Polícia confirma feminicídio de Cintia Renata da Silva após perícia descartar suicídio
Quick Look
- A Polícia Civil confirmou que Cintia Renata da Silva, de 41 anos, foi morta com 16 facadas pelo ex-companheiro, descartando a hipótese inicial de suicídio devido a lesões de defesa e histórico de violência doméstica.
- O suspeito foi preso em flagrante por feminicídio após mentir sobre seu álibi.
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Why It Matters
Cintia Renata da Silva, de 41 anos, foi encontrada morta inicialmente suspeita de suicídio, mas perícia revelou 16 facadas e lesões de defesa, indicando feminicídio pelo ex-companheiro com histórico de violência doméstica.
Em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (11), a Polícia Civil explicou que um filho de Cintia Renata da Silva, de 41 anos, encontrou a mãe deitada na cama, ao lado de duas cartelas vazias de sedativos e com um corte no pulso, o que levantou a suspeita de que ela tivesse tirado a própria vida.
No entanto, a perícia da Polícia Científica foi ao local e revelou que a mulher foi atingida com cerca de 16 facadas no peito, pescoço, rosto e costas, além de apresentar ferimentos de defesa nas mãos, o que confirmou que o caso se tratava de uma morte violenta.
"A lesão de defesa mostra que, embora ela possa ter sido dopada, isso não a incapacitou de tentar se defender, o que foi determinante para descartar totalmente a possibilidade de um suicídio", afirmou o perito criminal Wescley Silva Pontes.
Segundo a delegada Raffaella Aguiar, chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), relatos de outros moradores da região também indicaram a existência de um histórico de violência doméstica entre a vítima e o ex-companheiro, que morava na mesma casa.
Ao saber da morte de Cinthia, o homem passou mal e foi ao Pronto Atendimento de São Pedro, onde foi interrogado e disse que estava trabalhando quando recebeu a notícia.
Entretanto, a polícia descobriu que o suspeito não tinha ido ao trabalho naquele dia. Depois, ele afirmou que prestava serviço em outro local, mas essa versão também foi desmentida.
Testemunhas também disseram que ele teve comportamentos estranhos, como mandar várias mensagens dizendo onde estava e afirmar que procurava por Cinthia. Ele também levou a filha ao parque antes de ir para casa para tentar justificar seu paradeiro, algo que não costumava fazer.
Mesmo com a tentativa de criar um álibi, o homem foi preso em flagrante por feminicídio, ainda dentro do PA. A identidade dele não foi divulgada pela Polícia Civil.
Ainda conforme a delegada, as investigações apontaram que o relacionamento entre Cinthia e o ex-companheiro era conturbado e marcado por agressões físicas, psicológicas e verbais.
A renda da casa vinha do trabalho do homem, enquanto a mulher cuidava das filhas do casal, diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ao todo, Cinthia tinha quatro filhos.
O casal ficou junto por oito anos até terminar, mas o suspeito não aceitou o fim do relacionamento e matou a ex-companheira. A vítima nunca havia registrado ocorrência ou buscado ajuda da polícia anteriormente.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
O suspeito será formalmente acusado de feminicídio e passará por julgamento.
Very likely · Within months
As filhas da vítima serão colocadas sob tutela ou guarda de familiares próximos.
Likely · Within weeks
Open Questions
- Qual foi a motivação exata para o feminicídio além da não aceitação do término?
- O suspeito terá acesso a assistência jurídica?
- As filhas com TEA serão encaminhadas para cuidados adequados?
- Houve omissão de autoridades diante do histórico de violência?




