Sargento que matou esposa com 51 facadas e atirou na filha em clínica é condenado a 123 anos de prisão
Amanda Fernandes Carvalho foi assassinada dentro de uma clínica em maio de 2025; réu alegou não se lembrar do crime.
Quick Look
O julgamento de um policial acusado de assassinar a esposa Amanda Fernandes Carvalho com tiros e 51 facadas e tentar matar a filha em maio de 2025 começou na quarta-feira e terminou na noite de quinta-feira.
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Why It Matters
Amanda Fernandes Carvalho foi assassinada pelo marido com três tiros e 51 facadas dentro de uma clínica em maio de 2025. A filha do casal também foi baleada.
Amanda Fernandes Carvalho, de 42 anos, foi assassinada pelo marido com três tiros e 51 facadas dentro de uma clínica no bairro Marapé, em maio de 2025. A filha do casal, que tinha 10 anos na época, também foi baleada, mas sobreviveu após permanecer internada por seis dias. O policial foi preso em flagrante.
Samir foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por feminicídio e tentativa de homicídio qualificado contra a filha. O julgamento começou na quarta-feira (14) e terminou na noite de quinta-feira (15).
No primeiro dia, foram ouvidas as 12 testemunhas, sendo cinco de acusação e sete de defesa. Já nesta quinta-feira (15), foi a vez do depoimento do réu. No entanto, ele afirmou que não se lembrava do dia do crime.
Em seguida, os representantes de acusação e defesa apresentaram as teses aos jurados. Os debates duraram mais de cinco horas até a sentença que saiu por volta das 21h desta quinta-feira (15).
O advogado João Carlos Campanini, que representa Samir, afirmou que pretende entrar com recurso contra a sentença. "A defesa espera ainda recorrer para que esse júri seja anulado, para que ele tenha uma nova chance de provar que ele não estava com as faculdades mentais aptas, e ele não queria esse resultado, ou seja, ele não tinha sua vontade livre e consciente, ele não tinha o dolo da conduta", afirmou.
Em nota divulgada antes do júri, o MP-SP informou que sustenta que o assassinato ocorreu no contexto de violência doméstica e familiar, por razões da condição do sexo feminino, com emprego de meio cruel, mediante dissimulação, recurso que dificultou a defesa da vítima, perigo comum e uso de arma de fogo de uso restrito.
Em relação à filha, o Ministério Público acusa Samir de tentativa de homicídio qualificado por perigo comum, dissimulação, dificuldade de defesa da vítima e uso de arma de fogo de uso restrito.
O filho da vítima, Davi Fernandes Costa Carvalho, contou que Samir era agressivo e já havia feito diversas ameaças à família. Ele quer que o homem jamais volte a se aproximar.
"Eu não quero ter contato, não quero que se aproxime de mim, dos pequenos, da minha família", afirmou Davi, em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo.
O laudo necroscópico da vítima indica que a maioria das facadas atingiu o lado direito do corpo de Amanda, com golpes da coxa até a face. O documento aponta também que os tiros foram disparados à distância.
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A defesa entrará com recurso para anular o júri.
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