Breaking
DENorway seizes Russian ship off SvalbardTRDrone attack on oil depot in TripoliINNBA Penalizes LA Clippers for Salary Cap Circumvention in Kawhi Leonard DealAUAFL Qualifying Final: Hawthorn vs Fremantle Live CoverageBRMega-Sena draws a prize of R$ 41 million this ThursdayGLOBALGloria Steinem, face of the women's liberation movement, dies at 92CNRussia announces closure of Goethe-Institut in response to Germany closing 'Russia House'SECity hall in security measure after threatening incidentGLOBALMore than 80 feared dead after migrant boat adrift in Atlantic for 27 daysCNThe President of Palau calls on the Pacific Islands Forum to condemn China’s missile tests, and the Chinese Ministry of Foreign Affairs counterattacksDENorway seizes Russian ship off SvalbardTRDrone attack on oil depot in TripoliINNBA Penalizes LA Clippers for Salary Cap Circumvention in Kawhi Leonard DealAUAFL Qualifying Final: Hawthorn vs Fremantle Live CoverageBRMega-Sena draws a prize of R$ 41 million this ThursdayGLOBALGloria Steinem, face of the women's liberation movement, dies at 92CNRussia announces closure of Goethe-Institut in response to Germany closing 'Russia House'SECity hall in security measure after threatening incidentGLOBALMore than 80 feared dead after migrant boat adrift in Atlantic for 27 daysCNThe President of Palau calls on the Pacific Islands Forum to condemn China’s missile tests, and the Chinese Ministry of Foreign Affairs counterattacks
NewsgatherNewsgather
All StoriesWorldSportsFinanceTechScience
Sign In
All StoriesWorldSportsFinanceTechScienceHealthCultureClimatePoliticsSpace
NewsgatherNewsgather

Real-time global news intelligence. Curated by humans, powered by data.

Sections

All StoriesWorldSportsFinanceTechScience

More

HealthCultureClimatePoliticsSpace

Company

AboutEditorial StandardsAdvertisingCareersPressContact

©️ 2026 Newsgather. A product by All Software 24. All rights reserved.

Privacy PolicyCookie PolicyImprintTerms of UseContent and Editorial PolicyRemoval RequestAdvertising PolicyContact
Back|Os riscos da compra e uso sem receita de medicamentos para obesidade
Os riscos da compra e uso sem receita de medicamentos para obesidade
Health
G1·2 hours ago·Health·4 min read·🇧🇷Brazil

Os riscos da compra e uso sem receita de medicamentos para obesidade

Especialista alerta sobre o perigo do uso de análogos de GLP-1 comprados sem procedência e aplicados sem diagnóstico médico

Quick Look

O uso de medicamentos análogos de GLP-1 para emagrecimento sem receita, procedência ou acompanhamento médico tornou-se um problema de saúde pública, alertam especialistas sobre os riscos da automedicação e produtos falsificados.

AI-generated summary

Why It Matters

Os medicamentos análogos de GLP-1, como semaglutida e liraglutida, revolucionaram o tratamento da obesidade, mas sua alta eficácia tem gerado banalização e uso clandestino.

Font size

Os medicamentos análogos de GLP-1, como a semaglutida e a liraglutida, mudaram o tratamento da obesidade. O risco aparece quando eles são comprados sem receita ou procedência, e aplicados sem diagnóstico

Por Ricardo Victor Cohen

O uso de medicações para obesidade compradas pela internet ou importadas com procedência duvidosa e aplicadas por conta própria virou um problema de saúde pública. O alerta não é sobre uma determinada faixa etária.

Vale para o adulto que quer perder quatro quilos antes de uma festa; para o adolescente com questões inerentes à idade e, no extremo mais grave, para a criança obesa que recebe uma injeção sem nenhuma indicação.

O que une esses casos não é idade nem necessidade: é a ausência do que é necessário em qualquer tratamento seguro de saúde: diagnóstico, prescrição, procedência e acompanhamento.

Vale começar pelo entendimento do que esses remédios de fato são. Os análogos de GLP-1, como a semaglutida e a liraglutida, imitam um dos hormônios que o próprio corpo produz no intestino para estimular a produção de insulina.

A tirzepatida, mais recente, simula o GLP-1 e também o GIP (Peptídeo Insulinotrópico Dependente de Glicose), que tem função semelhante. Todas essas substâncias sintéticas reduzem o apetite, aumentam a saciedade e ajudam a controlar a ingestão alimentar. São tratamentos legítimos para uma doença crônica, a obesidade, que tem base biológica - não é uma questão de força de vontade.

Tratar a obesidade como fraqueza de caráter ou falta vaidade é parte do que nos trouxe até aqui. O estigma empurra as pessoas para soluções rápidas e escondidas, no contrabando ou pela internet, em vez de recorrerem ao cuidado de um profissional de saúde. Reconhecer a obesidade como doença é o que separa o uso responsável de remédios eficazes do improviso perigoso.

