa o forró para amenizar o trabalho pesado e transmitir alegria a pedestres e motoristas, apesar de ter enfrentado perdas familiares recentes.

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Why It Matters

Lucileide de Oliveira trabalha há 18 anos com limpeza de cemitérios em Rio Branco, tendo atuado anteriormente no Cemitério Jardim da Saudade. Ela perdeu a mãe em 2019, a irmã em 2022 e o pai em 2023, todos sepultados em cemitérios onde ela trabalha ou trabalhou.

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Com alegria e muito gingado, a margarida Lucileide de Oliveira, de 50 anos, chamou a atenção de moradores e internautas ao ser filmada dançando com uma vassoura enquanto trabalhava na coleta de lixo em Rio Branco. O vídeo, gravado nesta sexta-feira (28) em frente ao Cemitério São João Batista, viralizou nas redes e arrancou elogios pela animação da trabalhadora. (Veja vídeo acima)

Com uma vassoura na mão, o celular na outra e uma caixinha de som em um dos braços, Leide dança sozinha na calçada com muita alegria. A cena, claro, não passou despercebida por motoristas e pedestres que passavam na Rua Rio de Janeiro, na capital.

Ao g1, a margarida, como são chamas as mulheres que trabalham com limpeza urbana, contou que essa não é a primeira vez que ela dança no trabalho. O hit escolhido foi a banda brasiliense Forró Boys e ela disse que costuma colocar as músicas para tocar e assim, amenizar o trabalho pesado diário.

"Eu faço isso todo dia pois sou bem inspirada. Nesta sexta minha amiga me trouxe uma caixinha de som e eu quis ouvir um pouco mais. A Minha família é toda do forró e todos gostam de dançar. Desde pequena eu também danço e sempre fui a mais animada nas festas", contou.

📲O vídeo da trabalhadora dançando já ultrapassou 32 mil visualizações e conta com mais de 200 comentários em uma das páginas. Leide, como é conhecida, é mãe de três filhos já adultos e explica que no trabalho alterna a limpeza das áreas internas e externas do cemitério com momentos de descontração.

Lucileide escuta forró no celular para suavizar o trabalho pesado — Foto: Arquivo pessoal

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"Já trabalho há 18 anos com a limpeza de cemitérios e antes de vim pro São João Batista, já trabalhava no Cemitério Jardim da Saudade [Bairro Tancredo Neves]. Embora não me considere assim aquelas dançarinas, sempre gostei de aprender e até já frequentei aulas de forró", afirma.

Nos comentários, internautas elogiaram o alto astral da profissional. "Que a felicidade continue com você sempre assim feliz e alegre", disse um seguidor. "Gente feliz é maravilhoso ate transmite essa energia boa", escreveu uma mulher.

Lucileide relata que motoristas e pedestres buzinam e acenam ao vê-la, ajudando a transmitir alegria — Foto: Arquivo pessoal

🧹Rotina

O ditado 'quem vê close, não vê corre', procede na vida da margarida. Leide começa a trabalhar às 7h e segue até as 11h, tem duas horas de almoço e volta às 13h. O expediente só encerra às 16h. Mesmo com o trabalho pesado e o sol forte da capital acreana, ela tenta manter o bom humor.

Para ela, mais do que uma brincadeira, o momento representa uma escolha pessoal de voltar a sorrir e compartilhar a alegria com outras pessoas. "É trabalhar com alegria e não é porque é sexta-feira não, viu? Eu começo [alegria e danças] já na segunda, quarta e principalmente sexta", brincou.

A trabalhadora afirma que a vassoura, portanto, acaba virando também um instrumento para a dança. Leide acredita que a animação acaba contagiando colegas e pessoas que passam pelo local. "Acabo animando todos, aí outra pessoa vai lá e começa também. É importante para mim", contou.

💃Transmitir alegria

Durante o trabalho, ela diz que também percebe a reação das pessoas que passam pela rua. Segundo a margarida, motoristas e pedestres costumam buzinar e acenar quando a veem dançando e depois que o vídeo começou a circular, ela descobriu que é sucesso na internet há algum tempo.

"Eu não imaginava que alguém tivesse me filmando, foi surpresa, é tanto que, nos primeiros dias, eu tinha um pouco de receio, mas aí comecei a me soltar, a dançar e achei legal. As pessoas sorriem, buzinam e eu vi que estava transmitindo para eles uma alegria", relatou.

Apesar da surpresa, ela conta que a fama nas redes não a incomoda e nem atrapalha o trabalho. Ela destaca que continua cumprindo as tarefas de limpeza normalmente. Para Leide, a reação das pessoas reforça a ideia de que pequenos gestos podem melhorar o dia de quem passa pela rua.

"Quando vejo essas pessoas dando tchau, acenando, é muito importante para mim. Acho que, para mim, o que é ser feliz é isso. Quando alguém passa aqui [cemitério] e encontra uma pessoa que está muito feliz, acho que faz outra pessoa ficar feliz também", declarou.

🤍 Superação

Por trás da alegria que virou destaque nas redes sociais, Lucileide conta que já passou por um período difícil. Ela perdeu a mãe em 2019, a irmã em 2022 e o pai em 2023. Os três foram sepultados em cemitérios onde ela trabalha ou já trabalhou.

Segundo a margarida, as perdas contribuíram para um período de tristeza e depressão. Ela afirma, porém, que decidiu não deixar que esses momentos definissem sua rotina. "Eu vim de uns problemas que perdi muita gente que amo, mas resolvi deixar a dor para trás e me animar um pouquinho", diz.

A profissional de limpeza conta que sempre foi uma pessoa alegre, mas que precisou reencontrar esse lado depois das perdas. "Desde quando eu trabalhava no [cemitério] Jardim da Saudade, era animada, dançando, ouvindo música. Quem me conhece que sempre fui assim", completou.

Reveja os telejornais do Acre

Open Questions

  • A prefeitura de Rio Branco reconhece oficialmente essa prática de dançar durante o trabalho?
  • Há algum apoio institucional ou programa de bem-estar para trabalhadores de limpeza urbana na cidade?

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This article was originally published by G1.

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