Protestos contra crise habitacional em Espanha reúnem dezenas de milhares em Madri e outras cidades
Quick Look
- Dezenas de milhares de pessoas protestaram em Madri e outras cidades espanholas contra a crise habitacional, após a derrubada de dois decretos do governo de Pedro Sánchez pela oposição.
- Os protestos foram motivados por uma ordem de despejo de uma mulher de 87 anos que se tornou símbolo da luta.
- Em Valência, houve confrontos com a polícia, que usou balas de borracha e gás lacrimogêneo.
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Why It Matters
A Espanha enfrenta uma crescente crise habitacional, com aumentos nos alugueis e dificuldades de acesso à moradia, especialmente para inquilinos vulneráveis. Uma ordem de despejo de uma mulher de 87 anos em Madri gerou grande comoção e tornou-se símbolo da luta contra os despejos.
Dezenas de milhares de pessoas foram às ruas de Madri e de outras cidades espanholas neste sábado (3), intensificando as exigências por medidas para enfrentar uma crescente crise de habitação, depois que dois decretos do governo de Pedro Sánchez foram derrubadas pela oposição.
O país tem sido palco de uma onda de protestos após uma ordem de despejo de uma mulher de 87 anos na capital espanhola, que virou símbolo da crise. Alguns manifestantes exibiram cartazes pedindo uma greve geral depois que as medidas elaboradas para responder à indignação generalizada.
Segundo o governo, cerca de 70 mil manifestantes participaram da manifestação em Madri. Os protestos planejados em Barcelona e na cidade vizinha de L'Hospitalet de Llobregat foram cancelados por causa da forte chuva.
"É uma vergonha", diz Nando de Anguulo, 26, que participou do protesto deste sábado em Madri. "Isso só prova que somos nós, o povo, que temos de nos adaptar aos partidos políticos, e não os políticos ao que o povo quer, e isso não pode continuar assim."
As medidas elaboradas por Sánchez incluíam a proibição de despejos de inquilinos vulneráveis até 2030, a prorrogação do congelamento do aluguel por dois anos para contratos já em vigor e regras mais rígidas para locações de curto prazo. Para a oposição, o pacote não tinha capacidade de resolver o problema e ainda restringiria o mercado imobiliário espanhol.
O premiê poderá convocar uma eleição antecipada, informou a imprensa espanhola na sexta-feira (2), e estaria observando a força dos protestos convocados neste sábado antes de tomar uma decisão.
O gabinete de Sánchez se recusou a comentar as informações.
Na cidade de Valência, no sudeste do país, manifestantes entraram em confronto com a polícia, que disparou balas de borracha e usou gás lacrimogêneo para dispersar os protestos.
Cerca de 30 manifestantes conseguiram entrar na Cidade das Artes e das Ciências, um importante complexo cultural da cidade, antes de serem retirados pela polícia. Outras manifestações em 50 cidades espanholas ocorreram sem confrontos.
Valeria Racu, porta-voz do Sindicato dos Inquilinos, disse a jornalistas em Madri que uma greve geral seria convocada após negociações com os sindicatos trabalhistas.
What to Watch
AI outlook — possibilities, not facts
O governo Sánchez pode convocar uma eleição antecipada devido à pressão dos protestos.
Possible · Within weeks
Uma greve geral pode ser convocada após negociações entre o Sindicato dos Inquilinos e sindicatos trabalhistas.
Possible · Within weeks
Open Questions
- O governo Sánchez vai realmente convocar uma eleição antecipada?
- Quais serão as próximas medidas do governo para enfrentar a crise habitacional após a derrubada dos decretos?
- A greve geral anunciada pelo Sindicato dos Inquilinos vai realmente acontecer?
- Como a oposição pretende resolver o problema da habitação?