Em adultos, o programa de estudos STEP mostrou perda média de cerca de 15% do peso corporal com a semaglutida, e os estudos SURMOUNT chegaram a cerca de 20% com a tirzepatida. É um avanço real, e é justamente por serem eficazes que esses medicamentos merecem respeito, e não a sua banalização. Ser legítimo, no entanto, não significa que seu uso é livre e irrestrito.

Todo medicamento eficiente tem indicação, dose, contraindicação e efeitos adversos. E é exatamente isso que se perde quando uma substância assim vira produto de balcão.

Caixa de surpresas

O primeiro risco dos medicamentos adquiridos sem prescrição médica é o de não haver procedência. Uma medicação trazida na mala, sem registro na Anvisa e sem controle de transporte e armazenamento, não oferece segurança sobre o que há dentro dela.

A pessoa não sabe a dose real que aplica, nem se o frasco corresponde ao rótulo. O mesmo vale para versões manipuladas vendidas sem o devido controle: sem rastreabilidade, não há como assegurar dose nem pureza. Nenhum benefício justifica esse risco.

O segundo risco é a automedicação. Prescrever esses medicamentos exige um passo que a compra pela internet pula: o diagnóstico. É preciso avaliar se há de fato indicação, rastrear contraindicações, ajustar a dose de forma gradual e acompanhar a resposta.

O acompanhamento não termina na primeira receita: envolve reavaliar tolerância, resposta e manutenção ao longo do tempo. Sem isso, efeitos gastrointestinais como náusea e vômito ficam sem manejo, e condições que desaconselham o uso passam despercebidas.

Fora efeitos colaterais graves que podem aparecer, como pancreatites, infecções nos locais de punção ou sistêmicas e mesmo hipoglicemia severa, pela falta de controle na purificação da molécula ou maior concentração do princípio ativo do que está descrito no rótulo

É aqui que entra a indicação clínica, que existe e é mais estreita do que a propaganda sugere. Em adultos, a indicação formal é para obesidade associada a uma complicação relacionada ao peso e sempre acompanhada de mudanças no estilo de vida. Não é para quem quer perder alguns quilos por estética.

É oportuno fazer uma distinção que ajuda a entender quando tratar. O The Lancet Diabetes & Endocrinology, publicou, no início de 2025, um parecer que estabelece novas formas de diagnóstico para o tratamento da obesidade, separando os pacientes, de acordo com a gravidade da doença, em dois grupos: obesidade clínica e pré-clínica.

Na obesidade clínica, o excesso de gordura já compromete a função de órgãos e tecidos ou limita as atividades do dia a dia. É uma doença instalada, e tem indicação de tratamento imediato. Na obesidade pré-clínica, ainda não há essa disfunção, mas existe risco aumentado. Nesse caso, o acompanhamento médico é obrigatório, e o tratamento pode estar indicado dependendo do risco que aquele excesso de peso impõe à saúde da pessoa. Em nenhum dos cenários, porém, a resposta é um medicamento sem aprovação, comprado por conta própria.

Preocupação maior com crianças e adolescentes

Tratar mais cedo a obesidade, quando indicado, não é o mesmo que tratar sozinho. Também é importante falar um pouco sobre os mais jovens, que são alvo da preocupação dos pais. A partir dos 12 anos há uso aprovado e baseado em evidência: a liraglutida foi aprovada pela Anvisa para essa faixa, apoiada no estudo SCALE Teens, e a semaglutida 2,4 mg foi aprovada em 2023, com base nos estudos STEP TEENS.

A diretriz da Academia Americana de Pediatria de 2023 reconhece o uso de medicamentos quando indicado. Abaixo dos 12 anos há evidência inicial, como o estudo SCALE Kids, mas nenhum medicamento já foi aprovado. Ou seja, mesmo quando o tratamento tem lugar, ele é feito por especialista, com produto registrado e sob acompanhamento, o oposto da injeção comprada por conta própria.

Por isso insisto no que considero a mensagem principal, válida para qualquer idade: esses medicamentos não são solução estética nem atalho de emagrecimento rápido. Eles tratam uma doença. Usada sem um plano de tratamento que se sustente, a medicação tende a decepcionar e a expor a pessoa a efeitos adversos sem o benefício correspondente. E, como qualquer tratamento de qualquer outra doença, esses medicamentos dependem de diagnóstico, prescrição, produto com procedência e acompanhamento médico. Retirar qualquer um desses quatro elementos transforma um tratamento eficaz em risco desnecessário.

