PF acha dinheiro dentro de adega de policial preso em operação que prendeu deputado e ex-chefe da Polícia Civil do RJ
Deputado Márcio Canella e ex-chefe da Polícia Civil Marcus Amim estão entre os presos em investigação sobre lavagem de dinheiro
Quick Look
- A Polícia Federal prendeu o deputado Márcio Canella, o ex-chefe da Polícia Civil Marcus Amim e quatro inspetores em operação contra lavagem de dinheiro via postos de combustíveis no RJ.
- Dinheiro foi encontrado na adega de um dos policiais presos.
AI-generated summary
Why It Matters
A operação investiga desde dezembro de 2025 a relação de agentes públicos com facções criminosas e lavagem de dinheiro. O grupo teria movimentado R$ 7,6 bilhões em seis anos.
A PF prendeu o deputado Márcio Canella e o ex-chefe da Polícia Civil Marcus Amim nesta quinta-feira (15). Policiais acharam dinheiro na adega de um inspetor.
Segundo a corporação, o grupo utilizava uma rede de postos de combustíveis para lavar dinheiro no Rio de Janeiro. A ação contou com o apoio da Corregedoria.
As prisões foram ordenadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A investigação aponta que o grupo movimentou R$ 7,6 bilhões em 6 anos.
A Polícia Federal cumpriu 6 mandados de prisão e 16 de busca em 7 municípios fluminenses. O Supremo também determinou a suspensão de 112 empresas investigadas.
Iniciada em dezembro de 2025, a operação investiga a relação de agentes públicos com facções criminosas. As defesas dos suspeitos informaram que não vão se pronunciar.
A Polícia Federal encontrou dinheiro dentro de uma adega do inspetor da Polícia Civil José Carlos Alves de Souza Júnior, preso nesta quinta-feira (15) na oitava fase da Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro.
A ação também prendeu Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo e segundo deputado estadual mais votado do RJ nas eleições deste ano, e o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil.
Segundo a PF, o grupo investigado usava uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio como estrutura para lavar dinheiro. A investigação aponta a participação de agentes públicos e articulação política no esquema.
José Carlos Júnior está entre os quatro inspetores presos nesta quinta. Os outros são Christiano Gaspar Fernandes, também secretário municipal de Ordem Urbana de Belford Roxo; Giovanni Gaspar Fernandes; e Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo.
A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento dos mandados contra os policiais investigados.
As prisões foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em um desdobramento da sexta fase da operação, realizada em julho.
Naquela etapa, Canella e Amim foram alvos de buscas em uma investigação sobre 96 postos de combustíveis. Segundo a apuração, o grupo movimentou R$ 7,6 bilhões em seis anos. As investigações começaram a partir de um relatório de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Canella é apontado pela PF como o articulador do grupo criminoso. Ele e Amim são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e formação de cartel, entre outros crimes.
Nesta quinta-feira, a PF saiu para cumprir seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em sete municípios: Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Armação dos Búzios.
Moraes também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas investigadas — a maioria, postos de combustíveis.
As defesas de Canella e Amim informaram que não vão se pronunciar até terem acesso aos autos. A TV Globo tenta contato com os demais investigados.
A operação começou em dezembro de 2025 para investigar conexões entre agentes públicos e grupos criminosos no Rio. Inicialmente, o foco era o suposto vazamento de informações sigilosas de ações policiais contra o Comando Vermelho.
Ao longo das oito fases, as apurações passaram a alcançar suspeitas de corrupção, fraudes em contratos públicos e lavagem de dinheiro.
A ação desta quinta está inserida no contexto da decisão do STF na ADPF das Favelas, que determinou, entre outras medidas, que a PF investigasse relações de agentes públicos com facções criminosas.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
Defesas dos investigados apresentarão recursos após acesso aos autos.
Very likely · Within weeks
Open Questions
- Qual a origem exata do dinheiro encontrado na adega?
- Quais serão os próximos desdobramentos contra as empresas suspensas?





