MP pede aumento de pena para Denis Cipriano após empurrar namorada de carro em movimento em Cajuru
Quick Look
- O Ministério Público de São Paulo recorreu da sentença que condenou Denis Cipriano de Carvalho Silva a três anos e seis meses por lesão corporal grave e descumprimento de medida protetiva contra Gabriele Gonçalves, pedindo aumento para seis anos e oito meses.
- O crime ocorreu em janeiro de 2025 em Cajuru, quando ele empurrou a namorada de um carro em movimento após agressões durante a Festa de São Sebastião.
- A defesa nega o recurso e pede absolvição ou redução da pena.
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Why It Matters
O caso envolve Denis Cipriano de Carvalho Silva e Gabriele Gonçalves, que namoravam há seis meses em Cajuru, SP. Em janeiro de 2025, após discussão durante a Festa de São Sebastião, Silva agrediu Gabriele, a obrigou a entrar no carro e a empurrou do veículo em movimento, causando lesões graves. O júri inicialmente considerou tentativa de feminicídio, mas reduziu para lesão corporal grave e descumprimento de medida protetiva, resultando em pena de três anos e seis meses em regime aberto.
Denis e Gabriele estavam juntos há seis meses em Cajuru, SP, quando crime aconteceu — Foto: Arquivo pessoal
O Ministério Público ajuizou um recurso esta semana para elevar a pena de prisão de Denis Cipriano de Carvalho Silva, condenado por empurrar a namorada Gabriele Gonçalves para fora de um carro em movimento, em Cajuru (SP), mas liberado após o julgamento.
Levado a júri inicialmente por tentativa de feminicídio, Silva acabou solto depois que os jurados concluíram que ele não teve intenção de matar e desclassificaram a acusação contra ele para lesão corporal grave e descumprimento de medida protetiva.
Com isso, a pena ficou estabelecida em três anos e seis meses, em regime aberto e inferior a quatro anos, o que o permitiu recorrer em liberdade.
No recurso apresentado ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o promotor Marco Thulio Gonçalves pede que Silva seja condenado a seis anos e oito meses.
Ele argumentou que o cálculo da pena, em primeira instância, partiu do mínimo de um em vez de dois anos de prisão, mesmo se tratando de lesão praticada no contexto de violência doméstica.
Além disso, segundo ele, a pena foi elevada em apenas um sexto mesmo havendo diferentes circunstâncias desfavoráveis, e mesmo com a própria sentença reconhecendo a gravidade e crueldade dos fatos.
Ao g1, o advogado de Silva, Mauricio Ferraz, informou que a decisão do júri corrigiu parcialmente uma imensa injustiça que o réu vinha sofrendo e que discorda integralmente do MP. Ele também informou que entrou com um recurso, pedindo a absolvição do acusado pelos dois delitos ou a redução das penas impostas.
"A pretensão de elevação das penas é despropositada, totalmente descabida. Evidentemente se pretende impor privação de liberdade ao acusado com a elevação das penas sob argumentos frágeis e que serão devidamente contrariados pela defesa", informou.
Empurrada de carro em movimento
As agressões contra Gabriele ocorreram em janeiro de 2025, na Rua Capitão José Ferreira Diniz, no Centro de Cajuru.
Segundo o Ministério Público, as investigações apontaram que o casal havia discutido durante a "Festa de São Sebastião", um tradicional evento da cidade, e Gabriele decidiu ir embora a pé para casa, mas o namorado foi atrás dela até encontrá-la.
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De acordo com a Promotoria, além de ter sido atingida com um soco no olho, a mulher foi puxada pelos cabelos e obrigada a entrar no carro dele, onde continuou sendo agredida.
A vítima relatou que, para tentar se livrar das agressões, tentou sair do veículo, mas percebeu que não conseguiria porque ele estava em movimento. Ela passou a gritar por socorro até chamar a atenção de pessoas na rua.
Segundo Gabriele, após várias tentativas, ela conseguiu abrir a porta do automóvel e acabou sendo jogada para fora pelo namorado.
A Promotoria registrou na denúncia que, após ser arremessada do veículo em movimento, Gabriele chegou a ser arrastada por alguns metros pelo carro do agressor, porque o pé havia ficado preso no banco do automóvel.
Em seguida, segundo o MP, o suspeito parou o carro, desceu e segurou a namorada de modo agressivo.
Gabriele foi socorrida com a ajuda de testemunhas e levada inicialmente para a Santa Casa de Cajuru, de onde foi transferida para o Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto devido à gravidade das lesões.
A comerciante Gabriele Carolina Gonçalves foi vítima de tentativa de feminicídio em Cajuru, SP — Foto: Aurélio Sal/EPTV
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What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
O TJ-SP manterá a pena atual ou aplicará aumento moderado, mas não o valor integral pedido pelo MP.
Likely · Within months
A defesa de Denis Cipriano conseguirá reduzir a pena em grau de recurso ou por meio de benefícios penais.
Possible · Within months
Open Questions
- Qual será a decisão do TJ-SP sobre o recurso do MP?
- A defesa conseguirá reduzir ou anular a pena imposta?
- Gabriele Gonçalves terá sequelas permanentes das lesões sofridas?
- Houve histórico anterior de violência no relacionamento?