O debate público não deveria ser “medicação sim ou medicação não”. Deveria ser sobre garantir que quem precisa tenha acesso da forma certa, e que ninguém, de nenhuma idade, seja empurrado para a fronteira ou para o comércio clandestino por falta de orientação. Vejo com frequência o outro lado dessa história, o de quem tratou a obesidade tarde ou mal. Obesidade merece tratamento. E o tratamento merece um médico.

Ricardo Victor Cohen não presta consultoria, trabalha, possui ações ou recebe financiamento de qualquer empresa ou organização que poderia se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelou nenhum vínculo relevante além de seu cargo acadêmico.

Open Questions

  • ?Quais medidas as autoridades de saúde tomarão contra a venda ilegal?
  • ?Como conter o avanço da automedicação entre jovens?

Related Topics

People
Organizations
Topics
This article was originally published by G1.

Quick Look

O uso de medicamentos análogos de GLP-1 para emagrecimento sem receita, procedência ou acompanhamento médico tornou-se um problema de saúde pública, alertam especialistas sobre os riscos da automedicação e produtos falsificados.

AI-generated summary

Story signals

News tone
Negative
Emotional intensity
High
News value
High
Global impact
National
Follow-up likelihood
Likely
Relevance window
Weeks

Source & Reliability

Source
G1
Story type
Opinion
Source quality
Full
Published
2 hours ago
Last updated
2 hours ago

Related Stories

More on this topic
Singapura aposta em jovens para promover longevidade ativa
Health·1 hour ago

Singapura aposta em jovens para promover longevidade ativa

Singapura incluiu os jovens como prioridade em sua estratégia de longevidade ativa, inaugurando 'terceiros espaços' e lançando o Plano para a Juventude para combater a solidão e estimular conexões sociais.

G1
1 min read
Doença de Creutzfeldt-Jakob: a rápida evolução da condição rara em pacientes no Brasil
Health·1 hour ago

Doença de Creutzfeldt-Jakob: a rápida evolução da condição rara em pacientes no Brasil

Pacientes diagnosticados com a rara Doença de Creutzfeldt-Jakob enfrentam rápida degeneração cerebral e perda de funções vitais. Relatos de familiares em Mato Grosso do Sul destacam a ausência de cura e tratamento.

G1
4 min read
Novo tratamento de edição genética consegue controlar colesterol alto por até um ano
Developing·1 hour ago

Novo tratamento de edição genética consegue controlar colesterol alto por até um ano

Estudo preliminar revela que um tratamento de dose única com edição genética CRISPR conseguiu manter os níveis de colesterol LDL e triglicerídeos controlados por até um ano em 15 pacientes.

G1
4 min read
Miranir de Souza Dias morre após parada cardíaca durante exame em clínica de Brasília
Developing·14 hours ago

Miranir de Souza Dias morre após parada cardíaca durante exame em clínica de Brasília

Miranir de Souza Dias, de 59 anos, sofreu parada cardíaca durante exame na Clínica Endocare em Brasília, foi atendida pelo Corpo de Bombeiros e transferida entre hospitais públicos e particulares, mas morreu na terça-feira após não conseguir vaga em UTI. Família afirma que clínica estava fechada e médico responsável não foi localizado.

G1
1 min read
Mulher de 55 anos aguarda há mais de 17 horas em ambulância por leito na Santa Casa de Ribeirão Preto
Developing·17 hours ago

Mulher de 55 anos aguarda há mais de 17 horas em ambulância por leito na Santa Casa de Ribeirão Preto

Uma mulher de 55 anos com suspeita de AVC e em tratamento de pneumonia aguarda há mais de 17 horas dentro de uma ambulância na área externa da Santa Casa de Ribeirão Preto por um leito de internação. A família afirma que não há previsão de liberação e que outros pacientes estão na mesma situação. O hospital diz que sua capacidade está totalmente ocupada e a Secretaria Municipal da Saúde informou que a paciente foi encaminhada ao Hospital Santa Lydia, mas a transferência não foi concluída até a última atualização.

G1
2 min read
Homem passa mal durante mutirão de catarata em Teresina; pacientes relatam desorganização
Developing·22 hours ago

Homem passa mal durante mutirão de catarata em Teresina; pacientes relatam desorganização

Um homem de 56 anos passou mal enquanto aguardava atendimento no mutirão de catarata na UBS Parque Piauí, em Teresina, e precisou ser socorrido pelo Samu. Pacientes denunciaram desorganização, com computadores ainda sendo instalados e senhas não distribuídas. A FMS atribuiu o atraso a um problema pontual da equipe do HVisão e afirmou que a situação está sendo regularizada.

G1
2 min read
More on this topic
obesidade
glp-1
semaglutida
obesidade
Ricardo Victor Cohen
Anvisa
The Lancet Diabetes & Endocrinology
Academia Americana de Pediatria
glp-1
semaglutida
tirzepatida
saúde pública
automedicação
obesidade
obesidade