Romeu Zema nega boatos de desistência e mantém campanha presidencial com baixo desempenho nas pesquisas
Quick Look
- O candidato à presidência pelo partido Novo, Romeu Zema, negou publicamente boatos de que desistiria da disputa eleitoral, após marcar apenas 1% nas intenções de voto na pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º).
- Zema enfrentou dificuldades para crescer nas pesquisas e atrair alianças, tendo anunciado o senador Eduardo Girão como seu vice em uma chapa pura.
- Ele focou sua campanha em críticas ao STF e ao Judiciário, e neste sábado (3), véspera do primeiro turno, não teve compromissos públicos, dedicando o dia a postagens motivacionais e momentos familiares em Araxá.
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Why It Matters
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais, é o candidato do partido Novo à presidência da República nas eleições de 2022. Sua campanha teve dificuldade para ganhar tração nas pesquisas eleitorais, permanecendo com baixo percentual de intenções de voto.
À frente de uma campanha apagada, o candidato à presidência pelo Novo, Romeu Zema, teve que rebater publicamente boatos de que desistiria da disputa na semana que antecedeu o primeiro turno das eleições.
Sem sinal de reação nas pesquisas eleitorais, o ex-governador de Minas Gerais marcou 1% das intenções de votos em pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º), caindo um ponto percentual em relação a levantamento do início de setembro.
Na terça (29), Zema chamou de fake news a possibilidade de desistir da disputa presidencial e declarar apoio a Flávio Bolsonaro (PL). "Tudo na minha vida eu levei até o final", disse em entrevista.
Os rumores ganharam força após o candidato do seu partido ao Senado em São Paulo, Ricardo Salles, anunciar sua desistência na segunda-feira (28).
Desde o início da corrida presidencial, Zema enfrenta dificuldades em obter apoio em Minas Gerais, estado onde fez carreira política e que governou até março deste ano. Com dificuldade em crescer nas pesquisas e atrair alianças, recorreu ao senador Eduardo Girão (Novo-CE), colega de legenda, anunciando-o como vice na formação de uma chapa pura.
Ao longo da campanha, o ex-governador focou em atacar ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), a que se refere como "os intocáveis". O termo foi usado como bordão repetido em entrevistas e no horário eleitoral.
O candidato atacou o Judiciário também para se posicionar contra o cancelamento do debate entre presidenciáveis da TV Globo, na última quinta (1º). "O Judiciário brasileiro se tornou uma bagunça, um desrespeito total a quem segue as leis", disse.
Neste sábado (3), véspera de primeiro turno, Zema não teve compromisso público de campanha e dedicou o dia a postar frases motivacionais nas redes sociais, além de fotos ao lado de familiares. Em seus canais oficiais, compartilhou o momento em que tomou café e desejou um "ótimo final de semana", sem menções à candidatura.
O presidenciável contou aos seus seguidores que estava em Araxá, cidade no Triângulo Mineiro, onde visitou seu barbeiro e planejou almoçar com seus pais, "que não vejo há quase 60 dias". "Depois quero dar uma descansada em casa e malhar no finalzinho da tarde", continuou.
Uma prestação de contas preliminar fornecida pela Justiça Eleitoral aponta que a candidatura de Zema arrecadou R$ 5,4 milhões, dos quais foram gastos cerca de R$ 4,2 milhões.
Open Questions
- Qual será o impacto do baixo desempenho de Zema nas eleições para o futuro do partido Novo?
- Zema conseguirá manter seu apoio político em Minas Gerais após a eleição?
- Quais serão as consequências das críticas ao STF para a relação do candidato com outras instituições caso seja eleito?







