
O Ministério Público de São Paulo moveu ação civil pública por improbidade administrativa contra o ex-prefeito de Agudos, Altair Francisco da Silva, por compras de medicamentos sem licitação que totalizaram R$ 3,1 milhões entre 2017 e 2020, com sobrepreço estimado em R$ 126 mil e custos judiciais de R$ 188 mil, pedindo ressarcimento de R$ 314.367,28 aos cofres públicos.
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O ex-prefeito Altair Francisco da Silva governou Agudos entre 2017 e 2020. Durante esse período, o Tribunal de Contas de São Paulo já havia emitido pareceres desfavoráveis sobre as contas do município, apontando irregularidades nas compras de remédios.
O Ministério Público moveu ação civil contra o ex-prefeito de Agudos Altair Francisco da Silva. A denúncia aponta compras de medicamentos sem licitação de R$ 3,1 milhões.
As aquisições ocorreram por acordos verbais com sobrepreço estimado em R$ 126 mil. Além disso, a falta de pagamento gerou custos extras judiciais de R$ 188 mil.
O Tribunal de Contas de São Paulo já havia emitido pareceres desfavoráveis ao ex-gestor. O Ministério Público pede o ressarcimento de R$ 314.367,28 aos cofres públicos.
MP move ação contra ex-prefeito de Agudos, Altair Francisco da Silva, por compras de R$ 3,1 milhões em remédios sem licitação — Foto: TV TEM/Reprodução
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) entrou com uma ação civil pública por improbidade administrativa contra o ex-prefeito de Agudos (SP), Altair Francisco da Silva, que governou o município entre 2017 e 2020.
A medida decorre de uma investigação que apontou centenas de compras de medicamentos feitas sem licitação e sem pesquisa prévia de preços na rede municipal de saúde. O g1 tenta contato com a defesa do ex-prefeito.
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De acordo com a 2ª Promotoria de Justiça de Agudos, as aquisições ocorreram por meio de acordos verbais e sem o procedimento formal de dispensa de licitação. Ao todo, a prefeitura realizou centenas de empenhos diretos que somaram mais de R$ 3,1 milhões ao longo da gestão.
A apuração aponta que várias dessas compras foram feitas por valores acima do preço de mercado. O sobrepreço estimado nas aquisições diretas gira em torno de R$ 126 mil.
Além do valor pago a mais pelos medicamentos, o Ministério Público destacou que a falta de planejamento fez com que a prefeitura deixasse de pagar parte dos fornecedores na data correta. Com o calote, as empresas entraram na Justiça contra o município.
As condenações judiciais geraram um custo extra de R$ 188 mil aos cofres públicos apenas com despesas do processo e honorários de advogados.
Segundo a Promotoria, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) alertou a prefeitura de forma recorrente sobre as irregularidades nas compras de remédios durante o mandato, emitindo pareceres desfavoráveis às contas do ex-gestor.
Prefeitura de Agudos (SP) — Foto: Prefeitura de Agudos/Reprodução
Com o processo, o Ministério Público busca a condenação do ex-prefeito e o ressarcimento de R$ 314.367,28 aos cofres da cidade, valor equivalente à soma do sobrepreço dos remédios com os prejuízos gerados pelas ações judiciais.
O g1 tenta contato com a defesa do ex-prefeito Altair Francisco da Silva, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
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O Ministério Público obterá condenação do ex-prefeito na ação por improbidade administrativa.
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