Polícia Civil encontra corpo de empresário do ES em Cabo Frio, RJ, após simulação de sequestro
Corpo de Christiano Deorce Benedito, de 54 anos, foi encontrado em cova rasa no bairro Unamar; traficantes extorquiram familiares via PIX simulando que a vítima estava viva
Quick Look
- A Polícia Civil encontrou o corpo do empresário Christiano Deorce Benedito, de 54 anos, enterrado em cova rasa em Unamar, Cabo Frio (RJ), após simulação de sequestro.
- Traficantes extorquiram familiares e conhecidos via PIX, simulando que o empresário do ramo de madeira ainda estava vivo.
- O grupo pretendia arrecadar R$ 4 mil e negociar a caminhonete da vítima por cerca de R$ 40 mil.
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Why It Matters
Christiano Deorce Benedito, empresário do ramo de madeira do Espírito Santo, desapareceu em outubro após chegar a Cabo Frio para entregas comerciais. A Polícia Civil investigou o caso como simulação de sequestro, com traficantes exigindo transferências bancárias de familiares e conhecidos mesmo após a morte da vítima.
A Polícia Civil encontrou o corpo do empresário Christiano Deorce Benedito, do Espírito Santo, em Cabo Frio, Rio de Janeiro, após simulação de sequestro.
Segundo a polícia, traficantes exigiram transferências bancárias de familiares e conhecidos, simulando que o empresário, do ramo de madeira, ainda estava vivo e mantido em cativeiro.
Ainda segundo a investigação, para justificar a execução de Christiano perante integrantes da comunidade, os envolvidos teriam espalhado falsamente que o empresário seria estuprador.
A Polícia Civil encontrou o corpo de um empresário do Espírito Santo enterrado em uma cova rasa no bairro Unamar, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, nesta quinta-feira (5). Christiano Deorce Benedito, de 54 anos, havia desaparecido em outubro. O crime foi divulgado pela Polícia Civil nesta sexta-feira (6).
Após o crime, segundo a polícia, traficantes passaram a exigir transferências bancárias de familiares e conhecidos, simulando que o empresário, do ramo de madeira, ainda estava vivo e mantido em cativeiro.
O caso foi investigado pela Delegacia Antissequestro (DAS), depois que a Polícia Civil do Espírito Santo comunicou o desaparecimento do empresário em Cabo Frio e informou sobre as exigências de pagamentos feitas a pessoas próximas da vítima.
De acordo com as investigações, Christiano chegou a Cabo Frio no dia 20 de outubro para realizar entregas comerciais e se hospedou em um hotel no bairro Aquarius.
No dia seguinte, 21 de outubro, ele teria sido atraído por criminosos e entregue a integrantes do tráfico de drogas local. O empresário foi assassinado no mesmo dia, segundo a Polícia Civil, por motivação patrimonial.
Mesmo após a morte da vítima, os criminosos continuaram a extorsão, exigindo transferências via PIX sob o falso argumento de que o empresário estava sequestrado.
A família registrou o desaparecimento no dia 22 de outubro. No dia seguinte, os investigadores realizaram o rastreamento de uma movimentação bancária vinculada a uma mulher, que acabou presa durante a operação e deverá responder pelo crime de extorsão.
No dia 27 de outubro, os policiais localizaram Wallace Santos de Oliveira, conhecido como WL, apontado pelas investigações como gerente do tráfico de drogas em Unamar, distrito de Cabo Frio. Segundo a Polícia Civil, ao receber voz de prisão, ele reagiu e trocou tiros com os agentes.
Atingido, caiu em um rio e teve o corpo resgatado por equipes do Corpo de Bombeiros.
As investigações também levaram à identificação de Lucas Reis Lima de Freotas, de 20 anos. Ele foi localizado no dia 5 de novembro, em um hotel em Saquarema. Durante o interrogatório, confessou participação na ocultação do cadáver e indicou aos policiais o local onde o corpo havia sido enterrado.
A equipe seguiu até Unamar, onde encontrou o corpo do empresário em uma cova rasa, utilizada como sepultamento clandestino. Nas proximidades, também foi localizada a caminhonete da vítima.
Ainda segundo a investigação, para justificar a execução de Christiano perante integrantes da comunidade, os envolvidos teriam espalhado falsamente que o empresário seria estuprador.
A apuração aponta que o grupo pretendia arrecadar R$ 4 mil por meio das transferências bancárias exigidas de familiares e conhecidos. Além disso, os criminosos planejavam negociar a caminhonete do empresário por aproximadamente R$ 40 mil.
Parte do valor obtido com a negociação do veículo seria destinada às pessoas que teriam intermediado o esquema de extorsão, utilizando contas bancárias para receber as transferências.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
A mulher presa durante a operação responderá pelo crime de extorsão.
Very likely · Within weeks
Outros envolvidos no esquema de extorsão serão identificados e presos.
Likely · Within weeks
Open Questions
- Quais são os nomes de todas as pessoas envolvidas no esquema de extorsão?
- O valor total obtido com as transferências via PIX foi recuperado?
- Quais serão as acusações formais contra a mulher presa durante a operação?






