PF aponta Canella como articulador político de organização criminosa que movimentou 7,6 bilhões em 6 anos
Investigação aponta movimentação de R$ 7,6 bilhões e influência política em órgãos estaduais
Quick Look
- A Polícia Federal solicitou a prisão preventiva de Canella e outros cinco investigados, incluindo o ex-secretário da Polícia Civil do RJ, Marcus Amim.
- O grupo é suspeito de movimentar R$ 7,6 bilhões em um esquema envolvendo postos de combustíveis e influência política.
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Why It Matters
As investigações derivam da 6ª fase da Operação Unha e Carne e de relatórios do Coaf sobre movimentações financeiras atípicas.
As conclusões constam na representação encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na qual a PF pedia a prisão preventiva de Canella e de outros 5 investigados. Entre eles, o ex-secretário da Polícia Civil do RJ Marcus Amim.
Segundo a corporação, Canella ocupava uma posição estratégica dentro da estrutura investigada, funcionando como ligação entre o núcleo político, o setor econômico ligado a postos de combustíveis e integrantes apontados como membros da organização criminosa. A PF afirma que ele era o "patrono político e articulador de alto escalão" do grupo.
As investigações começaram com um relatório de inteligência enviado à PF pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O documento apontou que o grupo movimentou R$ 7,6 bilhões nos últimos 6 anos.
De acordo com a investigação, Canella teria sido responsável por articular a indicação do delegado Marcus Amim para a presidência do Detran-RJ e, posteriormente, para o comando da Polícia Civil. A representação afirma que ele teria atuado inclusive para viabilizar mudanças legislativas necessárias para a nomeação.
Os investigadores também sustentam que documentos apreendidos durante a 6ª fase Operação Unha e Carne registram repasses financeiros identificados com a sigla "Canela", além de movimentações atribuídas ao político em anotações que detalhariam a divisão de recursos provenientes de postos de combustíveis ligados ao grupo.
Para a Polícia Federal, Canella aparecia como beneficiário de valores oriundos do núcleo econômico da organização e tinha papel relevante na sustentação política da estrutura investigada. A corporação cita ainda vínculos empresariais, movimentações financeiras consideradas suspeitas e relações com pessoas apontadas como integrantes do esquema.
No pedido de prisão, os investigadores descrevem uma organização que movimentou cerca de R$ 7,6 bilhões entre 2020 e 2026 por meio de uma rede de empresas e postos de combustíveis espalhados pelo estado do Rio de Janeiro.
Para a corporação, o grupo mantinha uma divisão de tarefas entre operadores financeiros, empresários e agentes públicos, com o objetivo de ocultar recursos de origem ilícita e garantir influência sobre órgãos de fiscalização e investigação.
Em um dos trechos do documento, a PF afirma que os elementos reunidos indicam que Canella ocupava "posição de convergência entre núcleos político e empresarial", sendo apontado como peça central da articulação da suposta organização criminosa.
“Confio em Deus e na Justiça e tenho certeza de que tudo será esclarecido”, declarou Canella. A defesa de Amim informou que não vai se pronunciar até terem acesso aos autos. A TV Globo tenta contato com os demais investigados.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
Decisão judicial sobre pedidos de prisão preventiva
Likely · Within days
Open Questions
- Qual será a decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre as prisões?
- Quais são os outros investigados citados na representação da PF?






