
Ângelo Gustavo Pereira Nobre passou 363 dias preso injustamente e lançou projeto de apoio jurídico e profissional para inocentes.
O produtor cultural Ângelo Gustavo Pereira Nobre, preso injustamente por 363 dias no Rio de Janeiro, lançou o Instituto Gustavo Nobre para prestar suporte jurídico, psicológico e profissional a outras vítimas de erros da Justiça.
AI-generated summary
Ângelo Gustavo Pereira Nobre passou 363 dias preso injustamente após ser acusado de roubo de carro com base em reconhecimento fotográfico em rede social.
O produtor cultural Ângelo Gustavo Pereira Nobre, que passou 363 dias preso injustamente no Rio de Janeiro, lançou nesta segunda-feira (31) um instituto para ajudar e dar suporte jurídico a outras vítimas de erros da Justiça.
A data do lançamento marca os 5 anos desde que ganhou liberdade. Em um vídeo nas redes sociais, ele conversou com famosos e amigos que deram apoio no período em que esteve preso, como Rafael Zulu, Regina Cazé, Raphael Logam e Roberta Rodriges, a quem convidou para ser embaixadora do projeto.
Na legenda, ele definiu o sentimento dos últimos cinco anos: "Hoje não é só o dia em que eu conto uma novidade. Hoje é o dia em que uma dor ganha propósito. 31 de agosto. Dia do meu renascimento. O começo de um novo capítulo e de uma missão que eu carrego no peito: fazer com que outras pessoas não precisem passar pela injustiça que eu passei."
O Instituto Gustavo Nobre - Justiça para os Inocentes presta apoio para os injustiçados penais e suas famílias com os seguintes serviços:
Assessoria Jurídica, através de atendimento on-line.
Qualificação Pessoal e Profissional, através de cursos e oficinas.
Resgate da imagem, através de um serviço de assessoria de imprensa.
Recolocação ao Mercado de Trabalho, através da gestão de carreira e reposicionamento realizado por uma empresa de Recursos Humanos.
Os serviços são gratuitos prestados por voluntários. Para o público em geral, são oferecidos cursos, oficinas e palestras.
"É um projeto que desde que eu estava lá dentro eu tinha essa vontade, vivendo dias terríveis, não só eu como minha família e meus amigos. Eu não sabia quando ia sair, mas sabia que quando eu saísse eu ia fazer algo para ajudar outras pessoas", explica Gustavo Nobre ao g1.
Gustavo explicou que precisou de um tempo para entender as burocracias e cuidar da sua saúde psicológica antes de abrir o instituto.
"Não desisti em nenhum momento, sabia que ia conseguir. É transformar essa dor em propósito, é uma missão de vida. Hoje eu tô abdicando de tudo para viver o instituto para que nenhum jovem sofra o que eu sofri ou uma mãe sofra o que a minha sofreu. Ontem foi um dia muito especial com esse anúncio", destaca.
Hoje com 35 anos, Gustavo foi a primeira pessoa no Rio de Janeiro a conquistar na Justiça uma indenização do Estado em razão de uma prisão injusta. Em 2023, a reparação a Gustavo e sua mãe chegou a ser negada.
Ângelo Gustavo foi preso acusado de participar do roubo de um carro e depois teve a sua inocência reconhecida judicialmente. Assista a um vídeo da época:
Investigação foi feita pela vítima em redes sociais
Ângelo Gustavo foi preso em 2020 acusado de participar de um roubo de um carro. A família e a Comissão de Direitos da OAB afirmavam que ele era inocente, e listaram uma série de erros e falhas no reconhecimento feito na investigação do caso.
Um deles é que Ângelo estava em uma igreja na hora do crime. Ele se recuperava de uma cirurgia no pulmão e também nunca foi ouvido durante as investigações. E o mais grave: foi reconhecido por uma foto de rede social em uma investigação paralela feita pela vítima do roubo.
"A gente chegou para essa missa do melhor amigo dele. Ele estava se recuperando de cirurgia. Ele se sentiu mal nessa missa. Ele não tinha como estar em lugar nenhum, até porque não tinha condições de andar sozinho naquele dia... que dirá correr", disse a tia de Gugu, Cássia Lima.
Um levantamento da Defensoria Pública do Rio e da entidade que reúne defensores públicos de todo o país da época revelava que 83% dos presos injustamente por reconhecimento fotográfico no Brasil têm o mesmo perfil: são jovens, pobres e negros como Ângelo Gustavo, o Gugu.
A Polícia Civil disse, na ocasião, que Ângelo Gustavo foi preso em cumprimento de um mandado de prisão expedido pela Justiça. Logo após o caso, a Polícia Civil recomendou que os delegados não usem apenas o reconhecimento fotográfico como única prova em inquéritos policiais para pedir a prisão de suspeitos.

Mensagens entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, reveladas pela PF, geram debate jurídico sobre competência investigativa. PGR pede anulação de diligências, enquanto especialistas detalham ritos para crimes comuns e de responsabilidade.

Renato Junio Pinto Guimarães contesta na Justiça a venda da Fazenda Buriti, em Dianópolis (TO), ao cantor Alexandre Pires. O autor alega exclusão da negociação, invasão de propriedade e violência por parte dos sócios Gabriel e Matheus Alves de Freitas.

O TRT-15 condenou a rede Oxxo a pagar R$ 2 milhões por danos morais coletivos devido à falta de segurança para funcionários. A decisão exige vigilância noturna, protocolos de saúde mental e emissão de CAT após assaltos em unidades de alta exposição ao crime.

O Ministério Público Federal instaurou procedimento para acompanhar se o Estado de Mato Grosso cumpre decisão judicial que determina vistorias trimestrais, retirada de estruturas de concreto e pagamento de indenização por dano moral coletivo relacionada à obra do Hospital Júlio Müller.

O Ministério Público Federal registrou R$ 893 milhões em condenações e acordos por danos ambientais no Amapá, Pará e Mato Grosso desde agosto de 2023, abrangendo 941 processos cíveis, incluindo decisões judiciais e termos de ajustamento de conduta.

A Justiça condenou a funkeira MC Pipokinha e organizadores do evento 'Esquenta do Magrão', em Corumbá (MS), ao pagamento de R$ 162,1 mil por danos morais coletivos após show com conteúdo sexual explícito assistido por adolescentes.