
Agentes são réus por concussão após exigir dinheiro para não tomar providências contra uma fábrica de gelo; um foi preso em flagrante por posse ilegal de arma.
AI-generated summary
Os policiais são acusados de usar uma fiscalização de maus-tratos a idosos como pretexto para extorquir um empresário em Niterói.
MPRJ e Corregedoria realizaram operação nesta sexta-feira (6) contra 3 policiais civis. Eles são suspeitos de cobrar R$ 100 mil de um empresário em Niterói.
A ação cumpriu 3 mandados de busca. O policial Rogério de Oliveira Gomes foi preso em flagrante com arma de outra pessoa.
Em maio do ano passado, os agentes usaram uma fiscalização de maus-tratos a idoso como pretexto para exigir dinheiro do dono de uma fábrica de gelo.
O empresário entregou R$ 20 mil no dia e R$ 10 mil depois. Os 3 agentes foram denunciados pelo crime de concussão.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Corregedoria da Polícia Civil fizeram, nesta sexta-feira (6), uma operação contra três policiais civis denunciados por exigir R$ 100 mil de um empresário dono de uma fábrica de gelo em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.
A operação teve como objetivo cumprir três mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos agentes. Durante a ação, o policial Rogério de Oliveira Gomes foi preso em flagrante por estar com uma arma registrada em nome de outra pessoa.
Os outros dois policiais alvos da operação são Felipe de Oliveira Busch e Diego Gonçalves Vianna. Os três são lotados na Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade (Deapti), em Copacabana, na Zona Sul do Rio.
Os agentes estiveram em dois endereços de Rogério: um condomínio na Estrada Benvindo de Moraes, no Recreio, e outro imóvel em Vargem Pequena, na Zona Sudoeste. Ele estava no segundo endereço quando foi preso.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o caso começou em maio do ano passado, quando os policiais foram até a fábrica de gelo, no bairro do Caramujo, em Niterói, para apurar uma denúncia de maus-tratos contra uma pessoa idosa.
De acordo com o MPRJ, a fiscalização teria sido usada como pretexto para extorquir o empresário. No local, os agentes passaram a questionar a procedência dos equipamentos e a ligação de energia elétrica da empresa, afirmando que havia irregularidades.
Os policiais teriam dito que, para não tomar providências contra a fábrica, o empresário deveria pagar R$ 100 mil.
“Desde o primeiro momento, a conclusão final é que essa pseudodenúncia anônima para apurar maus-tratos foi uma desculpa para ingresso no local, já com o intuito de fazer ali a exigência, o constrangimento da fábrica de gelo para essa vantagem financeira”, afirmou Fabio Corrêa, coordenador do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) do MPRJ.
Segundo a investigação, o empresário disse que não tinha os R$ 100 mil. Os policiais, então, teriam dividido a cobrança em três parcelas.
Naquele dia, o dono da fábrica entregou R$ 20 mil aos agentes. Ele combinou de pagar outros R$ 30 mil no dia seguinte, mas entregou apenas R$ 10 mil.
A TV Globo teve acesso a imagens do segundo pagamento, feito em um posto de gasolina em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio. A gravação mostra primeiro a chegada do carro do empresário e, em seguida, a aproximação de viaturas da delegacia. Segundo a investigação, foi nesse encontro que os R$ 10 mil foram entregues aos policiais.
Os três agentes foram denunciados pelo crime de concussão, que ocorre quando um funcionário público exige vantagem indevida em razão do cargo. A pena prevista pode chegar a 12 anos de prisão.
Durante a operação desta sexta-feira, os agentes apreenderam celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos nos endereços dos investigados.
O Ministério Público vai analisar o material para aprofundar a investigação sobre a cobrança feita ao empresário e verificar se os policiais podem ter cometido outros crimes.
“Justamente com esse intuito de não só esclarecer ainda mais, mas também buscar provas tanto dessa situação denunciada quanto em relação a eventuais outras condutas que possam ter sido praticadas por esses policiais”, explicou o promotor.
A TV Globo não conseguiu contato com a defesa dos policiais. A Polícia Civil informou que a apuração da Corregedoria está em andamento.
AI outlook — possibilities, not facts
Análise de material apreendido pelo MPRJ
Very likely · Within weeks

Juan Martins, a motorcycle courier hospitalized for eleven days in the ICU of Nossa Senhora de Nazareth Hospital, had brain death confirmed on Thursday (5). The driver identified as Caio Besteti Rodrigues, 18, fled without providing assistance and presented himself two days later. The family requests preventive arrest, alleging driving without a license, drunkenness and failure to provide help.

Daniel da Costa Silva was sentenced to 40 years in prison for the feminicide of his ex-partner Patrícia Almeida Silva in Imperatriz, Maranhão. The crime occurred in November 2023, when he forced the victim into a truck, shot her in the head and abandoned her body in a rural area. The defendant's stepfather was acquitted of procedural fraud.

A 22-year-old man was beaten by his girlfriend's 24-year-old ex-boyfriend, who broke into the apartment using facial recognition. The victim's mother released a video of bruises. The City Council dismissed the employee involved after learning of the case on Friday (6).

A housing complex in the Nazaré neighborhood, in Belo Horizonte, collapsed this Friday morning (6) after heavy rain. The 40 residents left the property minutes before the collapse, and 32 of them need shelter from Belo Horizonte City Hall. There were no victims.

Daniel Sikkema was sentenced to life in prison in New York for orchestrating the murder of her ex-husband, gallerist Brent Sikkema, who was stabbed to death in Rio de Janeiro in 2024. Friends highlight the feeling of justice in the face of the sentence.

A woman found a body in an advanced state of decomposition when entering an apartment recently purchased at auction in Patos de Minas. The victim would be the former owner, who had been missing for more than a year. Civil Police investigate the case.