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BackO que se sabe e o que falta saber sobre o caso de jovem morto com 27 tiros por PMs após celular ser confundido com arma em SP
O que se sabe e o que falta saber sobre o caso de jovem morto com 27 tiros por PMs após celular ser confundido com arma em SP
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G158 minutes agoCrime3 min readBrazil

O que se sabe e o que falta saber sobre o caso de jovem morto com 27 tiros por PMs após celular ser confundido com arma em SP

Quick Look

  • Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, foi morto por policiais militares em Moema, Zona Sul de São Paulo, após ser confundido ao portar um celular.
  • Quatro PMs dispararam 45 vezes, atingindo-o com pelo menos 27 tiros.
  • O jovem não tinha antecedentes criminais e fazia tratamento psiquiátrico.

AI-generated summary

Why It Matters

Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, morava com a mãe e irmãs, enfrentava dependência química e fazia tratamento psiquiátrico com antidepressivos desde o ano passado, sem antecedentes criminais. Foi abordado por policiais militares após chamado sobre suposto surto e ameaça de suicídio.

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Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, foi morto por policiais militares no sábado (10), em São Paulo. O jovem foi atingido por pelo menos 27 disparos.

Os policiais militares foram acionados para conter um homem em surto. Durante a abordagem, eles confundiram o aparelho celular da vítima com uma arma de fogo.

Ao todo, 4 policiais militares efetuaram 45 disparos contra Gustavo na Zona Sul paulista. O jovem não tinha antecedentes criminais e fazia tratamento psiquiátrico desde o ano passado.

A Polícia Civil apreendeu as 4 pistolas, o celular e as câmeras corporais dos agentes. O caso é investigado como morte decorrente de intervenção policial.

Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, foi morto a tiros por policiais militares na madrugada de sábado (10), em Moema, na Zona Sul de São Paulo. Segundo o boletim de ocorrência, quatro PMs dispararam 45 vezes durante a abordagem. A vítima foi atingida por pelo menos 27 disparos.

Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, o objeto que os policiais disseram ter confundido com uma arma era um celular, encontrado pela perícia ao lado do corpo. O jovem não tinha antecedentes criminais e fazia tratamento psiquiátrico desde o ano passado.

A Polícia Militar foi acionada por volta das 2h35, depois que o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) recebeu um chamado sobre um homem que estaria transtornado e ameaçava tirar a própria vida.

As quatro armas usadas pelos agentes, o celular de Gustavo e as imagens das câmeras corporais que registraram a ação foram apreendidos. As circunstâncias da morte são investigadas pelas polícias Civil e Militar.

Veja o que se sabe e o que falta esclarecer sobre o caso:

Gustavo Munis de Santana foi morto com 27 tiros disparado por policiais militares em SP. — Foto: Reprodução

Por que a PM foi acionada?

O Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) recebeu, por volta das 2h35, a informação de que um homem estaria em surto e ameaçava tirar a própria vida nas imediações da Avenida Moreira Guimarães.

Os policiais foram enviados à região para atender ao chamado.

O que aconteceu durante a abordagem?

Segundo o boletim de ocorrência, Gustavo correu ao avistar os policiais, passou por uma passarela em direção à Alameda dos Guaramomis e tentou se esconder no recuo de um imóvel comercial.

De acordo com a versão apresentada pelos PMs, o jovem saiu posteriormente de uma área escura e estendeu os braços na direção dos agentes enquanto segurava um objeto. Os policiais disseram ter interpretado o movimento como uma ameaça com arma de fogo e dispararam.

O objeto era um celular Samsung, encontrado pela perícia ao lado do corpo.

A morte foi constatada no local por uma equipe de socorro.

Quantos disparos os policiais fizeram?

Os quatro policiais militares que atiraram fizeram, juntos, 45 disparos com pistolas calibre .40, segundo o boletim de ocorrência. A quantidade atribuída a cada agente foi informada pelos próprios policiais:

Soldado Gomes: 14 disparos;

Soldado Sales: 13 disparos;

Soldado França: 12 disparos;

Sargento Macedo: 6 disparos.

Outros quatro policiais que estavam em viaturas de apoio não dispararam, segundo o registro.

A perícia identificou quatro pontos de concentração de cápsulas de munição calibre .40 e recolheu 44 cápsulas. Também foram encontrados 13 fragmentos de projéteis.

Quantos tiros atingiram Gustavo?

A perícia constatou pelo menos 27 ferimentos provocados por disparos de arma de fogo no corpo de Gustavo.

As lesões foram identificadas em diferentes partes do corpo, incluindo crânio, maxilar, queixo, traqueia, tórax, escápula, axilas, flancos, pelve, braços, mãos e pernas.

O laudo definitivo sobre as lesões ainda será elaborado pelo Instituto Médico Legal (IML).

Quem era Gustavo Munis de Santana?

Gustavo tinha 20 anos e morava com a mãe e as irmãs, segundo familiares ouvidos pelos investigadores.

Os parentes relataram que o jovem enfrentava dependência química, fazia tratamento psiquiátrico e tomava antidepressivos desde o ano passado.

A Polícia Civil informou que ele não tinha antecedentes criminais.

Por que os policiais fizeram 45 disparos?

O boletim de ocorrência registra a quantidade de disparos atribuída a cada policial e apresenta a versão dos agentes para o momento em que abriram fogo. Ainda é preciso esclarecer, no entanto, toda a dinâmica da ação e as circunstâncias em que os 45 tiros foram disparados.

A conduta dos policiais será investigada pelas polícias Civil e Militar. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), um Inquérito Policial Militar (IPM) vai apurar a atuação dos agentes.

O que mostram as câmeras corporais?

Segundo o boletim, uma visualização preliminar das imagens das câmeras corporais registrou o momento em que Gustavo saiu de uma área escura e estendeu os braços na direção dos policiais.

A íntegra das gravações foi requisitada pelo delegado responsável pelo inquérito e ainda será analisada durante a investigação.

O exame completo das imagens poderá ajudar a esclarecer a sequência dos acontecimentos, o que ocorreu antes dos disparos e as circunstâncias da abordagem.

O que as perícias ainda precisam esclarecer?

As quatro pistolas utilizadas pelos policiais foram apreendidas pela Polícia Civil para exames balísticos. O celular encontrado ao lado do corpo e as imagens das câmeras corporais também foram apreendidos e serão periciados.

O IML ainda deverá concluir o laudo sobre as lesões no corpo de Gustavo. Os exames e a análise das gravações deverão integrar a investigação sobre as circunstâncias da morte.

O caso foi registrado no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) como resistência e morte decorrente de intervenção policial.

What to Watch

AI outlook — possibilities, not facts

  • O Inquérito Policial Militar (IPM) indicará responsabilização dos quatro policiais militares envolvidos no caso.

    Likely · Within months

  • O laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmará que os 27 disparos foram a causa direta da morte.

    Very likely · Within weeks

  • As imagens das câmeras corporais serão divulgadas parcialmente durante o inquérito, gerando novo debate público sobre o uso da força.

    Possible · Within months

Open Questions

  • Qual foi a sequência exata dos disparos e os ângulos de tiro?
  • Por que os policiais confundiram um celular com uma arma de fogo em condições de baixa iluminação?
  • As câmeras corporais mostraram se Gustavo apontou o celular ou fez algum movimento ameaçador?
  • Houve tentativa de contenção não letal antes do uso de força letal?

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This article was originally published by G1.

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