
A Polícia Militar informou que registrou cinco ocorrências de roubo ou furto na estação Duque de Caxias nos meses de julho e agosto.
Passageiros da TrensRJ relatam aumento de roubos e agressões físicas em trens e estações do Rio de Janeiro desde agosto, com casos concentrados à noite.
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A TrensRJ assumiu a operação dos trens urbanos do Rio de Janeiro há pouco mais de dois meses.
Passageiros da TrensRJ relatam aumento de roubos em vagões e estações desde o início de agosto. Vítimas relatam agressões físicas durante os crimes no Rio de Janeiro.
Uma passageira foi agredida na cabeça durante assalto no dia 5 de agosto. O crime ocorreu no ramal Gramacho perto de Duque de Caxias.
Outros assaltos ocorreram na semana passada, incluindo um passageiro agredido na quarta-feira (12). Os crimes também acontecem na hora da volta para casa.
A TrensRJ informou que os crimes se concentram entre 19h e 23h. A Polícia Militar prometeu intensificar o policiamento na estação Duque de Caxias.
Passageiros do sistema ferroviário do Rio de Janeiro, que é operado pela TrensRJ, relatam um aumento de roubos dentro de vagões e em estações desde o início do mês de agosto.
A Polícia Militar confirmou o registro de cinco ocorrências de roubo ou furto na estação Duque de Caxias nos meses de julho e agosto. A TrensRJ afirma ter identificado uma maior concentração de casos entre 19h e 23h.
Uma mulher que foi assaltada em Duque de Caxias contou ao g1 que foi agredida durante o crime.
A passageira relatou que foi assaltada na noite do dia 5 de agosto, dentro de um trem do ramal Gramacho, na altura da estação Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo ela, o crime aconteceu por volta das 21h, quando o trem seguia em direção à Central do Brasil.
A vítima contou que estava sozinha em um dos vagões, praticamente vazio, quando seis jovens entraram e foram diretamente até ela. Segundo o relato, a maioria aparentava ser menor de idade e apenas um deles aparentava ter cerca de 20 anos.
Os seis exigiram o celular e, em seguida, um dos suspeitos mostrou o que aparentava ser uma arma. Com medo, a vítima entregou o aparelho.
Ela contou que desconfiou que a arma poderia ser falsa e tentou recuperar o celular. Nesse momento, segundo o relato, o ladrão bateu com a arma em sua cabeça.
Segundo ela, o celular foi posteriormente rastreado e o sinal apareceu na região do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio. A passageira também afirmou que havia homens em outros vagões, mas que o grupo não teria abordado esses passageiros.
O g1 conversou com testemunhas de roubos e identificou pelo menos quatro casos entre quarta (12) e sexta-feira (14) da semana passada. Um homem também foi agredido com coronhadas na quarta ao se recusar a entregar uma mochila na altura de São Cristóvão, no sentido Central do Brasil.
Os relatos apontam que os roubos também acontecem no sentido Gramacho, na hora da volta para casa.
A Polícia Militar informou que registrou cinco ocorrências de roubo ou furto na estação Duque de Caxias nos meses de julho e agosto. Segundo a corporação, não houve registro de arrastão no local.
Em nota, a corporação disse que o Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer) realiza diariamente ações preventivas no sistema ferroviário, incluindo as operações "Vagão Feminino" e "Parada Programada", voltadas à segurança dos passageiros e à prevenção de roubos e furtos em trens e estações.
A PM informou que o policiamento será intensificado na estação Duque de Caxias e que, em São Cristóvão, o GPFer mantém policiamento ostensivo de segunda a sexta-feira, das 18h às 23h, além de realizar operações preventivas sem horário previamente divulgado.
A TrensRJ, que assumiu a operação dos trens urbanos há pouco mais de dois meses, afirmou que vem intensificando o diálogo com as forças de segurança e utilizando dados das ocorrências para subsidiar o trabalho policial.
Segundo a empresa, a maior concentração de casos de roubos e furtos contra passageiros ocorre entre 19h e 23h.
A TrensRJ informou ainda que as estações Sampaio, São Francisco Xavier, Riachuelo, Engenho Novo e Silva Freire estão entre os pontos que apresentam maior recorrência de casos.
De acordo com a empresa, os registros analisados mostram diferentes formas de atuação dos criminosos, desde furtos rápidos e roubos dentro dos trens até ações em grupo. As informações são reunidas em relatórios e compartilhadas com as forças de segurança.
A empresa ressaltou que seus agentes de segurança não têm poder de polícia e que a segurança pública é responsabilidade dos órgãos competentes. A TrensRJ afirmou que cabe à permissionária monitorar o sistema, prestar apoio aos passageiros e funcionários e acionar as autoridades policiais.
A orientação da empresa é que, em caso de roubo ou outra ocorrência, o passageiro procure um agente da TrensRJ para comunicar o caso e permitir o acionamento das equipes responsáveis. A vítima também deve registrar a ocorrência na delegacia.
A empresa afirma ainda que os funcionários são orientados a recomendar que passageiros não reajam a abordagens criminosas e priorizem a própria integridade física.
Atualmente, segundo a TrensRJ, mais de 350 mil passageiros utilizam diariamente o sistema ferroviário.

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