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Back|Trabalho nas eleições 2024: saiba os direitos de quem vai expediente no dia da votação
Trabalho nas eleições 2024: saiba os direitos de quem vai expediente no dia da votação
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G1·1 hour ago·Politics·3 min read·🇧🇷Brazil·

Trabalho nas eleições 2024: saiba os direitos de quem vai expediente no dia da votação

Legislação garante o direito de ausência para votar sem prejuízo salarial ou exigência de compensação de horas.

Quick Look

No primeiro turno das eleições, profissionais com expediente em serviços essenciais têm direito garantido por lei de se ausentar pelo tempo necessário para votar, sem desconto salarial ou exigência de compensação de horas, segundo o MPT.

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Why It Matters

Trabalhadores escalados para o dia de eleições enfrentam dúvidas recorrentes sobre liberação para votação e descontos salariais.

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Para milhões de brasileiros, o primeiro turno das eleições, neste domingo (4), também será dia de expediente. Profissionais da saúde, da segurança, da hotelaria e de outros serviços essenciais precisarão conciliar a jornada de trabalho com a ida às urnas.

É nesse momento que surgem dúvidas recorrentes como: a empresa é obrigada a liberar o funcionário para votar? O tempo utilizado pode ser descontado do salário? É preciso compensar essas horas depois?

A legislação brasileira garante ao trabalhador o direito de se ausentar pelo tempo necessário para votar, sem sofrer qualquer prejuízo.

O empregador não pode criar obstáculos ao deslocamento nem adotar medidas que dificultem o exercício desse direito. Isso inclui descontos no salário ou a exigência de compensar as horas utilizadas para comparecer à seção eleitoral.

Para ajudar quem estará de expediente durante a votação, o g1 reuniu as principais dúvidas sobre a legislação eleitoral e os direitos dos trabalhadores no dia da eleição.

Abaixo, entenda:

Quem trabalha no dia da eleição pode sair para votar?

O patrão é obrigado a liberar o funcionário?

As horas usadas para votar podem ser descontadas?

E quem vota em outra cidade?

E se a empresa dificultar a ida às urnas?

E conversar sobre política no trabalho? É proibido?

Quando a situação passa a ser assédio eleitoral?

Como denunciar irregularidades?

Quem trabalha no dia da eleição pode sair para votar?

Sim. O trabalhador tem o direito de se ausentar pelo tempo necessário para ir ao local de votação e votar. A empresa não pode impedir esse deslocamento nem criar dificuldades que inviabilizem o exercício desse direito.

Essa garantia vale para qualquer categoria profissional. O direito é o mesmo para quem trabalha em hospital, supermercado, restaurante, fábrica, posto de combustível ou qualquer outro estabelecimento que funcione aos domingos.

Na prática, o empregador deve organizar a jornada para que o trabalhador consiga exercer seu direito ao voto.

O patrão é obrigado a liberar o funcionário?

O Ministério Público do Trabalho (MPT) determina que o empregador deve permitir que o funcionário se ausente pelo tempo necessário para ir à seção eleitoral, votar e retornar ao trabalho.

A regra vale mesmo quando a empresa está com grande movimento ou quando o trabalhador está escalado em horário coincidente com a votação.

As horas usadas para votar podem ser descontadas?

Não. O período necessário para ir às urnas não pode resultar em descontos no salário do trabalhador.

A empresa também não pode exigir a compensação das horas utilizadas para votar. De acordo com o MPT, esse tipo de exigência pode dificultar o exercício de um direito garantido pela legislação eleitoral.

Em outras palavras, o funcionário não precisa repor esse tempo depois nem acumular horas negativas por ter comparecido à sua seção eleitoral.

E quem vota em outra cidade?

Nesses casos, a proteção continua valendo. O empregador não pode criar obstáculos ao exercício do voto, mesmo quando o trabalhador precisa viajar para outra cidade para votar.

Isso não significa que qualquer ausência será automática ou sem limites. O que a legislação protege é o exercício do direito ao voto. Por isso, a empresa deve ajustar a jornada de trabalho para permitir que o trabalhador vote.

E se a empresa dificultar a ida às urnas?

O Código Eleitoral estabelece que ninguém pode impedir ou dificultar o exercício do voto. Criar obstáculos ao comparecimento às urnas pode configurar uma infração eleitoral.

Isso vale tanto para situações explícitas quanto para formas indiretas de dificultar a votação.

Por exemplo:

negar a saída para votar;

ameaçar descontos salariais;

exigir compensação das horas;

alterar escalas para dificultar a votação;

criar constrangimentos relacionados à ida às urnas.

Também são consideradas práticas irregulares situações como:

exigir que o funcionário informe sua preferência eleitoral;

pedir comprovação do voto;

solicitar fotos da urna;

determinar que o trabalhador grave ou fotografe o momento da votação.

E conversar sobre política no trabalho? É proibido?

A legislação não proíbe conversas sobre política. O problema surge quando o ambiente de trabalho é usado para pressionar ou constranger alguém por causa de suas opiniões políticas.

O MPT destaca que empregadores não podem utilizar sua posição hierárquica para influenciar o voto dos funcionários.

Quando a situação passa a ser assédio eleitoral?

O assédio eleitoral ocorre quando há ameaças, constrangimentos, humilhações, intimidação ou promessa de vantagens com o objetivo de influenciar a escolha política do trabalhador.

Entre os exemplos citados na cartilha estão:

ameaças de demissão ligadas ao resultado das eleições;

promessas de benefícios em troca de apoio político;

pressão para participar de atos de campanha;

exigência do uso de roupas, adesivos ou materiais ligados a candidatos;

perseguição de trabalhadores por suas opiniões políticas.

Como denunciar irregularidades?

Quem enfrentar dificuldades para votar ou sofrer pressão relacionada às eleições deve guardar provas sempre que possível, aponta o MPT.

Mensagens de WhatsApp, e-mails, vídeos, áudios, prints de conversas, documentos e testemunhos podem ajudar a comprovar os fatos.

As denúncias podem ser encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho, ao Ministério Público Eleitoral (MPE) e aos canais de denúncia dos Tribunais Regionais do Trabalho.

O trabalhador também pode procurar o sindicato da categoria para receber orientação e apoio.

Open Questions

  • ?Quais serão as penalidades aplicadas às empresas infratoras?
  • ?Como comprovar o tempo exato de deslocamento para a votação?

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No primeiro turno das eleições, profissionais com expediente em serviços essenciais têm direito garantido por lei de se ausentar pelo tempo necessário para votar, sem desconto salarial ou exigência de compensação de horas, segundo o MPT.

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